CIÊNCIA

7h. Calor. Ligeiro alívio das temperaturas nos próximos dias


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
São sete horas. As notícias com Rui Casanova.
Bom dia, começamos com o ponto de situação dos incêndios. O fogo em Vouzela continua a ser combatido por mais de 1200 operacionais, apoiados no terreno por 400 viaturas. Os presidentes das Câmaras de Vouzela e Tondela adiantam que as chamas continuam a lavrar com intensidade junto a várias povoações, sobretudo na Serra do Caramulo. Ainda assim, durante a noite não há registro de evacuações. O comandante da Proteção Civil, Simão Velez, explica que as autoridades esperam ter o fogo dominado entre hoje e amanhã, mas alerta que nada está garantido, dada a situação no terreno.
“É difícil darmos aqui algum garante. Temos uma expectativa, naturalmente, e uma expectativa positiva seria entre as próximas 24 e 48 horas nós conseguirmos dar o incêndio como dominado. Mas como referi, e como se percebe, qualquer português entende que as condições climáticas são muito adversas e podemos ter a qualquer momento uma reativação que nos traga aqui limitações e que possa trazer uma nova realidade.”
O comandante da Proteção Civil, Simão Velez, em declarações à RTP ontem à noite, aqui a fazer um ponto de situação do combate a este incêndio. O fogo, que começou em Vouzela e chegou a outros três conselhos, já consumiu pelo menos 13 mil hectares de terreno. Está ativo desde a madrugada de quinta-feira. Destaque também para Santo Tirso. Está novamente ativo o incêndio que tinha sido dado como dominado. À Rádio Observador, fonte da Proteção Civil confirma o reacendimento. O incêndio tem, neste momento, uma frente e está próximo da freguesia de Reguenga. Não há, para já, indicações sobre a retirada de pessoas de casa. No terreno, por esta altura, neste incêndio, estão mais de uma centena de operacionais apoiados por cerca de 30 viaturas. Perante este cenário, o governo admite prolongar o estado de alerta, pelo menos até ao final da próxima semana. Uma possibilidade avançada pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, no mais recente briefing da Proteção Civil.
“Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta, porque se as condições se mantiverem tal qual aquilo que é perspectivado, pode ser isso que venha a suceder. E por isso os meios estão a ser distribuídos por todo o país, por forma a que se consiga, no primeiro momento, o ataque inicial sob uma grande estrutura de coordenação. Quero vos dizer que fiquei muito agradado com aquilo que ontem pude testemunhar do companheirismo, do coletivo.”
Luís Montenegro também participou nesta conferência de imprensa da Proteção Civil por videochamada. O primeiro-ministro pede à população para que respeite e colabore com as autoridades no terreno.
“Dar ainda mais destaque ao aviso que o senhor comandante operacional deixou à população para que todos possam seguir as recomendações das autoridades, para que todos possam respeitar as opções que, no terreno, aqueles que têm a competência e o conhecimento de dirigir as operações vão emitindo.”
O apelo do primeiro-ministro Luís Montenegro, no mais recente briefing da Proteção Civil, ontem ao início da noite. Luís Montenegro deixa também elogios à coordenação entre as várias partes envolvidas nas operações de combate aos incêndios. Para hoje, espera-se um ligeiro alívio das temperaturas em alguns pontos do país. Ainda assim, no interior e a sul, as máximas podem atingir novamente os 43 graus. Sete distritos, sobretudo do centro do continente, continuam sob aviso vermelho. Amanhã prevê-se uma nova descida das temperaturas, que se vai fazer sentir mais nas regiões Norte e Centro. O calor vai continuar, ainda assim, intenso em grande parte do país ao longo dos próximos dias. É um assunto que está também em destaque a esta hora no site do Observador e que vamos, naturalmente, continuar a acompanhar e desenvolver nos jornais ao longo deste domingo aqui na Rádio Observador. Assinala-se hoje um dia de luto nacional pelas vítimas dos sismos na Venezuela. O governo decretou este dia de luto em homenagem às vítimas, sobretudo aos portugueses e lusodescendentes que morreram nos sismos da Venezuela. O mais recente balanço dá conta de pelo menos 93 mortos e 57 desaparecidos. A jornalista Maria Miguel Marques foi perceber o impacto destes sismos na perspectiva da comunidade portuguesa.
Cerca de meio milhão de portugueses vivem na Venezuela. A origem desta comunidade remonta ao século XX, como explica ao Observador o historiador distinguido entre a comunidade portuguesa na Venezuela, Daniel Bastos.
A Venezuela foi uma das grandes rotas extra-europeias da imigração portuguesa. E um período em que a Venezuela atravessava um grande crescimento econômico, graças, sobretudo, ao boom petrolífero, contrastado, naturalmente, com a realidade portuguesa, marcada ainda pela ditadura salazarista e por um país profundamente marcado pela ruralidade e pela precariedade.
Dos 500 mil portugueses na Venezuela, cerca de 300 mil são madeirenses, de acordo com o governo regional da Madeira. Hélder Teixeira é filho de imigrantes madeirenses que fugiram da guerra colonial e acabou por nascer na Venezuela. Quando a situação política venezuelana piorou há cerca de 10 anos, os pais voltaram para a Madeira, mas Hélder Teixeira ficou. Agora, com família estabelecida em Caracas, está a passar um momento difícil e, por isso mesmo, não quer ir embora.
