“Martinez, um político que sai como um político.”
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Augusto Inácio, Gabriel Alves, Portugal está fora do Mundial 2026. Perdeu nos oitavos de final frente à Espanha, em Dallas, uma bola a zero, com um daqueles gols que é a verdadeira facada nas costas, porque acabou por chegar ao minuto 90 mais um e depois de um lance de alguma malandragem, mas a malandragem também é recompensada no futebol da seleção espanhola, que cobrou um livre rápido e acabou por apanhar a seleção portuguesa desprevenida. Mas uma primeira parte em que Espanha foi, Gabriel Alves, superior.
Sim, de tal modo que Diogo Costa foi quem segurou o resultado. Uma vez mais, o nosso melhor elemento nesta jornada mundial 2026 sai em grande destaque. Diogo Costa como guarda-redes, como keeper de grande vulto, de grande qualidade e obviamente que vai ser um jogador muito procurado naquilo que é o grande mercado do futebol. Depois há Nuno Mendes, que é o outro jogador que sai, infelizmente, lesionado, mas que sai em termos de gabarito competitivo, em termos de qualidade de jogo, também com toda aquela sua reputação que já vem ainda quando foi da escola do Sporting Clube de Portugal, quando jogou no Sporting e no Paris Saint-Germain, é um dos jogadores-chave da equipa, um dos jogadores-chave daquilo que é a estratégia do treinador Luís Enrique, o historiador espanhol ao serviço do clube francês. Portanto, são, para mim, os dois grandes destaques deste Campeonato do Mundo. Quanto a este jogo, eu vou aqui ter uma nota. Eu não posso considerar esta final, tendo em conta o duelo, que é um duelo de talentos. Talvez as duas seleções que tenham o maior número de talentos, portanto, uma conjugação de talentos em jogo, que têm, e disse isso o Luís Lafuente, e bem, os dois meio-campos fortíssimos, dos melhores que jogam ao nível da Europa, jogadores nas principais equipes, não proporcionaram aquilo que nós podemos dizer um grande jogo. Não foi um grande jogo. Eu acho mesmo que houve grandes momentos da partida em que estivemos perante um desafio de índole fraca, um jogo fraco para aquilo que é a dimensão dos futebolistas que estavam em competição. Essa é preciso pôr em nota. Portanto, aquém do que era aguardado neste duelo ibérico que tinha os olhos do mundo postos nele. Porque a verdade é que estavam dois jogadores de gerações diferentes, também em confronto, um que é o CR7, o Cristiano Ronaldo, em fim de carreira, e outro que é o limiar de uma grande estrela, que é o Lamine Yamal. Tudo isto conjuga o interesse das pessoas ao nível global. E basta ir às redes sociais e naturalmente detectar essa questão. Mas como disse, para mim, foi um jogo que naquilo que é a sua dimensão, foi um jogo fraco. Tenho que focar aqui e deixar uma palavra para Merino, jogador do Arsenal, um jogador que tem vindo a ter um crescimento enorme e eu acompanho desde que ele chegou à Real Sociedad e desde que partiu dali. Aliás, a Real Sociedad tem sido um clube em Espanha que tem tido uma grande formação de futebolistas. Não é só o Barcelona e La Masia. O Barcelona fala-se muito, ali no País Vasco, não. Estou-me a lembrar de Zubimendi também, que é hoje um dos principais centrocampistas e também da seleção internacional ao nível do Arsenal, também na Premier League. E para ficarmos aqui e não termos que ir a mais, porque está lá também o Oetzábal, que é só o melhor marcador da Espanha neste campeonato do mundo. Portanto, Merino, um jogador que foi chave, e o Lafuente, que naturalmente quis ganhar o jogo e ele sentiu aquilo que nós íamos dizendo, eu e o Inácio aqui, por exemplo, que o Pedri não estava em jogo. Não, Pedri hoje teve das exibições mais apagadas que eu vi.
Isso é chave, Gabriel, porque quis ganhar o jogo enquanto ouvimos as declarações de Roberto Martínez dizer que estava a pensar já no prolongamento. Isso é revelador também.
