CIÊNCIA

"Aqui para eles". Lula mostra dedo do meio em evento oficial

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, fez um gesto obsceno e falou um palavrão esta sexta-feira num evento do Governo, ocasião em que falou sobre o direito dos mais pobres a acessar serviços de alta qualidade.
“Nós precisamos acabar com essa história de que eles pensam que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”, disse mostrando o dedo do meio em referência aos mais ricos e, retoma: “Nós gostamos de coisa boa”.
Bizarro pic.twitter.com/YhtwwoiOGZ
— Rafael Gloves (@rafaelgloves) July 3, 2026“Nós gostamos de coisa boa. Tudo: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira…acabar com essa bobagem”, completou durante anúncios do Governo em Brasília.
Na sequência, em tom mais incisivo, o Presidente brasileiro afirmou que o plano de saúde das pessoas mais ricas do Brasil não sai do bolso delas, mas sim, dos cofres público. No caso, segundo explicou, pelo abatimento do plano de saúde na declaração do Imposto de Renda, o equivalente ao IRS em Portugal.“O rico fala: ‘Eu tenho um bom plano de saúde, então eu tenho bons médicos, porque eu pago’. Ele não paga porra nenhuma”, declarou. “Ele desconta no Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta no Imposto de Renda quem paga somos nós, que deixamos de receber o dinheiro”, disse.Lula chama “papagaida desgraçada” proibição de inaugurar obras em período eleitoral
“Eu sei que tem gente que não gosta que eu não fale assim: ‘O Lula está bravo’!. Eu não estou bravo, não. (…) Estou bonitão, saudável e muito otimista“, declarou rindo.Na ocasião, o líder de esquerda celebrava as conquistas e entregas do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde, que visa reduzir a fila de espera na rede pública de saúde com consultas e exames médicos para a população.A agenda presidencial de Lula, com lançamento de 12 entregas simultâneas em 12 cidades, de sete estados, teve ecrãs espalhados nesses locais, que contaram com a presença de ministros no palco.A partir de sábado, o Brasil entra no chamado defeso eleitoral, a três meses da primeira volta das eleições gerais de outubro, período em que Administração pública, inclusive o presidente, fica proibido de fazer inaugurações de obras, por exemplo.
Lula chama Flávio Bolsonaro de “traidor da pátria” por pedir adiamento de tarifas dos EUA para depois das eleiçõesDe olho no calendário eleitoral, nos últimos meses, Lula realizou uma maratona de viagens pelo país para inaugurar obras, anunciar investimentos e lançar programas, entre eles de financiamento e acesso de crédito mais barato a população endividada e trabalhadores informais.Coordenado pela Secretaria de Comunicação Social, os eventos têm sido utilizados por Lula em clima eleitoral, com maior contato e interação com o público. A principal diferença é que os eventos são montados para que Lula fique numa espécie de arena, cercado de grade, rodeado pela plateia, o que permite conversar com as pessoas como se fosse um programa televisivo de auditório.
Aos 80 anos, o líder de esquerda do Partido dos Trabalhadores (PT) concorre neste ano para um quarto mandato, tendo como principal adversário o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

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