Liga dos Combatentes identifica sepulturas de militares
▲Operação Embondeiro prevê a identificação de 108 sepulturas de militares portugueses mortos na Guerra Colonial
Arquivo Jn
A Liga dos Combatentes iniciou na província angolana do Uíge uma nova fase da Operação Embondeiro, que prevê a identificação de 108 sepulturas de militares portugueses mortos na Guerra Colonial, noticiou o Jornal de Angola.
Os trabalhos abrangem 11 municípios e incluem a exumação de 18 corpos numa primeira fase, devendo prolongar-se até setembro.A operação, integrada no Programa de Conservação das Memórias da instituição, decorre em articulação com as autoridades provinciais do Uíge, segundo o diário angolano.Segundo o coronel Carlos Batalha da Silva, chefe da delegação da Liga dos Combatentes, citado no jornal, os trabalhos começaram com ações de reconhecimento no terreno, estando previstas exumações já nesta fase inicial.
A operação abrange os municípios do Uíge, Dange-Quitexe, Vista Alegre, Bembe, Songo, Mucaba, Maquela do Zombo, Damba, Quipedro, Sanza Pombo e Negage, onde foram identificadas sepulturas de antigos militares portugueses.Segundo Carlos Batalha da Silva, na província do Uíge deverão ser levantadas cerca de 108 sepulturas, das quais 18 correspondem a corpos a exumar nesta primeira fase.O responsável adiantou ainda que, a nível nacional, já foram exumados cerca de 450 restos mortais de antigos militares portugueses, num universo de cerca de 1.500 sepulturas identificadas em aproximadamente 180 cemitérios distribuídos por 19 províncias angolanas.Segundo o Jornal de Angola, os restos mortais não serão trasladados para Portugal, devendo permanecer em ossários a serem construídos em território angolano, ao abrigo de entendimentos entre os Governos de Angola e de Portugal.
A Operação Embondeiro integra o Programa de Conservação das Memórias da Liga dos Combatentes e decorre em Angola desde 2024, com campanhas sucessivas de localização e exumação de militares portugueses sepultados em vários pontos do país.Depois de intervenções em províncias como o Bengo, onde os trabalhos abrangeram localidades como Ambriz, Sassa, Nambuangongo, Pango Aluquém e Quibaxe, a operação entra agora no Uíge, onde deverá prolongar-se até setembro.A província do Uíge concentra um elevado número de sepulturas de militares portugueses por ter sido um dos principais teatros das operações militares durante a Guerra Colonial, após o início do conflito em 1961.