Sim, são estratégias. Isso aqui o Augusto Inácio e eu já focamos. Um treinador tem uma estratégia, o outro tem outra estratégia e o próximo que vier vai ter a sua estratégia. E veremos. A questão é esta. E a verdade é que faz entrar Ferran Torres, que é um jogador, eu chamei a atenção e chamo, porque o conheço bem e conheço desde miúdo, quando ele começou e apareceu no Valência pelas mãos do treinador que o lançou, García Toral, e que depois evoluiu na situação de avançado centro, jogador avançado móvel. Ele é um avançado móvel, mas que ocupa naquilo que é a largura do terreno e o comprimento do terreno, várias posições, é um avançado móvel. E hoje mostrou isso. Chegou para ser colocado na ala esquerda, onde é que ele apareceu, onde é que ele fez a assistência. Ele já tinha feito mais, pitado duas mais na posição de interior direito, sendo um jogador colocado à esquerda. E refrescou aquilo que é o meio-campo com Fabian, que é um jogador também muito importante naquilo que é o Paris Saint-Germain, que é um jogador espanhol de grande qualidade e obviamente que Fabian apareceu no momento certo para jogar ao lado de Rodri, que posso aqui desde já dizer, foi considerado o homem do jogo.
Pelo super rating.
Portanto, é o homem do jogo.
Terminou com o melhor rating.
Exatamente. É um grande jogador e foi colocado ali para, naturalmente, ter um meio-campo sólido e devidamente petrificado, em função daquilo que poderia ser a agressividade da equipe portuguesa Portanto, Lafuente mexeu bem, mexeu pra ganhar, acabou por conseguir naquilo que eu continuo dizendo: para mim, um jogo relativamente fraco, dadas as unidades, a qualidade dos jogadores presentes. Quero deixar aqui uma nota: eu disse e vou continuar a dizer, para mim, o melhor jogador em campo foi o Omu. Quando chegou, deu espetáculo. Foi aquele talento que se fez ver. A rauba agradeceu. Um Omu fantástico, fabuloso. Dizer da equipe portuguesa: Já vocamos Diogo Costa, Nuno Mendes, Bernardo Silva zero, Chico Conceição zero, Bruno Fernandes menos de zero. CR7, na minha opinião, ele próprio podia ter tido uma autogestão diversa daquela que acabou por ter. Mas eu lembro-me, e vou já dizer, ainda vi há dias o Kevin De Bruyne, que também é um jogador em fim de carreira, ser substituído na Bélgica e sair de cara aborrecida. Vê. Portanto, nota-se. Nós temos vários jogadores que jogam, que estão no último tempo, e que fazem questão de estar: o Modrić na Croácia, o James Rodríguez na Colômbia, o De Bruyne na Bélgica.
Mas De Bruyne não é capitão da seleção belga, tem sido Tielemans.
Não é por, certamente, razões muito específicas, porque De Bruyne é uma figura muito especial naquilo que é o âmbito-
Muito introvertido
Muito introvertido. Isso é tua opinião. É um indivíduo que marca posições. Que o diga um tal senhor José Mourinho, e ele era um jovem no Chelsea. Se quiserem, vão à história e vão ler a história da relação dele no Chelsea, do senhor De Bruyne, que depois despontou como sendo o grande jogador que foi nas mãos de um tal Pep Guardiola, o treinador do Manchester City, que na primeira fase dos primeiros grandes campeonatos do Manchester City, é De Bruyne que é a estaca-d’ouro de Pep Guardiola. Mas estamos a dizer que há jogadores em fim de carreira que também sentem esta situação. Agora, eu penso que CR7, que é uma dimensão enorme do futebol português, poderia obviamente ter tido outro tipo de gestão, eu diria, mais política, digamos assim, para que pudesse nunca deixar de ter críticas, porque quem está nisso do futebol é alvo dessas críticas, mas pelo menos não ter aquela onda de críticas que parecem as ondas da Nazaré quando cá vêm os estrangeiros para as tentar vencer. Porque CR7 é uma figura importante naquilo que é o âmbito do futebol português.
E talvez por isso mesmo, Gabriel. Dada a sua importância, este tipo de atitudes. Por exemplo, eu recordo-me desta conferência de imprensa que ele dá antes do jogo, em que só fala de si. Isso pode não ser particularmente motivante pra uma equipe inteira que devia ser liderada por ele.
São questões colocadas, os jornalistas querem telenovelas para as suas edições digitais e jornais.
Eu acho que pode ser legítima a crítica ao Cristiano Ronaldo.
Eu não estou a pôr que não seja legítima. Eu falei nela. Quem está nisso tem que estar apto a ter essas críticas. É completamente legítimo.
E é normal depois ter uma conferência de imprensa de 40 minutos a responder a críticas?
