Rússia leva a cabo um dos ataques mais mortíferos na Ucrânia
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“Guerra Traduzida” na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Boa noite, Laura.
Boa noite, António.
Começamos pela imprensa ucraniana. Esta madrugada, a Rússia levou a cabo um dos ataques mais mortíferos desde o início da guerra na Ucrânia.
Pelo menos 23 pessoas morreram e 100 ficaram feridas. Várias áreas residenciais foram atingidas, tanto na capital, Kiev, como noutras zonas, além de algumas infraestruturas vitais. A capital da Ucrânia foi atingida pelo mais massivo ataque aéreo desde o início da invasão, o que levou o presidente da Câmara de Kiev a declarar um dia de luto nacional. De acordo com a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou uma ofensiva massiva com mais de 70 mísseis e quase 500 drones de longo alcance. Segundo o Kyiv Independent, a defesa aérea conseguiu abater a grande maioria dos aparelhos. Ainda assim, 25 mísseis balísticos de alta velocidade, incluindo mísseis hipersônicos Zircon, conseguiram furar o escudo defensivo e atingiram 33 locais diferentes na cidade. O balanço provisório aponta para 23 vítimas mortais, mais de 100 feridos. Numa visita a uma das zonas residenciais mais atingidas, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky deixou claro que a retaliação é inevitável. Frisou que a Ucrânia precisa urgentemente de mais sistemas de defesa aérea Patriot fornecidos pelos parceiros internacionais.
E seguimos com a notícia que perante os mais recentes ataques russos, a União Europeia promete novas sanções para a Rússia.
A chefe da diplomacia europeia é clara, diz que quanto mais Moscovo ataca civis, mais sanções têm de ser impostas. Numa mensagem publicada na rede social X, Kaja Kallas salienta que palavras de condenação por si só não vão fazer interromper os ataques em Kiev. A responsável aponta que apenas um apoio militar contínuo e pressão adicional sobre Moscovo vão tornar isso possível. Kaja Kallas diz também que ainda hoje vai propor sanções a mais entidades que apoiam o complexo militar industrial russo e promete que a União Europeia vai continuar a aumentar as sanções até que a Rússia perceba que não pode vencer.
E Laura, as forças ucranianas atacaram a quarta maior refinaria da Rússia e infraestruturas em territórios ocupados.
Sim, a Ucrânia levou a cabo uma série de ataques contra alvos estratégicos na Rússia e em territórios ocupados. De acordo com o Kyiv Independent, a operação mais audaciosa destruiu parcialmente a refinaria de petróleo Lukoil, em Kstovo, localizada na região de Novgorod. Trata-se do segundo maior polo de produção de gasolina do país. Paralelamente, o Estado-Maior de Kiev confirmou também o bombardeamento bem-sucedido de uma ponte ferroviária sobre o rio Donetsk, comprometendo uma das principais rotas de transporte de pesados e blindados russos. Foram ainda aniquilados um posto de comando russo nas proximidades de Viltsena, na região ocupada de Kharkiv, e um grande armazém tático de drones de ataques russos em Kamianka, na província de Zaporíjia, o que debilitou a capacidade operacional e de vigilância russa nas frentes de combate do leste do país.
São estes alguns dos principais destaques nos jornais ucranianos. Voltamos a seguir com a imprensa russa.









