CIÊNCIA

Era xeque, não o mate: Sporting leva final para a "negra"

Não era um xeque-mate, representava bem mais do que um mero xeque. O jogo 3 teve de tudo: muitos golos, jogo a seguir para o prolongamento, desempate através de grandes penalidades, morte súbita, uma maratona de 18 tentativas que conheceu a definição por um herói improvável chamado Diogo Carrera, que impediu que Alex Merlim “fechasse” o jogo antes de travar também a tentativa de Zicky Té. Depois do triunfo inicial na Luz e da goleada sofrida no Pavilhão João Rocha, o Benfica voltava a ganhar vantagem frente ao Sporting na final do Campeonato, ficando apenas a um triunfo do bicampeonato. E aqui, ao contrário dos outros dérbis, só havia dois cenários: a festa encarnada pelo título ou o triunfo dos leões a levar tudo para a “negra”.
“Se não pensássemos que podíamos perder, nem valia a pena fazermos o jogo. Não só por aquilo que fizemos no jogo 3 mas por tudo o que temos feito neste playoff. Tudo o que temos feito faz-nos acreditar que podemos chegar ao jogo 5. Se temos sido superiores e perdemos, tanto o jogo 1, como o jogo 3, o ideal era agora não sermos superiores para ver se os conseguimos vencer. Tem tudo a ver com os momentos do jogo em que estamos mais ou menos ansiosos para finalizar e a forma como encaramos as dificuldades ao longo do jogo. Vamos estar preparados para esse equilíbrio mas vamos querer ser melhores em alguns momentos do jogo, nomeadamente no último momento, que é a finalização e o golo. Temos sofrido golos quando a bola está em nosso poder e isso é algo que temos de corrigir”, comentara Nuno Dias, técnico do Sporting.“Fizemos um jogo em que tivemos muito brio e uma constância muito grande. Fomos ao limite e, para conseguirmos atingir o nosso objetivo, temos de perceber que aquilo que fizemos precisa de mais um pouco. As equipas vão elevar o nível. Vamos aprendendo e temos de estar preparados para isso, a única maneira de conseguirmos atingir o nosso objetivo é dar um passo a mais. Há uma filosofia que diz o seguinte: quando dizes que consegues, tens razão; quando dizes que não consegues, também tens razão. Quando falamos de subir de nível, é isso. Quando percebes que a tua equipa pode dar mais, começas a trabalhar nesse sentido. Porque uma equipa, para se manter no topo e alcançar conquistas gigantes, tem de fazer algo extraordinário. E, para fazer algo extraordinário, é preciso estar de corpo, alma e espírito, aproveitar toda a atmosfera que temos”, referira Cassiano Klein, recordando também o triunfo no jogo 3 da final.Era assim que chegava o décimo dérbi da temporada, um número insuflado em 2025/26 pelo cruzamento inédito dos rivais nos quartos da Liga dos Campeões, com uma ligeira vantagem para os encarnados, que iam com quatro triunfos contra três dos leões com dois empates, incluindo o da última partida que foi decidida apenas nas grandes penalidades. E era assim também que o Benfica queria fintar as únicas duas exceções na última década de triunfos após ganhar o jogo 3 da final, algo que só não aconteceu em 2018 (Sporting) e em… 2025, quando os encarnados fizeram a festa no Pavilhão João Rocha na “negra”. Agora, os leões empataram tudo, vencendo por 3-2 e levaram todas as decisões para a Luz no próximo domingo à noite.
Em atualização

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