CIÊNCIA

10h. Livre desvaloriza saída de Rui Tavares da liderança


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O Observador, dez da manhã. Começamos este jornal com o esclarecimento feito pelo Ministério da Defesa esta manhã à Rádio Observador. O voo que chegou hoje a Lisboa, vindo da Venezuela, transportou um total de 17 pessoas, 13 portugueses e quatro cidadãos estrangeiros. Isto porque na comitiva que aterrou esta madrugada em Figo Maduro estão incluídos dois cidadãos italianos e outros dois franceses. É o que confirma a fonte oficial do governo esta manhã à Rádio Observador. A informação anterior apontava para 17 portugueses. Os cidadãos chegados hoje a Figo Maduro são os primeiros portugueses regressados depois dos sismos na Venezuela de 24 de junho, que causaram pelo menos 1719 mortos e mais de cinco mil feridos. Pelo menos 60 portugueses e lusodescendentes morreram na sequência destes sismos, outros 91 estão desaparecidos ou incontactáveis. Vários países, incluindo Portugal e outros países da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela. E ontem à noite, o ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou um apoio de €400 mil para as ONGs que estão no terreno. Paulo Rangel adianta que está também a ser preparada uma conta oficial para donativos.
Nós já reunimos com as organizações não governamentais que estão acreditadas junto do ministério. Já disponibilizamos €400 mil para projetos dessas organizações, que elas vão apresentar esta semana. Vamos também, provavelmente, abrir uma delas, ou duas, uma conta para que as pessoas possam contribuir, porque neste momento contribuir com bens é extremamente difícil, porque logisticamente não há como tratar disso nesta altura.
Está a falar basicamente de donativos.
Donativos que as pessoas possam vir a fazer. E por isso eu pedia que não fizessem nenhum enquanto não forem divulgadas contas oficiais, que é para não haver aqui enganos nem-
Nem burlas.
Nem burlas.
Paulo Rangel, em entrevista à Sic Notícias ontem à noite. Também ontem, o ministro da Defesa afirmou que as Forças Armadas portuguesas mantêm a disponibilidade para apoiar a operação na Venezuela com meios e equipamentos. Nuno Melo disse ainda não ter conhecimento de qualquer pedido do Estado de apoio à trasladação das vítimas mortais portuguesas ou de lusodescendentes para Portugal. A Médicos Sem Fronteiras foi a primeira ONG internacional em atividade nas primeiras horas logo após a catástrofe na Venezuela. A organização forneceu nos primeiros dias material médico a oito hospitais de Caracas e de La Guaria, que cobriu as necessidades de tratamento de aproximadamente 3500 pessoas. Após alguns dias, as equipas passaram a deslocar-se aos locais onde encontraram milhares de pessoas desalojadas. É o que explica à Rádio Observador João Antunes, o diretor-geral da Médicos Sem Fronteiras em Portugal.
Por parte de uma resposta humanitária, é algo que nós seguimos com as equipas móveis, isto é, são equipas compostas por pessoal médico e logístico que vão de encontro onde estão a viver essas pessoas e onde há avaliações no local, depois dá-se uma resposta mais adequada em sítio X, em sítio Y e em sítio Z.
A Médicos Sem Fronteiras está a distribuir material médico pela população e pelos hospitais, mas destaca também a importância do apoio psicológico às vítimas, além de necessidades básicas recordadas nesta entrevista ao diretor-geral da Associação em Portugal, João Antunes. A líder parlamentar do LIVRE desvaloriza a iminente saída de Rui Tavares da liderança do partido. Isabel Mendes Lopes reforça que o partido tem uma liderança partilhada e insiste na criação de um círculo nacional de compensação. O Congresso do LIVRE, que acontece já no próximo mês, deve ditar a saída de Rui Tavares da coliderança do partido, uma vez que o historiador anunciou na semana passada que não vai recandidatar-se ao cargo. Ainda assim, a outra porta-voz do LIVRE, Isabel Mendes Lopes, desvaloriza a questão, aponta para o objetivo de chegar ao governo. Para isso, garante que o LIVRE vai manter a matriz da liderança partilhada.
O LIVRE se prepara agora para o seu congresso eleativo, para escolher a equipa que estará à frente do partido nos próximos dois anos e que, como sempre, nos apresentamos de forma coletiva, uma equipa para gerir o partido nos próximos dois anos, para garantir que o LIVRE se consolida, que ampliamos o LIVRE, que o LIVRE esteja cada vez mais incontornável e inclusive preparado para ser partido de governo. Isso faz-se com uma liderança coletiva, como tem sido sempre até aqui essa liderança coletiva.
Fontes da ala maioritária do partido dizem ao Observador que é, no entanto, possível que Rui Tavares avance como representante máximo do LIVRE nas próximas legislativas, que vão realizar-se em 2029. Até lá, Isabel Mendes Lopes aponta para a conquista de mais eleitorado em zonas fora dos grandes centros urbanos. Sobre o tema, a co-porta-voz do LIVRE insiste na criação de um círculo eleitoral de compensação nacional para fazer face à distorção daquilo que é a vontade dos eleitores.
