CIÊNCIA

Ucrânia pede mísseis Patriot a 40 países aliados

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O ministro da Defesa ucraniano solicitou esta quinta-feira a quase 40 países parceiros a transferência, durante este mês, das suas reservas de mísseis intercetores Patriot, dos quais Kiev carece face aos bombardeamentos russos.“A proteção do espaço aéreo ucraniano, das infraestruturas críticas e da vida do nosso povo depende agora diretamente da rapidez com que os nossos parceiros agirem”, sublinhou Mykhailo Fedorov numa nota publicada nas redes sociais.Fedorov destacou o vasto arsenal utilizado pelas Forças Armadas russas durante os ataques desta madrugada, quase 500 drones e 77 mísseis, bem como a eficácia da defesa aérea ucraniana para repelir a ofensiva.
O ataque russo à capital ucraniana, Kiev, foi um dos mais mortíferos desde o início da guerra e provocou a morte de pelo menos 25 pessoas e deixou cerca de 90 feridos, segundo o último balanço divulgado pelo responsável pela Administração Militar de Kiev, Timur Tkachenko.O ministro da Defesa ucraniano explicou que derrubar mísseis balísticos “continua a ser um desafio crucial devido à escassez de projéteis para os sistemas Patriot” e sublinhou que as capacidades defensivas, apesar dos acordos de defesa celebrados para reforçar o arsenal do país, continuam a ser insuficientes.“A Ucrânia precisa urgentemente de mísseis adicionais para os seus sistemas Patriot. Estes encontram-se nos armazéns dos seus parceiros”, sublinhou Fedorov.O ministro da Defesa apontou tanto esta via como a Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (PURL), a iniciativa da NATO para que os países europeus adquiram armamento norte-americano para o entregar à Ucrânia, como as “vias mais rápidas e fiáveis” para obter estes mísseis.
Em troca, Kiev compromete-se a devolver todo o armamento em futuros acordos comerciais.Além disso, instou os parceiros da Ucrânia a tomarem uma decisão sobre o assunto nas vésperas da próxima cimeira da NATO, que terá lugar na próxima semana em Ancara, na Turquia, uma posição reiterada pelo Presidente, Volodymyr Zelensky.“A questão da defesa antiaérea e antimísseis deve figurar entre os principais resultados esperados. Desde que, claro, a NATO ainda tenha alguma importância para os aliados”, afirmou Zelensky no seu discurso diário transmitido nas redes sociais.A Ucrânia aguarda uma resposta ao pedido de licença que submeteu aos Estados Unidos para poder fabricar mísseis Patriot e reforçar a sua defesa.
O envio destes mísseis tem sido assegurado pelos aliados europeus de Kiev, que os compram a Washington, uma vez que depois do regresso do Presidente norte-americano, Donald Trump, à Casa Branca, os Estados Unidos deixaram de doar este armamento à Ucrânia.O Ministério da Defesa russo alegou que os ataques conduzidos esta madrugada contra Kiev tinham como objetivo fábricas de mísseis e armazéns de drones situados na capital ucraniana.O comunicado russo sobre o ataque foi muito mais detalhado do que o habitual e apresentou uma longa lista de alvos da indústria militar ucraniana supostamente atingidos, incluindo a fábrica de componentes radioeletrónicos para mísseis Radioniks, a fábrica de montagem de drones ATLON AVIA, duas fábricas de sistemas e peças para tanques e drones de espionagem e uma fábrica de montagem da empresa de aviação Antonov, que produz drones.Além disso, Moscovo afirmou ter atingido também depósitos de combustível do Exército ucraniano e estações de bombagem de gás que abastecem empresas de defesa ucranianas.
O ataque também foi descrito como “uma resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestruturas civis na Rússia”, palco de ataques com drones contra refinarias e centros de comunicações nos últimos dias, de acordo com um comunicado publicado nas redes sociais.

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