Se as perguntas lhe são feitas, se ele não responder e se levantar, lá dizem que ele não respondeu e que não foi correto, porque não respondeu. Provavelmente, poderia haver outra pessoa, na circunstância das mesmas questões, que o fizesse. E depois teria pra ler o que é que se diria a seguir. Agora, ele podia ter tido era outra autogestão. Não vamos criticar tudo, porque na seleção o culpado é o selecionador, o culpado é o Cristiano. E o resto? Há todo um resto que é preciso analisar, é preciso escrutinar, porque eu estive aqui a ver a lista dos selecionadores que saíram. Estava me a lembrar que saiu o Artur Jorge, já falecido. Carlos Queiroz também saiu, da maneira como saiu. Fernando Santos saiu, da maneira como saiu. Humberto Coelho saiu, enfim, noutra dimensão, é verdade. Mas o Paulo Bento, a forma como saiu. Portanto, é só ir fazer um bocadinho de história. Quero só dar aqui uma nota ao senhor Roberto Martínez, um político, e saiu exatamente como um político. Esta que é a verdade. Nada a apontar-lhe. Pode-se apontar o não gosto da forma como ele montou a estratégia da seleção, como organizou os jogos, como geriu a matéria-prima que tinha em suas mãos, como estruturou a equipe. Tudo isso lhe se pode apontar como crítica. Agora, que ele sai com educação.
Elevação.
Elevação. Nada a dizer, antes pelo contrário.
Até gostávamos que ele tivesse sido um pouquinho mais português nesse sentido, uma pessoa que sente um cadinho mais, Augustinásio.
Sabes que a passagem que ele tem nos corredores da federação e nos estágios com os jogadores, a gente não vê. A gente só vê é aquilo que é o jogo e as conferências de imprensa, e é que a gente vê tudo.
E como o Gabriel disse, estamos a falar de um homem com capacidades quase políticas.
Não, ele sabe estar em grupo, ele sabe falar para o exterior, ele sabe proteger aquilo que acha que é um bom ambiente que pode ter e que teve na federação. Eu acho que ele pensa que é assim que consegue ter o grupo na mão e as pessoas na mão, para que as pessoas também não lhe possam apontar nada em relação ao seu comportamento, a uma frase, uma palavra que, se isso for além do contexto, que as pessoas pudessem agarrar nisso. Ele aí não dá a hipótese de que as pessoas possam criticá-lo. Podem criticá-lo de uma outra coisa, mas nunca da forma como ele comunica. E nesse aspecto, é mestre.
E foi esse tipo de besteiira que também lhe foi apontado pelo Gabriel Alves. Mas falando outra vez do jogo, Portugal até deu alguma esperança no final da primeira parte e início da segunda parte. Houve uma bola à barra lançada por Nuno Mendes, desviada por Pedro Porro. Depois, Portugal pareceu entrar um bocadinho mais intenso na segunda parte, mas sempre com falta de objetividade.
Eu estou completamente de acordo com aquilo que foi a conferência de imprensa, ou na flash interview, de La Fuente, treinador da seleção espanhola. Ele disse exatamente aquilo que eu penso e que nós viemos aqui referir durante o jogo. Acho que foi uma primeira parte em que a Espanha esteve melhor que Portugal. Houve momentos em que Portugal esteve ligeiramente por cima do jogo e outros momentos mais tempo por cima do jogo da Espanha. Mas aqui tenho que concordar com o Gabriel Alves, quando ele diz que foi um jogo em que se esperava muito mais espetacularidade, muito mais qualidade, muito mais envolvência dos grandes jogadores que estavam ali no relvado e que alguns até parecia que era a primeira vez que estavam ali. Desapareceram completamente do jogo, tanto do lado português como do lado espanhol. Mas eu também esperava realmente um jogo com outra qualidade técnica e com outro envolvimento de jogo em que colocasse em perigo as duas balizas. Ora, que me lembre, a baliza espanhola só foi colocada em perigo uma vez, do remate do Nuno Mendes, que a bola bateu na cabeça do Porro e foi à trave. Um outro lance em que o Pedro Neto faz a bola girar para o segundo poste, aparece o João Félix e com o Cristiano Ronaldo em esforço.
E mesmo no final, o último lance, aquele lance de Bernardo Silva, que é precisamente o que foi.
