20h. Carlos César critica Montenegro na Comissão do PS
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Observador. Notícias das 8, com a jornalista Beatriz Félix. Beatriz, o presidente do PS, Carlos César, considera que o primeiro-ministro tem síndrome de Estocolmo em relação ao Chega. Apesar de ser maltratado e enganado, gosta e vai voltar para o partido de André Ventura.
Carlos César fez uma curta intervenção na Comissão Nacional do PS, que decorreu esta tarde em Lisboa, no Hotel Altis. O presidente do Partido Socialista diz que não é por o PSD ter recorrido ao PS no caso da Prestação Social Única que o paradigma político português mudou, até porque, diz Carlos César, Luís Montenegro gosta do Chega e vai voltar para o partido de Ventura. Carlos César acrescenta também que na sociedade portuguesa está cada vez mais evidente que a alternativa ao extremismo não são os menos extremistas, mas sim os não extremistas.
José Luís Carneiro reafirma que só o Partido Socialista é alternativa ao que chama de namoro entre a AD e o Chega e reclama vitória na reforma laboral e também na PSU.
Documentos que foram levados ao Parlamento pelo governo e em que o voto do Partido Socialista acabou por ser decisivo num dos casos, o da reforma laboral, para o chumbo deste pacote, no outro, a Prestação Social Única, para a aprovação da proposta. Ambos os casos, garante o secretário-geral do PS, são prova da influência dos socialistas na vida dos trabalhadores e das famílias portuguesas.
Nos últimos dias, depois de meses de trabalho persistente, fomos capazes de travar duas medidas profundamente injustas, profundamente desumanas: a contrarreforma laboral e a Prestação Social Única. Foi uma vitória do Partido Socialista, foi uma vitória do PS, mas foi uma vitória dos 5.334.700 trabalhadores.
O líder do PS, no arranque da reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista, garante que o governo não está a conseguir dar resposta aos problemas da saúde e da habitação por causa da aproximação ao Chega.
O governo tem de ser capaz de dar resposta a estas prioridades, em vez de andar em manobras ideológicas com o partido da extrema-direita. A AD ganhou as eleições prometendo facilitar a vida das pessoas. Dois anos depois, o que é que nós encontramos? Mais dificuldades, mais espera, mais insegurança. Dois anos perdidos, dois anos a falhar. Senhor primeiro-ministro Luís Montenegro, tire a cabeça da areia. O seu governo não está a funcionar.
Declarações de José Luís Carneiro na abertura da reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista, no dia em que assinala um ano da primeira eleição para a liderança socialista.
Já André Ventura deixa um aviso, diz que a aproximação dos partidos do governo ao PS tem consequências.
Foram declarações do líder do Chega sobre a votação da reapreciação do decreto sobre a perda de nacionalidade. Essa é uma votação que vai acontecer na próxima sexta-feira no Parlamento. André Ventura espera do PSD e do CDS uma tomada firme de posição.
O que eu espero é que o PSD e o CDS não deixem passar a oportunidade de assumirmos, na sexta-feira, uma coisa que nos comprometemos, que é: quem vem para Portugal, adquire a nacionalidade portuguesa e comete crimes com essa nacionalidade, deve perdê-la. Isto não parece ser nem desumano, nem injusto. Nós damos o benefício a uma pessoa que vem de fora, obtém a nacionalidade através de um processo. O que nós propusemos na nossa lei é que se cometer um crime de violação, de terrorismo, de homicídio, perde essa nacionalidade, se tiver outra nacionalidade, evidentemente. Isto parece-me do mais justo que há. Se o PSD e o CDS também mudarem nisso, significa que se estão a aproximar mais do Partido Socialista do que daquilo que é a visão do Chega. E isso, obviamente, tem consequências.
André Ventura defende a perda de nacionalidade para cidadãos estrangeiros que cometam crimes. Diz que se o PSD e o CDS mudarem de opinião, estão então a aproximar-se do Partido Socialista e sublinha que tudo o que for feito pelos partidos do governo será avaliado quando chegar o momento do Orçamento de Estado para o próximo ano.
E na Venezuela, subiu para 1450 o número de mortos na sequência dos dois sismos que afetaram o país na quarta-feira.
Foi o que anunciou o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez. Este é um aumento de 20 vítimas em relação ao último balanço. As autoridades temem, ainda assim, uma subida significativa do número de mortes, uma vez que já passaram 72 horas desde o sismo e ainda continuam milhares de pessoas desaparecidas e muitos escombros ainda por retirar.
Seguimos com as notícias e a esta hora, Beatriz, começam as eliminatórias do Campeonato do Mundo.
O primeiro jogo destes 16 avos de final vai opor uma das nações da casa, o Canadá, contra a África do Sul, duas equipes que chegam pela primeira vez a esta fase da competição. Conosco em estúdio está o jornalista do Observador, Martim Madeira, que tem estado a acompanhar o mundial através do programa do Observador Minuto 90, que pode ouvir em direto ou nas plataformas de podcast. Martim, boa tarde. Vais acompanhar este jogo de abertura das fases eliminatórias da competição. O que se espera destas duas estreantes?
Espera-se que, em princípio, o Canadá tenha um jogo muito mais fácil e que seja relativamente superior a esta equipa da África do Sul. O Canadá, como dizias, é uma das equipes da casa, mas hoje não está a jogar em casa, está a jogar em Los Angeles, nos Estados Unidos. Aqui a FIFA a decidir que a equipa da casa joga nos Estados Unidos, talvez não esperasse que acabasse em primeiro lugar deste grupo. A África do Sul é uma das equipes, tal como o Canadá, estreantes nestas fases eliminatórias dos mundiais. Por agora, ainda vamos nos seis minutos, ainda está tudo empatado, mas o que se perspetiva é que o Canadá tenha alguma tranquilidade a passar contra esta África do Sul, uma equipa que é muito mais defensiva. Há que ter cuidado com o guarda-redes da África do Sul, Ron Williams, que é um dos melhores guarda-redes desta competição e que se calhar vai criar algumas dificuldades a esta equipa do Canadá. E o Canadá também, que tem alguns nomes conhecidos do futebol português, como Stéfano Eustáquio, que está a jogar e é o capitão deste Canadá, número sete. De resto, este jogo continua empatado. Vamos nos sete minutos, mas espera-se que o Canadá passe com alguma tranquilidade.
Martim Madeira, que nos vai trazer os desenvolvimentos do jogo do Canadá contra a África do Sul, o primeiro destes 16 avos de final, com as contas que vão continuar a ser feitas em direção à final.
É isso mesmo. E por volta das 21h50 temos Minuto 90. E é assim que fechamos o Jornal das Oito, edição da jornalista Beatriz Félix.










