CIÊNCIA

Portas vai liderar comemorações dos 900 anos de Portugal

Luís Montenegro anunciou esta sexta-feira em Guimarães a criação do Comissariado Nacional para Celebração dos 900 anos da Fundação de Portugal, que será dirigida por Paulo Portas.
O primeiro-ministro definiu o objetivo da comissão como um “tratamento sistémico e coerente do período fundacional da nossa nação”. A primeira das principais datas a ser comemoradas será a Batalha de São Mamede, cujos 900 anos se assinalam em 2028. Depois, seguir-se-ão a celebração do 9º centenário da Batalha de Ourique, que se concretizará em 2039, e finalmente da assinatura do Tratado de Zamora, em 2043.Ao longo dos três primeiros anos, a comissão terá como “tarefa mais imediata” a evocação da Batalha de São Mamede, mas o seu trabalho não se esgotará nesse prazo. “Queremos construir um programa para que, em todo este período, Portugal possa aprofundar o conhecimento sobre a nossa raiz histórica, a nossa identidade, a nossa cultura e o sentimento de sermos portugueses, uma da nações mais antigas do Mundo”, anunciou Montenegro.O chefe de Governo fez referência às comemorações de aniversário em curso de uma superpotência mundial para sublinhar a longevidade de Portugal. “Este é, por exemplo, o ano em que os Estados Unidos celebram 250 anos. Nós estamos quase no quádruplo da idade face aos Estados Unidos. Às vezes, não nos damos conta disso.”
Enquanto comissário-executivo, Paulo Portas “acompanhará, de forma permanente, a apresentação e aplicação do programa” da Comissão para a Celebração dos 900 anos da Fundação de Portugal. “É uma personalidade que creio ser consensual reunir características de intervenção cívica e política como jornalista, pensador, jurista e político que desempenhou as funções de ministro da Defesa Nacional, ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-primeiro-ministro”, defendeu Montenegro.António José Seguro e os três antigos Presidentes da República ainda vivos (António Ramalho Eanes, Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa” vão integrar a comissão de Honra do organismo liderado por Paulo Portas. Os três maiores partidos no Parlamento (PSD, PS e Chega) também estarão representados num conselho geral desta comissão, que terá representantes de outras entidades.A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, remeteu para os próximos dias mais detalhes sobre a comissão, nomeadamente relativos ao financiamento que terá à sua disposição.

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