10h. Argentina vence Cabo Verde no prolongamento por 3-2
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Com o Miguel Videira. Jornal das 10, edição do Miguel Videira. Está a ser reforçado o combate ao incêndio de Vouzela, no distrito de Viseu. Estão no terreno mais de 1100 operacionais, 360 viaturas e cinco meios aéreos que se juntaram às operações na última hora.
O número de meios tem vindo a aumentar ao longo da manhã. É o incêndio que mais preocupa as autoridades nesta altura. O incêndio dura há dois dias. Começou em Vouzela, durante a madrugada, e alastrou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu. Chegou, entretanto, a Águeda, já no distrito de Aveiro. Ao início da madrugada, o jornalista Miguel Pinheiro Correia dava conta de um cenário mais calmo, mas ainda com muito trabalho pela frente para tentar dominar as chamas.
A noite caiu, a escuridão é quase total em Castanheira do Vouga, onde as chamas já estão um pouco mais distantes. E aqui, agora, com o cair da noite, veio também alguma tranquilidade entre a corporação dos bombeiros, uma tranquilidade que não se verificava há muitas horas, que os bombeiros não tinham um momento mais relaxado, sendo que este relaxamento não é significado de uma vitória total contra as chamas. O combate ainda se prolongará e exemplo disso são os mais de mil bombeiros que ainda se mantêm no terreno, neste terreno vasto. Um incêndio que deflagrou em Vouzela, mas que se estendeu para vários concelhos e chegou aqui a Castanheira do Vouga, onde me encontro, e onde agora, perto de um pavilhão da Associação Humanitária dos Bombeiros, estão vários bombeiros, dezenas de várias corporações, de todo o país, de Mafra, Ericeira, mas também de perto, de Aveiro, de Vagos, que estão aqui a descansar. Alguns esperam para serem rendidos, depois de horas de combate aqui nesta zona, que está integrada num dos flancos mais complicados, o que obrigou a maiores trabalhos para os bombeiros. Um flanco de quase 29 km entre Vouzela e Águeda, que obrigou a trabalhos demorados, que ainda não terminaram, ainda continuarão. Fonte da Proteção Civil indicava ao Observador, há pouco, que o objetivo para esta noite é, pelo menos, não perder, não abdicar, não desaproveitar todo o trabalho árduo que foi feito durante o dia. Isto porque, na última noite, a situação complicou-se bastante à boleia do vento e, por isso, a intenção é que agora seja possível, esperando que o vento dê algumas tréguas, conter, pelo menos, as chamas para que este trabalho, ao longo deste dia, não seja prejudicado ou não seja deitado ao lixo. Agora descansam alguns bombeiros, que esperam para serem rendidos, mas, como disse, o combate às chamas está longe de ter terminado e prolongar-se-á pelas próximas horas, também pela manhã de sábado.
Esta manhã que agora vivemos, este era o relato feito pelo jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, ao início da madrugada, em Castanheira do Vouga. Há registo de, pelo menos, dois feridos graves, dois populares que tentavam ajudar no combate às chamas. Um sofreu queimaduras graves, outro um traumatismo craniano. Informações avançadas por fonte oficial da Proteção Civil à Agência Lusa.
E no Explicador vamos fazer um ponto de situação deste incêndio com o presidente da Câmara Municipal de Vouzela. É para ouvir depois do Jornal das 11. Miguel, situação mais calma em Setúbal. Um incêndio que tinha começado ontem à tarde foi já dominado durante a madrugada.
Por volta da 01:00. É o que confirma a fonte oficial da Proteção Civil à Agência Lusa. O fogo causou 10 feridos ligeiros, oito bombeiros, dois civis. Além dos feridos, o incêndio obrigou à evacuação de 25 habitações. Sessenta pessoas tiveram de ser retiradas de casa por precaução. O incêndio teve origem numa viatura ao início da tarde e alastrou-se depois a uma zona de mato. Mantém-se no terreno 240 operacionais apoiados por 75 viaturas que estão envolvidos em operações de rescaldo. Hoje, quase todos os distritos do continente estão sob aviso vermelho do IPMA por causa do calor. Prevê-se temperaturas a rondar os 40 °C em quase todo o território continental.