Tem sido sempre uma prioridade para o LIVRE. Aliás, nós temos levado sistematicamente esta questão à Assembleia da República, mas a verdade é que por parte dos partidos maiores, não tem havido a vontade de o discutir. Mas nós sabemos, nós quando vamos a Portalegre ou a Viseu ou a Bragança, as pessoas dizem-nos: “Eu queria muito votar em vocês, mas tenho medo que o meu voto seja desperdiçado”. O que nós explicamos é que um voto nunca é desperdiçado. Agora, percebemos que é muito frustrante sentir que o voto pode não servir para eleger. Temos cidadãos do mesmo país que têm níveis de possibilidade de conseguir eleger deputados muito diferentes, e isso é uma desigualdade.
Isabel Mendes Lopes no Explicador da Rádio Observador esta manhã. O secretário de Estado da Presidência considera que havia um consenso muito alargado entre PSD, Chega e PS para aprovar a Prestação Social Única e que foi uma questão de semântica que separou as três forças partidárias. A proposta foi votada no Parlamento na quinta-feira passada, depois de um acordo entre o Governo e o Partido Socialista, que se absteve na votação, enquanto o Chega votou contra. O secretário de Estado da Presidência foi o convidado da comissão de inquérito da Rádio Observador desta manhã Ele diz que o acordo alcançado não foi de conveniência, uma vez que não havia grandes divergências práticas naquilo que defendem os dois partidos. João Vale de Azevedo disse até que o Chega poderia ter entrado no acordo.
Não é por conveniência. Este é um caso em que eu até considero que havia um consenso muito alargado. Podia até incluir o Chega. Não há aqui uma divergência fundamental. Estamos a discutir semântica.
Então o governo, quando negoceia com o PS, está a negociar semântica, porque, na prática, pouco mudou em relação à proposta inicial do governo. É assim que entende?
Eu julgo que pouco mudou. Percebo que haja uma visão diferente, há um posicionamento, uma comunicação diferente, que depois pode ter consequências práticas. Mas enfim, adopta ângulos diferentes e aqui ou acolá há alguma divergência, mas eu acho que não são divergências de fundo.
João Vale de Azevedo, secretário de Estado da Presidência, o convidado da comissão de inquérito de hoje. A greve dos guardas prisionais da cadeia de Vale de Deus vai prolongar-se até agosto. O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional justifica, diz que se mantém a falta de condições de trabalho na prisão e as infraestruturas também continuam degradadas. O protesto começou em março, estava previsto terminar hoje, mas vai prolongar-se. O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional diz que as reivindicações foram parcialmente acatadas, mas muitas ainda estão por cumprir.
As reivindicações que tínhamos desde o primeiro dia parcialmente é que foram concretizadas. Estamos a falar da redes nos pátios, ainda nem sequer começou, as torres de vigilância ainda nem sequer avançaram, o projeto ainda não foi entregue a ninguém. Estamos a falar que Vale de Deus vai fazer dois anos em setembro, que se deu a fuga de Vale de Deus e as medidas de segurança que foram tão anunciadas, que eram tão urgentes e emergentes, poucas saíram do papel ou quase nenhumas.
Frederico Morais confirma que as alterações verificadas foram a iluminação e a limpeza das matas à volta da cadeia. Afirma que a greve vai acabar mal os horários dos guardas sejam reestruturados, sendo que há ainda outras alterações que têm de ser feitas.
Nós queremos acreditar que no dia em que taparem os pátios, no dia em que houver um reajuste dos pátios, que supostamente as redes já existem, que foi o que nos foi dito, só falta mão de obra para pôr e mão de obra prisional, que nós também achamos que deve ser mão de obra prisional. Se reajustarem os horários, também depende da direção do estabelecimento prisional. E o projeto das torres for entregue, se alguém começar a obra, penso e tenho a certeza que mal isso aconteça, a greve termina.
Frederico Morais, que aponta para uma participação na greve de 90%. Declarações do presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional. São agora 10:10, Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã de terça-feira? O Estado foi condenado a pagar uma indemnização de €15 mil a José Sócrates. O Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa concluiu que o ex-primeiro-ministro foi lesado no decorrer da investigação da Operação Marquês, em causa a divulgação de informações sujeitas a segredo de justiça. A informação foi inicialmente avançada pela CNN Portugal, entretanto confirmada pelo Observador. O valor é inferior ao que era pretendido por José Sócrates, que pedia uma indemnização de €205 mil. Donald Trump garante que hoje há uma nova ronda negocial com o Irão, no Qatar. No entanto, o Irão nega que estejam agendadas quaisquer reuniões de negociação com os Estados Unidos, nem hoje, nem nos próximos dias. Que a Irão de estar focado na implementação e aplicação do memorando de entendimento em vigor. Destaque ainda para o Campeonato Mundial de Futebol. Esta noite houve uma surpresa, o Paraguai eliminou a Alemanha nos pênaltis e seguiu para os oitavos de final da competição. Marrocos também segue em frente depois de ter eliminado os Países Baixos, também em pênaltis. O Brasil está apurado depois de ter vencido o Japão por 2×1. Para hoje estão marcados mais jogos do Campeonato do Mundo: Costa do Marfim-Noruega, às 15h, França-Suécia, às 22h, e México-Equador, quando forem 2h.

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