General russo é preso e colocado em prisão preventiva
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Guerra traduzida na Rádio Observador, o espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa em tempo de guerra. Hoje com a edição do jornalista António José Soares. Boa noite, António.
Boa noite, Maria.
E começamos pela imprensa russa. Um general russo foi preso e colocado em prisão preventiva sobre acusações de fraude no âmbito de uma ampla investigação sobre a extorsão de soldados.
Trata-se do major-general Aleksandr Dembitskiy, que comandava um corpo do exército recém-criado dentro do distrito militar de Leningrado. Segundo o Moscow Times, que cita o canal de notícias RBC, ainda não está claro quando é que o general foi dispensado do serviço militar. Os investigadores russos ainda não se pronunciaram publicamente sobre este caso.
E António, seguimos com uma notícia que dá conta que quatro oficiais da região de Kursk, no sudoeste da Rússia, ficaram feridos na sequência da explosão de uma mina.
Dois dos feridos e hospitalizados foram identificados como sendo um chefe do distrito de Rybksk e um director do Departamento de Manutenção Municipal. Ambos estavam no veículo no momento da explosão. Os outros feridos são o responsável da cultura do distrito e um especialista em emergência. Estes dois funcionários estavam nos degraus do prédio da administração de Rybksk e sofreram ferimentos causados pelos estilhaços da onda de choque e também foram hospitalizados.
Entretanto, a Rússia condenou o ataque ucraniano a um mercado em Tokmak, na região de Zaporizhzhia.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia diz que se trata de um crime de guerra hediondo cometido pela Ucrânia. Em comunicado, Maria Zakharova diz que cinco pessoas morreram, outras 18 ficaram feridas, mas sublinha que isso não foi suficiente e afirma que os militares ucranianos atacaram também aquelas pessoas que estavam a correr para ajudar os feridos, dificultando os esforços para evacuá-los para os hospitais para serem tratados. Por isso, Maria Zakharova classifica a Ucrânia como o regime nazista de Zelenskyy, que desencadeou uma guerra brutal contra mulheres indefesas, idosos e crianças, com a aprovação tácita dos seus patrocinadores ocidentais.
Ainda na imprensa russa, António, tempo para olharmos para o jornal Izvestia, que cita declarações feitas pelo vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, que se encontra no Irão para as cerimónias fúnebres do ex-líder supremo iraniano.
Dmitry Medvedev disse que o luto pela morte de Ali Khamenei uniu o povo iraniano, que desafiou assim a pressão externa. Segundo ele, a Rússia lamenta, juntamente com o povo iraniano, a trágica morte do líder supremo e grande Aiatolha. Medvedev participou hoje em Teerão numa cerimónia de despedida de Ali Khamenei, onde também conversou brevemente com o presidente iraniano.
São estas as principais notícias dos jornais russos. Voltamos a seguir com a imprensa ucraniana.









