00h. Portugal está de fora do Mundial
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José Rafael Lopes. José, boa noite mais uma vez. Acabou o sonho do Mundial. Portugal foi eliminado do Campeonato do Mundo após perder com a Espanha por uma bola a zero.
Um gol de Mikel Merino já nos últimos minutos ditou a eliminação portuguesa. Portugal despede-se do Campeonato do Mundo, ficou pelos oitavos de final da competição. Após o final da partida, Roberto Martínez confirmou que foi também o último jogo do técnico ao serviço da seleção portuguesa.
Eu cheguei a Portugal para ganhar o Mundial e acho que sem ganhar o Mundial não faz sentido continuar e acho que a direção e o presidente têm agora a possibilidade de escolher o seu selecionador. O presidente sempre apoiou o meu trabalho, mas o meu contrato termina hoje, então não há muito mais o que falar.
Roberto Martínez de saída da Seleção Nacional. Sobre o jogo, diz o técnico que os detalhes fizeram a diferença.
Defensivamente tivemos muita coragem, boa agressividade, defendemos muito bem. E depois, o que acontece nos jogos de oitavos do Mundial, detalhes importantes, a bola pegar na barra, entrar, não entrar e a oportunidade no minuto 90, que é um recomeçamento, uma falta rápida e isso foram os detalhes que fazem a diferença, mas é um orgulho incrível.
As explicações de Roberto Martínez após a eliminação de Portugal no Campeonato do Mundo, tombou a Seleção Nacional perante a Espanha.
E vamos a seguir com mais reações, a começar pelos jogadores da Seleção Nacional, com a palavra de Cristiano Ronaldo.
Que assegura que deu sempre o melhor pela Seleção Nacional, hoje e sempre, e disse, Cristiano Ronaldo, que Portugal podia ter feito mais.
Nem quero mudar a atenção daquilo que foi feito no Mundial por uma decisão pessoal. Isso eu nunca farei. O balanço que eu faço do Mundial, podíamos ter feito melhor, mas fomos eliminados por uma das equipes também que, ao meu ver, possivelmente chegará ou na final ou perto. Acho que foi um jogo bem disputado, sinceramente, podia dar pra qualquer um. Tivemos um pouco azar sofrer ali nos últimos cinco minutos, mas, como disse ontem, saio de consciência tranquila. Eu dei o meu melhor, demos o nosso melhor.
Cristiano Ronaldo que fala ainda em mais de duas décadas ao serviço de Portugal.
Eu acho que todos os jogadores devem ter um sentimento especial de jogar pela seleção. Eu pelo menos tenho. E 23 anos a representar a seleção com muito prazer, muito gosto e para mim é sempre uma experiência inesquecível quando tu jogas pelo teu país. Por isso, aquilo que aconteceu no final do jogo foi alguma emoção, mas em princípio também um alívio e consciência tranquila de que quem dá o seu melhor, nada poderá ser apontado.
As palavras de Cristiano Ronaldo na zona mista após o jogo com a Espanha. Na imprensa internacional, Ronaldo disse que era o último jogo em Campeonatos do Mundo. À imprensa nacional, momentos depois, o avançado, que tem 41 anos, deixou em aberto a continuidade na Seleção Nacional.
Vamos continuar a ouvir jogadores da Seleção Nacional, desta feita, um dos homens do jogo.
Diogo Costa, um dos melhores jogadores em destaque no Campeonato do Mundo e na Seleção Portuguesa. No final da partida que ditou o adeus de Portugal ao Campeonato do Mundo, o guarda-redes falou em falta de sorte.
Faltou-nos também uma pontinha de sorte, também bola à barra, bola muito perto da baliza. É preciso sorte também, mas acho que a atitude foi muito boa, foi positiva. Acho que demos o nosso melhor em termos de atitude, em termos de exigência e trabalho mental. Acho que demos o nosso melhor, mas tal como eu disse, faltou-nos uma pontinha de sorte.
Já Rúben Dias não escondeu a frustração.
Cada pessoa lida com a emoção de maneira diferente, é obviamente um sonho de todos nós. E obviamente, a frustração existe. A nossa ambição é maior, é de chegar aqui e ganhar. E como tal, é sempre duro não conseguir vencer.
Bruno Fernandes diz que Portugal saiu mais cedo do Mundial do que seria esperado.
Obviamente, claro que sim, todas as oportunidades são perdidas, porque quando chegamos a um mundial, toda gente quer ganhar e nós não somos diferentes. Em todos os mundiais que Portugal participou, acho que não foi diferente. Mas obviamente é uma oportunidade perdida, porque tínhamos e temos uma grande seleção, com grandes qualidades. Se calhar não conseguimos retirar o melhor de todos da melhor maneira e acabamos por sair numa fase muito precoce do mundial.
As reações portuguesas após a eliminação do Campeonato do Mundo, Portugal caiu nos oitavos final, derrotado pela Espanha, 1×0 foi o resultado final.
E na zona mista falou também Luís Montenegro. O primeiro-ministro diz que apesar da derrota, diz estar orgulhoso do percurso da seleção das Quinas.
O chefe de governo falou aos jornalistas, reagiu a essa derrota de Portugal contra a seleção espanhola. Luís Montenegro diz que a equipe portuguesa demonstrou estar entre as melhores do mundo.
Aquilo que eu registo com profundo sentimento de gratidão é que estes atletas também demonstraram que nós estávamos ao nível dos melhores. E estávamos, estivemos ao nível dos melhores. Acabamos por não vencer este jogo, mas isso não significa que não tenhamos feito um percurso, de facto, muito favorável e muito meritório.
O primeiro-ministro falou ainda sobre Cristiano Ronaldo, deixou elogios ao avançado português.
