Taiwan. Exército conclui cinco dias de exercícios militares
▲Na quinta-feira, o exército destacou vários carros de combate de fabrico norte-americano M1A2T Abrams para o norte da ilha
RITCHIE B. TONGO/EPA
As forças armadas de Taiwan concluíram esta sexta-feira cinco dias de exercícios de “prontidão imediata para combate”, para testar a capacidade de responder a um eventual ataque da China, face à crescente pressão militar de Pequim.
As manobras, iniciadas na segunda-feira, incluíram a mobilização de tropas e veículos blindados para posições defensivas em vários pontos da ilha, utilizando efetivos, equipamento e cenários reais, segundo o Ministério da Defesa de Taiwan.Na quinta-feira, o exército destacou vários carros de combate de fabrico norte-americano M1A2T Abrams para a cidade de Taoyuan, no norte da ilha, enquanto unidades de engenharia ergueram uma barricada defensiva de três camadas nas imediações do aeroporto internacional, visando travar um eventual avanço inimigo, noticiou a agência de notícias oficial taiwanesa CNA.O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo Li-hsiung, afirmou na quarta-feira que as forças armadas precisam de confirmar que conseguem responder de imediato ao início de um conflito, uma vez que o tempo de aviso face a um eventual ataque chinês “está a diminuir”.
“Perante a atual ameaça do inimigo e numa situação em que o tempo de alerta está a diminuir, é necessário confirmar que a força de defesa nacional consegue responder de imediato, atuar de forma autónoma e completar em segurança a transição da paz para a guerra“, afirmou Koo.Os exercícios coincidiram com a passagem, na terça-feira, do porta-aviões chinês Fujian pelo estreito de Taiwan, a primeira travessia de um porta-aviões chinês por aquela via estratégica desde abril.Na quinta-feira, o porta-voz do ministério da Defesa chinês, Zhang Xiaogang, acusou o Governo taiwanês de “criar deliberadamente tensões” e de “intensificar a confrontação entre as duas margens” do estreito.“Exibir força através de exercícios militares não trará verdadeira segurança. Quem transformar a confrontação numa prática habitual e colocar interesses políticos egoístas acima do bem-estar da população acabará por pagar o respetivo preço”, afirmou Zhang, citado pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua.
O porta-voz acrescentou que o Exército de Libertação Popular mantém “um elevado estado de alerta” e irá “frustrar resolutamente qualquer tentativa imprudente de independência de Taiwan”.Taiwan é governada autonomamente desde 1949, sob a designação de República da China, e dispõe de forças armadas e de um sistema político distinto do da República Popular da China.Pequim considera a ilha uma “parte inalienável” do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a “reunificação nacional”, um dos objetivos estratégicos do Presidente chinês, Xi Jinping.