Eu estava a falar da primeira parte. E Portugal ficou-se por aí. E repara que falámos aqui e elogiámos o Diogo Costa. O que isto quer dizer é que o Diogo Costa não é elogiado por estar a ver o jogo, é elogiado pela sua ação. E a sua ação foi realmente muito meritória, para não falar daquele golo cantado de Oyarzabal que sozinho à frente do Diogo Costa mandou a bola ao lado. Acho que a Espanha esteve por cima do jogo nesse sentido.
É justa a vitória de Espanha, na tua opinião, Agostinho?
No conjunto dos 90 minutos, eu acho que a Espanha mereceu ganhar, mereceu passar aos quartos de final. Eu não gostaria que fosse assim, claro, gostaria que fosse Portugal a ganhar, mas dentro daquilo que eu vejo, e é a minha opinião, só me vincula a mim esta opinião, eu acho que a Espanha, das duas partes, acabou por ser a melhor. A que teve mais oportunidades e a que quis ganhar mais o jogo.
E que voltou, mais uma vez, e vai já chegar aos quartos de final do mundial sem sofrer golos. Não é por acaso.
Sim, não é por acaso, mas este futebol que a Espanha apresentou hoje contra Portugal dá para ir às meias-finais. Acho que vai dar para ir, mas na meia-final-
Contra a França
…este futebol não vai dar.
Se dar contra a França, a princípio.
Porque a Espanha não apresentou aquele futebol da grande qualidade, de uma coisa que é favorito, como disse o Martínez. Em teoria, a Espanha é um dos favoritos a ganhar este mundial, mas o futebol apresentado, a Espanha apresentou-se muito melhor com a Áustria do que contra nós e mesmo durante a fase de grupos, a Espanha não foi aquela equipa que realmente assustasse, seja quem fosse. Mas diria que a Espanha, mesmo assim, acabou por ser melhor do que Portugal e por isso mereceu ganhar.
E vou também questionar-te relativamente à questão da liderança. Faltou liderança à seleção nacional neste mundial? Por um lado, Cristiano Ronaldo foi o capitão que precisávamos.
Não, já se sabia que o Cristiano Ronaldo era o capitão e já se sabia que ele era a figura. Agora, o que eu acho é que Portugal nunca se encontrou neste mundial. Eu acho que o jogo tem 90 minutos, mais os descontos. Se estamos a falar em partes, a melhor primeira parte que Portugal teve foi com a Croácia. Foi o melhor jogo que eu achei que Portugal teve. O jogo com o Uzbequistão, aí sim, senhor, mas claramente Portugal fez aquilo que tinha que fazer, até que o Uzbequistão praticamente não fez cócegas nenhumas e quando fez, estava em fora de jogo e por isso o gol foi anulado. Mas diria que Portugal nunca demonstrou neste mundial as suas reais capacidades. Para quem diz, presidente da federação, mínimo meias-finais, para quem diz, jogadores e treinador, nós vamos ao mundial para ganhar o mundial. Para quem diz isso, é preciso provar dentro do campo. Portugal nunca provou isso.
Aliás, esta questão das equipas, daquilo que têm e onde chegar, nós vamos reparar. Reparem, na Alemanha não chegou onde queria e todas as críticas que houve por parte da partida da Alemanha foram enormes. O treinador saiu, teve que sair. Acabou por dizer que não saía, mas depois, passado umas horas, saiu. Na Holanda, Ronaldo Koeman, ainda em território americano, terá dito que era para ficar. Chegou aos Países Baixos, saiu. Embora já estivesse meio anunciado o treinador do México, Aguirre, já saiu. Portanto, nós temos esta nota de que quando as coisas não correm bem, e não é neste campeonato, é em todos os campeonatos do mundo, é nos campeonatos da Europa, os treinadores são os primeiros a saltar daquilo que é o projeto. E nesta altura fala-se num Klopp para a Alemanha, fala-se em Guardiola para os Países Baixos. O que eu penso é o seguinte: é que estes grandes treinadores, estamos a falar de grandes nomes, Klopp e Guardiola, para assinarem pela Alemanha e para assinarem pelos Países Baixos, aquele contrato não é só money. Aquele contrato tem dados muito importantes em termos estruturais daquilo que eles têm para fazer, como fazer, quando fazer e fazer. Porque não são treinadores que vão ali ter arranjos, coabitar com toda uma gestão, que não põe em causa nada, mas é uma gestão que tem que ser assim. Não, eles dizem: “Se é assim, fico ou não vou.” Tem que haver muitas adaptações de quem tem a gestão àquilo que é o critério desses grandes nomes do futebol, porque não vão arriscar uma carreira.
Sim, mas há poucos que têm esse know-how.
