Hantavírus: OMS declara fim do surto ligado a navio
▲Foram identificados e monitorizados em 33 países 650 contatos dos passageiros afetados.
JEFFREY GROENEWEG/EPA
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou esta quinta-feira o fim do surto de hantavírus ocorrido no navio de cruzeiro MV Hondius, que causou três mortes e gerou grande preocupação a nível internacional.
“Hoje, a última pessoa que teve contacto com alguém exposto ao hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius completou o período de quarentena, testou negativo e regressou a casa. Não foram relatados mais casos desde 25 de maio. Por isso, temos o prazer de anunciar que a OMS considera o surto de hantavírus terminado”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus numa conferência de imprensa em Genebra.Segundo a OMS, foram reportados um total de 13 casos de hantavírus ligados ao cruzeiro.O Hondius zarpou em 1 de abril de Ushuaia, no sul da Argentina, para atravessar o Atlântico Sul com 147 passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades a bordo. Durante a viagem, três pessoas morreram e outras quatro apresentaram sintomas de infeção.
Na sequência do surto foram identificados e monitorizados em 33 países 650 contatos dos passageiros afetados.A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 1 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 6 de abril.O período de incubação do vírus situa-se entre uma e seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra este vírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.A OMS tinha indicado antes que vai continuar a investigar a origem do surto, assim como o hantavírus, alegando que esse trabalho é importante para o desenvolvimento de diagnósticos, de tratamentos e de vacinas.
Os hantavírus são vírus zoonóticos (podem ser transmitidos entre animais e humanos) caracterizados por infetar roedores e diferentes espécies circulam na Europa, na Ásia e no continente americano. Apenas algumas das espécies estão associadas a infeção humana, caso em que podem causar doença grave.









