CIÊNCIA

Eutanásia, António Costa e os EUA

Bom dia,
Comecemos com uma pequena aula de História recente. Foi o que Helena Garrido nos deu, sobre a grande irresponsabilidade em que vivemos no tempo de António Costa. Vale a pena ler.
Helena Costa pega nos números para nos mostrar o que vivemos, e Tiago Dores pega neles para mostrar o que durante tanto tempo não soubemos e que é capaz de ser importante: a escandalosa diferença nos números da imigração.
Também vale a pensa perceber de onde vem essa irresponsabilidade. Para isso, o texto de Nuno Gonçalo Poças é um bom indicador. Promessas de um tempo sem esforço, sem perda, como se fosse possível ter tudo sem sacrificar nada.
O triste é que, se lermos o Miguel Morgado (PSU-do Política, o trocadilho é divertido), percebemos que não se trata de um exclusivo de António Costa, e o governo vai por um caminho parecido.
E, já que o governo vem à baila, nada como ser prevenido e pensar já na sucessão de Montenegro: é o que faz Rui Pedro Antunes, num texto sobre os cinco candidatos possíveis que se vislumbram nesta altura.
É tempo de Verão, incêndios, de pensar no clima, e tivemos dois textos sobre o assunto: Alexandre Borges e José Diogo Quintela, com estilos e perspectivas muito diferentes, mas ambos divertidos.
Também merecedores de uma dupla menção foram dois temas, um mais triste do que o outro: a excomunhão da Fraternidade São Pio X – escreveram os Padres João Basto e Gonçalo Portocarrero de Almada – e Bruno Cardoso Reis e Paulo Nogueira celebraram os 250 anos dos Estados Unidos da América.
Deixamos para o fim a pergunta que fizemos a José Manuel Fernandes, sobre a sua exposição do que se passa na Holanda com a eutanásia. José Manuel Fernandes expõe o perigo da “rampa deslizante” que leva a que se passe de um suicídio assistido à morte de crianças sem parte na decisão, o que aproxima mais a prática da eugenia do que de outra coisa. Perguntámos-lhe:
O argumento da rampa deslizante é forte, mas também pode ser virado ao contrário. Não podem estes países, como a Holanda, ser vistos como uma espécie de barreira moral, que garante que não chegaremos até aí?
Ao que José Manuel Fernandes respondeu:
“Não gosto desse argumento – é como dizer que quanto pior, melhor, porque funciona como vacina. Não só não é seguro que funcione como vacina, como sacrificar vidas para alcançar um qualquer objectivo político é, a meu ver, violar uma barreira moral inultrapassável.”

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