Este é o momento onde nós, tanto como cultura portuguesa e tanto também como venezuelano, é um momento de prestar muito mais apoio e que vai fazer falta da parte da reconstrução e prestar muito apoio, não só para a comunidade portuguesa, e também para as comunidades venezuelanas.
Resiliência é a palavra que o historiador Daniel Bastos usa para descrever a comunidade portuguesa na Venezuela.
Esta é mais uma dura batalha, dura dificuldade que a comunidade portuguesa na Venezuela está a passar e que eu estou convencido que com o seu espírito de resiliência, de sacrifício e luta que lhe é tão característica, irá conseguir dar a volta por cima.
O historiador Daniel Bastos acrescenta ainda que, apesar dos portugueses na Venezuela constituírem uma das maiores comunidades da diáspora, nos próximos tempos serão muito menos os portugueses que vão escolher a Venezuela como nova casa.
Dez dias depois do sismo, registam-se 2954 mortos e mais de 16 mil feridos. Dados oficiais das autoridades venezuelanas. A ONU estima também que 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. O governo interino de Delcy Rodríguez anunciou, entretanto, um pacote de medidas econômicas para apoiar os sobreviventes. O anúncio surge numa altura em que reina um clima de forte tensão social na Venezuela, com protestos na região de La Guaira, uma das mais afetadas pelos terremotos. Ainda na atualidade internacional, destaque para os Estados Unidos. Donald Trump afirma que o sonho americano está de volta. O presidente norte-americano congratula-se no âmbito das comemorações do 4 de julho, em que se assinalaram os 250 anos de independência do país. O presidente dos Estados Unidos enumerou vários feitos alcançados nos últimos anos e, sobretudo, da administração Trump, num discurso transformado em comício em Washington esta noite. Afirma Trump que os Estados Unidos estão melhores do que nunca e que são uma nação vitoriosa.
A América é uma nação de vencedores e hoje o nosso país está a ganhar novamente. Estamos a ganhar como nunca. A América está de volta.
O presidente norte-americano volta também a declarar guerra ao comunismo. Diz que este sistema nunca terá lugar nos Estados Unidos.
A América nunca será um país comunista. Não vai acontecer. O comunismo é um falhanço e sempre será. O sistema comunista é o oposto do sistema americano e nunca funcionou.
Palavras de Donald Trump durante o discurso de celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, o feriado do 4 de julho. A intervenção do presidente norte-americano teve de ser adiada devido a uma tempestade em Washington. De resto, o calor que se tem feito sentir nos Estados Unidos já tinha levado a alterações ou cancelamentos de festejos deste dia nacional nos Estados Unidos, o 4 de julho, 250 anos da Declaração da Independência. Vamos ao Mundial. A seleção nacional chegou esta madrugada a Dallas, no Texas, onde vai defrontar a Espanha nos oitavos de final. Centenas de adeptos estavam à espera da equipe portuguesa junto ao hotel onde vai ficar a comitiva. Foi o momento acompanhado pelo enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, que agora aqui recuperamos.
Foi um momento de autêntica loucura em frente ao The Adolfo’s, um hotel no centro de Dallas, com centenas e centenas de adeptos em frente ao local em que entrou a seleção, uma porta nas traseiras. O autocarro parou mesmo em frente. Esta rua está completamente cortada. As pessoas estão do outro lado da estrada, junto ao passeio. À minha frente, 17 automóveis da polícia, contei, num espaço de 80 metros. Estão também já 12 motas que acompanharam o autocarro da seleção do aeroporto até este hotel, uma viagem que durou aproximadamente 20 minutos. Ainda muitos telemóveis ao alto à minha frente a tentar captar fotografias de mais alguns jogadores da seleção nacional, mas acaba agora de entrar o último jogador, João Neves, e entram agora alguns membros do staff da seleção portuguesa. É um momento muito curto, são cinco, seis minutos que os jogadores demoram a sair do autocarro e entrar no hotel, e os adeptos tentam aproveitar ao máximo esse momento. Alguns já começam a dispersar e a deixar este local. Queriam essencialmente ver Cristiano Ronaldo. Gritaram “sim” nesse momento, mais uma vez, enchente para ver a seleção no momento da chegada a uma cidade que acolhe o Mundial. Desta vez foi em Dallas.
Reportagem do Miguel Cordeiro. O momento da chegada da seleção ao hotel, onde os jogadores vão ficar para o jogo contra a Espanha, em Dallas, no Texas. Uma partida marcada para às 20h de amanhã. Ainda no Mundial, França venceu o Paraguai por 1 x 0, garantiu assim a passagem aos quartos de final da competição. Antes disso, Marrocos eliminou o Canadá, uma das seleções anfitriãs deste Mundial 2026. A seleção marroquina venceu por 3 x 1, confirmando assim a qualificação para a próxima fase. É com esta notícia que fechamos este Jornal da 7, da Rádio Observador. Eu estou de regresso para a síntese das 19h30, para atualizar de novo toda a informação. Até já!

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