"O papel dos dados é cada vez mais central"
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Boa tarde! É isso mesmo. Eu continuo no Data with Purpose, a quarta edição deste evento que é dedicado ao papel dos dados e também à construção do futuro, agora com Miguel Agrochão, vogal do Conselho Diretivo do INA, Instituto Nacional de Administração, IP. Miguel, seja muito bem-vindo. O lema deste evento é Data with Purpose, Dados com Propósito, daquilo que já teve a oportunidade de ouvir também aqui ao longo deste evento. Na sua opinião, como é que a análise dos dados pode mesmo ajudar a melhorar a vida dos cidadãos comuns?
Antes de mais, boa tarde. Obrigado pela oportunidade. Eu diria que é determinante. É determinante porque cada vez mais é hoje muito evidente que, no tempo em que todos falamos de inteligência artificial, a tecnologia hoje já faz muito e fará cada vez mais nos próximos tempos. Determinante será para, de facto, conseguir criar respostas que melhorem a vida das pessoas, a qualidade dos dados que lá colocamos. E cuidar dos dados, qualificar os dados, dar-lhes significado, não só é instrumental para rentabilizar todo o potencial que a inteligência artificial nos traz hoje, como é central para que as decisões sejam de facto as decisões certas, para que, e na minha perspectiva, enquanto entidade pública, para que o desenho da política pública baseada em dados seja cada vez mais segura, melhor informada, melhor preparada e capaz de cumprir e dar respostas certas aos cidadãos. Este evento, ao longo das suas edições, o que tem feito é sublinhar a centralidade dos dados e esta relevância crescente dos dados para esse processo de tomada de decisão e de criar melhores soluções para a vida das pessoas.
Só mais uma pergunta. Este summit discute a forma como os dados desenham o futuro na sua área da administração. É uma área em que devia implementar ainda mais esta questão da inteligência artificial, da análise dos dados. Como é que isso é implementado no seu dia a dia, por exemplo?
Duas dimensões de resposta. O Estado e a administração pública têm feito o seu caminho já com várias respostas que eu diria que nos devem orgulhar coletivamente. Portanto, eu diria que o Estado, nesta matéria, claramente não está a ficar para trás, por um lado. No que diz respeito ao Instituto Nacional de Administração, que tem a responsabilidade de capacitar os técnicos e os trabalhadores da administração pública, o papel dos dados é cada vez mais central para, no limite, conseguir mapear necessidades, identificar quais é que são as prioridades de capacitação para a administração. E nós temos feito esse caminho também em parceria e muito com a ajuda da Nova IMS, que é um parceiro de sempre nesta jornada de criação de valor e de capacitação para a administração pública portuguesa.
Só mesmo para terminar, olhando para aquilo que já viu e ouviu ao longo deste dia, o futuro assusta-o ou deixa-o mais otimista em relação ao papel da tecnologia nas nossas vidas?
Eu sou um otimista por definição, mas há necessariamente de ter cuidados que não podem deixar de ser observados. A dimensão do controle humano no processo de decisão é absolutamente crítico e eu creio que, apesar de tudo, nós, no plano europeu e no plano nacional, temos garantido o enquadramento necessário para defender os interesses dos cidadãos e das comunidades, não prejudicando aquilo que é o desenvolvimento de inovação, de tecnologia, que necessariamente não podemos deixar de fazer sob pena de perder competitividade face ao resto do mundo.
E esse otimismo vai continuar assim da mesma forma?
Eu espero que sim. O que eu lhe posso dizer é que nós no INA faremos a nossa parte, capacitar a administração para garantir que conseguimos aproveitar o potencial da tecnologia, o potencial dos dados em respeito pelos direitos dos cidadãos e da sociedade.
Muito obrigado, Miguel Agrochão.
Muito obrigado, foi um prazer.
O Data with Purpose continua aqui. É um evento da Nova IMS com apoio do município de Oeiras. Ao longo do dia, a Rádio Observador vai estar por cá num evento dedicado ao papel dos dados na construção do futuro. É uma iniciativa que relembra que a tecnologia tem valor quando responde a desafios reais e, acima de tudo, importantes para o nosso futuro.