Cristiano Ronaldo é hoje a maior referência de Portugal e da portugalidade no mundo. É um ativo que nós não podemos, de maneira nenhuma, desperdiçar. Há uma coisa que é muito profunda: o sentimento de Portugal que se sente no Cristiano Ronaldo, em tudo aquilo que ele faz e naquilo que se vê e naquilo que não se vê. Ele sofre, ele sente, ele é um orgulho
Enorme de Portugal.
As palavras de Luís Montenegro depois da eliminação de Portugal no Campeonato do Mundo. Aqui um registo da RTP Notícias. Ao lado do primeiro-ministro, esteve o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, na zona mista. Pedro Proença não deu qualquer explicação após a eliminação de Portugal no Campeonato do Mundo.
E após a eliminação, Portugal regressa a Lisboa na quarta-feira, chegada por volta das 6h. Mudamos de tema nesta edição da meia-noite para falar de política. Isto porque o líder do Chega, André Ventura, quer um debate de urgência sobre, José, os problemas e atrasos que têm sido registados nos exames nacionais.
Pedido feito hoje por André Ventura em conferência de imprensa. O líder do Chega fala em falhas brutais e critica o Ministro da Educação e, como tal, André Ventura quer que o tema seja discutido no Parlamento o mais rapidamente possível.
É, por isso, um sucessivo rol de fracassos e de incompetências que nos leva hoje a dizer que aquilo que anunciámos na semana passada, aquilo que pedimos em nome dos portugueses, que a competência fosse posta em primeiro lugar, não foi levada a cabo. Dei, por isso, indicações ao grupo parlamentar do Chega para avançar com o debate de urgência na próxima semana.
Anúncio do presidente do Chega que afasta, para já, uma comissão de inquérito.
E o governo prolongou a situação de alerta de incêndio até à meia-noite, José Rafael Lopes, de quinta-feira.
Informação dada pelo Ministério da Administração Interna. Apesar da situação no terreno estar menos crítica, o ministério de Luís Neves pretende manter prontidão para evitar problemas relacionados com os incêndios. A decisão abrange os distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu e Castelo Branco, bem como Beja, Santarém, Portalegre, Évora e Faro. Segundo o Ministério da Administração Interna, a decisão é justificada pela onda de calor que se vai manter nos próximos dias e pelas previsões meteorológicas de grande adversidade que estão previstas. A declaração de alerta implica a proibição de acesso, circulação e permanência no interior de certos espaços e caminhos florestais, bem como a realização de queimadas e queimas. Também não é possível fazer trabalho com máquinas em espaços florestais.
E o presidente da República, António José Seguro, alerta para os riscos que o uso da inteligência artificial, sem regras, constitui, José, para a democracia.
António José Seguro fez o discurso de encerramento da quarta edição do prémio Vencer o Adamastor, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. O presidente da República considera que a IA é o Adamastor dos dias de hoje. Um algoritmo, diz António José Seguro, que decide sem explicar e que pode afetar as decisões da população.
O Adamastor de hoje não é o mesmo dos Lusíadas de Camões. Hoje chama-se opacidade, chama-se caixa negra, chama-se algoritmo que decide sem explicar. Vivemos num tempo em que sistemas de inteligência artificial tomam decisões que afetam diretamente a nossa vida. Bloqueiam pagamentos, avaliam candidaturas, fazem triagem de crédito, sinalizam comportamentos, fazem-no em escala, em tempo real, com uma eficiência que nenhum ser humano consegue igualar. E a democracia exige uma coisa muito simples, mas ao mesmo tempo muito difícil: que as decisões que afetam as pessoas possam ser compreendidas, contestadas e corrigidas pelas pessoas.
As palavras do presidente da República no Porto, com um alerta para os riscos da inteligência artificial.
E seguimos com as declarações de Durão Barroso, que defende que Portugal deve reforçar o sentimento de comunidade nacional, mas sem xenofobia.
Durão Barroso foi orador convidado das jornadas parlamentares do PSD. Diz que o patriotismo não é o nacionalismo, uma vez que, para Durão Barroso, o nacionalismo é o ódio dos outros. O antigo primeiro-ministro diz que Portugal não pode descurar a vocação atlântica, nem o sentimento de pertença à Europa.
Que nós, portugueses, hoje, numa situação como esta, temos o dever de reforçar os sentimentos de comunidade nacional, porque há alguns que procuram pô-lo em causa através da polarização. Mostrar que, citando o célebre autor Romain Gary, que o patriotismo não é o nacionalismo. O nacionalismo é o ódio dos outros, o patriotismo é o amor do que é nosso. E, por isso, podemos ser patriotas e europeístas ao mesmo tempo.
Durão Barroso nas jornadas parlamentares do PSD. Aqui um registo da Agência Lusa sobre Donald Trump. Diz Durão Barroso que pode ou não gostar do presidente dos Estados Unidos, mas que é preciso entender que Donald Trump mudou a política mundial.
E na Venezuela, o governo atualizou o número de mortos depois dos sismos. Morreram mais de 3 mil pessoas.
Atualização feita nas últimas horas. São mais 200 mortos em relação ao número anterior. Os dois sismos que atingiram a Venezuela mataram 3535 pessoas. O número de feridos continua acima dos 16 mil. Há ainda mais de 17 mil desalojados e quase 900 edifícios que foram danificados ou destruídos pelos dois sismos que atingiram a Venezuela. Entre os mortos, há pelo menos 96 portugueses e lusodescendentes e há ainda 60 que estão desaparecidos.
Ponto final nesta edição da meia-noite com o jornalista José Rafael Lopes. José, um grande abraço, bom descanso e até amanhã.
Até amanhã.