Às 11:00 está também marcado um novo ponto de situação da Proteção Civil, que vamos acompanhar aqui em direto na Rádio Observador. Destaque agora para a atualidade internacional. Os Estados Unidos celebram hoje, dia 4 de julho, os 250 anos de independência, mas uma vaga de calor, Miguel, está a levar a alterações nos festejos.
Sim, havia eventos previstos para cidades como Washington, Filadélfia, Boston ou Nova York, que foram cancelados ou tiveram de sofrer adaptações por causa das altas temperaturas. Em causa uma vaga de calor que está a afetar os Estados Unidos. Apesar deste cenário, o presidente norte-americano Donald Trump promete realizar hoje, a Dia da Independência, o comício político mais espetacular de sempre, palavras de Trump, em Washington. Na análise a esta celebração, os 250 anos da independência dos Estados Unidos, o historiador Bruno Cardoso Reis destaca o papel do país na promoção das liberdades, ainda que o percurso não seja perfeito.
Por vezes, os Estados Unidos, como qualquer grande potência, e os Estados Unidos são uma grande potência nas áreas relevantes do poder, na economia, na inovação, na dimensão militar. Acontece muitas vezes as grandes potências realmente cometerem grandes erros porque têm grande poder e, portanto, com grande poder, há uma grande tentação de abusar desse poder. Dito isto, eu acho que apesar de tudo, os Estados Unidos destacam-se, comparando com outras grandes potências, por terem tido um compromisso maior, não sempre, com princípios de liberdade económica, de liberdade política. E, por exemplo, no caso de Portugal, foi muito importante que os Estados Unidos apoiassem o processo de transição português nos anos 70.
Os 250 anos da independência dos Estados Unidos, pelo olhar do Bruno Cardoso Reis, historiador, autor do programa Cinco Continentes.
Que vai poder ouvir na íntegra depois do jornal do meio-dia. Aliás, este sábado tem também uma convidada especial, a professora de Relações Internacionais, Raquel Vaz Pinto. Agora vamos ao mundial. Chegou ao fim o sonho de Cabo Verde. A Argentina venceu a seleção dos Tubarões Azuis por 3×2 e segue assim para os oitavos de final. Mas, Miguel, o jogo só ficou resolvido no prolongamento.
Cabo Verde dificultou, e muito, a vida aos atuais campeões do mundo, a Argentina. O jogo, como disseste, só ficou resolvido no prolongamento. É nosso convidado este Jornal das 10 da manhã da Rádio Observador, Odair Santos, é jornalista da televisão de Cabo Verde e é de Cabo Verde que nos fala. Odair, bom dia, bem-vindo. São 08:00, segundo creio, aí em Cabo Verde. Com que sentimento ficam os cabo-verdianos depois desta participação dos Tubarões Azuis no Campeonato do Mundo?
Bom dia, Miguel Vieira, e também bom dia para os ouvintes da Rádio Observador. É um sentimento de orgulho. Os cabo-verdianos estão orgulhosos dos nossos Tubarões Azuis pela prestação que tiveram no Mundial de Futebol ali nos Estados Unidos da América, naquela fase de grupo e agora neste último jogo que nós, na verdade, todos os cabo-verdianos e eu, enquanto cabo-verdiano aqui da Ilha de São Vicente, queríamos mesmo era vencer e passar esta fase. Sabíamos que seria um jogo difícil, e foi um jogo muito difícil, mas a seleção de Cabo Verde mostrou que tem garra, garra mesmo dos Tubarões Azuis. E mesmo perdendo o jogo, não passando para a próxima fase, sabíamos que seria muito difícil, mas os cabo-verdianos durante esta madrugada celebraram intensamente. Eu, enquanto jornalista da televisão de Cabo Verde, tive a oportunidade de assistir ao jogo juntamente com ex-jogadores da Seleção Nacional de Futebol. Eu estava a trabalhar durante o jogo, que aconteceu ali na Praia da Baía das Gatas, tendo em conta que os Tubarões Azuis este ano são padrinhos de um festival da cavala, que tem lugar aqui no Mindelo, na cidade do Mindelo, no próximo sábado, dia 11. Portanto, foram convidados para assistir a este jogo de futebol. Foi um jogo interessante estar ali com ex-jogadores que participaram, jogaram na seleção de Cabo Verde na década de 80, também 90 e início de 2000. Mas ficou aquele sentimento e agora Cabo Verde ficou por aqui, mas é esse orgulho de todos os cabo-verdianos, de que a nossa seleção fez uma boa prestação. Não esteve lá só para participar, mas sim, competiu de igual para igual com todas as seleções que nós enfrentamos. Enfrentamos a Espanha, enfrentamos também o Uruguai e esse jogo da Argentina de ontem foi um jogo que eu confesso que a minha voz até foi de tanto gritar, de tanto celebrar ontem, mesmo estar a trabalhar, mas nós somos humanos, temos que celebrar também, Miguel.