Mas isso é o senhor Klopp e o senhor Guardiola que dizem. “Mas os senhores não querem? Então, muito obrigado. Estou muito contente por me terem…”
Se lembrado de mim.
Pronto, é essas situações que acontecem. É preciso ver que este tipo de críticas, e no Brasil, pela eliminação do Brasil, meu Deus, é só ler e ver. Só que Ancelotti deve ter logo posto a hipótese-
Uma cláusula
…a hipótese de não conseguir chegar àquilo que era o objetivo da utopia neste campeonato. Ele ontem diz logo na conferência que o ciclo é agora que se começa a trabalhar. Alguma coisa isso está escrito.
Claro.
Tu foste treinador, foste jogador e sabes que isto é conversado.
É evidente.
Tem que ser conversado e quem tem a dinâmica de um Ancelotti, de um Klopp, de um Guardiola, com um currículo, não vale a pena estar aqui a falar dele, obviamente que tem força para, com delicadeza, com firmeza. Não tem que ser agressivo. Delicadeza, firmeza.
Claro, mas tem que estar tudo escrito.
Tudo escrito e tudo definido e decidido na hora como deve ser. Resta dizer que é um momento de luto para aquilo que o futebol português não conseguiu. Desejar quem seguirá, em princípio será JJ. Felicidades a JJ.
Um modelo um bocadinho diferente do Roberto Martínez. Nunca vai haver aquela coisa do reforço positivo.
Espera, e não é tão político.
Não. E nem vai ser de um jogo que empatou com o Congo e dizer: “Jogámos bem na primeira parte.”
Não é tão político. Vamos ver como é que também vamos encaixar naquilo. Porque uma coisa é o Jorge Jesus ser treinador do Benfica, ou treinador do Sporting, treinador do Flamengo, treinador na Turquia. Outra coisa é ser treinador da Seleção Nacional. Há uma conjugação de sentimentos, de paixão. Há uma multifuncionalidade humana que é preciso ter muita atenção e vamos ver também como Jorge Jesus reage a esse tipo de situações.
É uma situação nova para ele.
Gabriel e Augusto Inácio, vamos para fechar este relatório de jogo, o último relatório de jogo em formato duplo, versão mundial. Vamos ao melhor e ao pior, Gabriel, desta eliminação de Portugal, sendo que fizemos também aqui menção honrosa a Nuno Mendes, que fez um belíssimo jogo até sair lesionado.
Para mim o melhor foi o Diogo Costa. Explica. Sendo Diogo Costa o top da equipa portuguesa, explica todo o resto.
E o pior, Gabriel? Para além do resultado e da desilusão.
Bruno Fernandes.
Bruno Fernandes. Augusto Inácio.
O melhor, claramente, temos que fazer uma análise não é ao jogo, temos que fazer a análise à prestação da equipa portuguesa. Eu creio que o melhor deles todos foi realmente o Diogo Costa, o Nuno Mendes, foram aqueles dois que estiveram ao nível daquilo que se esperava deles. Todos os outros, acho que tiveram um nível abaixo, embora aqui Rúben Dias tenha uma desculpa que vem de lesão, mesmo assim teve um bom comportamento. Também Renato Veiga não se pode dizer que tivesse feito um mau mundial, também fez um bom mundial. Em relação ao pior, é isso que fazes um perguntar.
Exatamente, para fecharmos.
Não devia existir 91 minutos de jogo, 90 minutos chegava, porque assim já estávamos no prolongamento. Aqueles 90 minutos é o que abrange isto tudo. Realmente a derrota de Portugal, e Portugal em si. Portugal nunca deu uma imagem daquilo que Portugal é. Não é neste jogo, em todos os outros jogos, à exceção da primeira parte, como eu já disse, o jogo com a Croácia, eu esperava muito mais de Portugal no mundial.
Augusto Inácio, Gabriel Alves, fica por aqui o relatório do jogo versão mundial, também a duas vozes. Foi um gosto, um abraço e até breve. Vamos ver-nos agora com certeza em sede de competição interna, campeonatos nacionais. Um abraço.
E internacional e Champions.
E Champions, é verdade. Compromisso isso também.
E Seleção Nacional, que já vai começar, portanto, a nova onda. Está aí o Campeonato da Europa à vista.
Ficamos na expectativa para ter essa confirmação se vai ou não ser Jorge Jesus o novo técnico da Seleção Nacional. Meus senhores, um grande abraço.
Um abraço.










