PS de Gaia a favor de ponte com tabuleiro rodoviário
▲Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia voltou a criticar recentemente o impacto das obras na estação de Santo Ovídio para a linha de alta velocidade.
RUI MANUEL FARINHA/LUSA
O PS de Vila Nova de Gaia defendeu este sábado o tabuleiro rodoviário da nova ponte, acusando o atual executivo, coligação PSD/CDS/IL, de não cumprir as promessas da campanha eleitoral e de não querer debate com população.
“A posição agora assumida pela autarquia é contraditória com aquilo que foi assumido pelo atual presidente da Câmara Municipal durante as eleições autárquicas”, referiu o Partido Socialista de Vila Nova de Gaia em comunicado, acrescentando que Luís Filipe Menezes prometeu “em plena campanha eleitoral que nenhuma decisão seria tomada em Gaia contra a vontade do Município”.O PS defendeu, “de forma inequívoca” o tabuleiro rodoviário da nova travessia, que terá “grande relevância para o sistema de mobilidade no concelho, permitindo uma nova alternativa às travessias cronicamente problemáticas”, lamentando a recusa do atual executivo nesta matéria.O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia voltou a criticar recentemente o impacto das obras na estação de Santo Ovídio para a linha de alta velocidade, reafirmando estar contra mais quilómetros no município sem serem em túnel.
“Reiteramos a nossa total oposição a qualquer aumento do número dos quilómetros que atravessem o município sem serem enterrados. Alertamos também para as gravíssimas consequências funcionais e ambientais decorrentes da transferência da estação de Gaia para Mafamude – Santo Ovídio/Avenida da República”, pode ler-se numa carta endereçada quinta-feira por Luís Filipe Menezes (PSD/CDS/IL) à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a que a Lusa teve acesso.Para o autarca, “nenhuma zona urbana está em condições de suportar o movimento de 200 camiões de terra diários no centro da cidade”, bem como insustentáveis são “mais demolições de habitação ou atividades económicas”, temendo dificuldades económicas para aquela parte de Gaia nos cinco anos de obras.A proposta para inserir a linha de alta velocidade no Porto confirma a existência de uma só ponte sobre o rio Douro, estação de Gaia em Santo Ovídio e uma passagem superior abrigada em Campanhã, consultou a Lusa na sexta-feira.De acordo com o projeto de execução referente ao troço de Espinho, Porto e Gaia da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, em consulta pública até segunda-feira, é possível ver que se mantém a previsão de demolições no Porto, entre as quais 44 habitações, sete atividades económicas (incluindo a bomba de gasolina na Avenida Gustave Eiffel) e três edifícios de outras categorias.
Já em Gaia, para onde estavam previstas pelo menos 64 afetações diretas de casas, estas passam a ser de 43, mas o número de empresas aumenta, passando de 22 para 37 entre o projeto de outubro de 2025, chumbado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e o atual.