Foi um país acordado, um país de olho aberto para ver este jogo da seleção cabo-verdiana?
Exatamente. Havia várias fan zones em todas as ilhas, em vários sítios. Por exemplo, aqui na Ilha de São Vicente, que é uma ilha onde as pessoas vivem com muita alegria, onde a parte cultural é intensa. O terminal de cruzeiros também esteve repleto, ou seja, milhares de pessoas a assistir na fan zone, que foi montada ali desde as 18h. Foi uma festa à volta da seleção. E agora estamos à espera que os jogadores venham para Cabo Verde para que todos nós possamos estar a celebrar. Nós estávamos à espera deste presente, tendo em conta que amanhã Cabo Verde completa 51 anos de país independente.
Sai reforçado o espírito de união do povo cabo-verdiano a pretexto desta participação da seleção?
Muito reforçado. E acho que isto marcou uma nova fase de Cabo Verde. Cabo Verde quando tornou-se um país independente, lá em 75, houve esse espírito da união. E agora, este mundial, a participação de Cabo Verde no mundial, o país esteve todo unido. Eu nunca vi Cabo Verde assim tão unido como agora à volta da seleção e eu acredito que agora as coisas serão completamente diferentes. E esse espírito de resiliência mostrado ali pelos Tubarões Azuis, esse espírito de combate, de empenho, dedicação, que deve ser espalhado em todas as áreas da sociedade para que este país com certeza possa desenvolver.
O poder do futebol. Ladair Santos, muito obrigado pela sua presença neste Jornal das 10 desta manhã. São 8h aí em Cabo Verde. Seguramente difícil depois de horas acordado a acompanhar esta participação de Cabo Verde no jogo dos dezesseis avos da final frente à Argentina. Cabo Verde deu luta, obrigou a Argentina, os atuais campeões do mundo, a irem a prolongamento, mas acabou por sair derrotada. 3 x 2 foi o resultado. O Egito também ontem eliminou a Austrália nos pênaltis e a Colômbia também está nos oitavos de final. Ganhou ao Gana de Carlos Queiroz por 1 x 0, vai encontrar a Suíça na próxima fase. Hoje começam os oitavos de final. Às 18h jogam Canadá e Marrocos, mais tarde, às 22h, Paraguai e França medem forças.
Falamos disto já a seguir no Diário do Mundial com Miguel Cordeiro, mas antes vamos ainda a outras notícias em destaque, Miguel.
O secretário-geral do PS começa hoje uma ronda por alguns dos congressos federativos do partido. José Luís Carneiro vai estar hoje no Porto e em Setúbal. O líder socialista afirma que quer assumir um compromisso prioritário para o desenvolvimento dos respectivos distritos. Na Venezuela, o número de mortos na sequência dos sismos subiu para 2645. Há ainda mais de 12 mil feridos e 50 mil desaparecidos. O número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos terremotos subiu para 89. Segundo o mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, há ainda registo de 60 desaparecidos.
Ponto final neste Jornal das 10, edição do Miguel Vieira.










