CIÊNCIA

12h. Segundo dia das cerimónias fúnebres de Ali Khamenei


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Observador. Miguel, está a aumentar o número de meios de combate ao incêndio de Vouzela, no distrito de Viseu. A esta hora estão no terreno 1200 operacionais, apoiados por 400 viaturas e 17 meios aéreos.
Os meios de combate a este incêndio, que dura desde quinta-feira, têm vindo a ser reforçados ao longo da manhã. A Proteção Civil destaca que as chamas começam a ceder em alguns pontos, sendo que a descida da temperatura durante a noite ajudou. Em Corucença, a SIC, o vereador da Câmara de Vouzela com o pelouro da Proteção Civil, Pedro Correia, afirma, no entanto, que as chamas ainda dão muito trabalho aos bombeiros.
A noite foi um pouco mais tranquila. Nós continuamos com muitos elementos de prevenção e de combate no terreno. Continuamos com uma frente ativa no nosso concelho. Neste momento estamos a proceder à consolidação dos pontos quentes, que são muitos, é uma área muito extensa, um perímetro muito alargado. Continuamos a ter muitas preocupações com o dia. O calor vai aumentar, a temperatura vai aumentar. Temos algum vento, e como eu disse, muitos pontos quentes. Vai ser um dia longo e esperemos que corra tudo bem. Estamos a fazer alguns trabalhos de prevenção também para alguma população que ainda poderá estar próxima dessa frente mais ativa, com alguma distância, mas estamos a fazer algum trabalho de prevenção.
O mais recente ponto de situação do combate a este incêndio, que começou em Vouzela de quarta para quinta-feira e alastrou a outros três concelhos. Entretanto, está novamente dominado o incêndio em Santo Tirso. Começou ontem à tarde, esteve dominado, mas registou-se um reacendimento. Na última hora, a Proteção Civil adianta que foi pela segunda vez dominado. Sete distritos continuam hoje sob aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O IPMA prevê a partir de hoje uma ligeira descida da temperatura, mas destaca que o tempo vai continuar, ainda assim, quente e seco durante a semana.
Assinala-se hoje, por decreto do governo, um dia de luto nacional pelas vítimas dos sismos na Venezuela, sobretudo portugueses e lusodescendentes.
Sendo que o mais recente balanço dá conta de pelo menos 93 mortos e 57 desaparecidos entre a comunidade portuguesa e lusodescendente. A jornalista Maria Miguel Marques foi tentar perceber a origem desta forte presença de portugueses na Venezuela e também o impacto dos sismos na comunidade.
A origem desta comunidade remonta ao século XX, como explica ao Observador o historiador distinguido entre a comunidade portuguesa na Venezuela, Daniel Bastos.
A Venezuela foi uma das grandes rotas extra-europeias da imigração portuguesa. Houve um período em que a Venezuela atravessava um grande crescimento económico, graças, sobretudo, a um boom petrolífero, que contrastava naturalmente com a realidade portuguesa, marcada ainda pela ditadura salazarista.
Hélder Teixeira é filho de imigrantes madeirenses que fugiram da guerra colonial e acabou por nascer na Venezuela. Quando a situação política venezuelana piorou há cerca de 10 anos, os pais voltaram para a Madeira, mas Hélder Teixeira ficou. Agora com família estabelecida em Caracas, está a passar um momento difícil e por isso mesmo não quer ir embora.
Este é o momento onde nós, tanto como cultura portuguesa e tanto também como venezuelano, é um momento de prestar muito mais apoio.
Resiliência é a palavra que o historiador Daniel Bastos usa para descrever a comunidade portuguesa na Venezuela.
Esta é mais uma dura batalha, dura dificuldade que a comunidade portuguesa na Venezuela está a atravessar e que eu estou convencido que com o seu espírito de resiliência, de sacrifício e de luta, que lhe é tão característica, irá conseguir dar a volta por cima.
O historiador Daniel Bastos acrescenta ainda que, apesar dos portugueses na Venezuela constituírem uma das maiores comunidades da diáspora, nos próximos tempos serão muitos menos os portugueses que vão escolher a Venezuela como nova casa.
Trabalho da jornalista Maria Miguel Marques. No total, há registo de perto de 3 mil mortos e quase 17 mil feridos. A ONU estima que 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.
Entretanto, cumpre-se hoje o segundo dia das cerimónias fúnebres de Ali Khamenei, o antigo líder supremo do Irão, morto na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Marcam presença, Miguel, milhares de pessoas.
E também representantes de vários países, por exemplo, Rússia, China e Paquistão. A especialista em relações internacionais, Liliana Reis, sublinha que estas cerimónias fúnebres de Ali Khamenei servem também interesses de natureza política.
Por um lado, reforçar a legitimidade interna e, pelos vistos, está a conseguir, até pela mobilização, ainda que nós não saibamos se essa mobilização é efetivamente abnegada. Depois, há aqui também o objetivo de alimentar a narrativa do martírio, quer perante os Estados Unidos, quer perante Israel. E depois, o que me parece o mais importante, é mostrar que o Estado continua funcional e com apoio internacional.
A presença de representantes de vários países com peso na arquitetura internacional é para Liliana Reis um importante sinal que chega de Teerão.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades iranianas, cerca de 30 países enviaram delegações oficiais ao funeral, nomeadamente a Rússia, aliás, que se fez representar com Dmitry Medvedev. Também esteve presente o primeiro-ministro do Paquistão, delegações da Índia, da China, da Turquia e de vários estados da Ásia Central e de África. O que me parece é que o funeral de Ali Khamenei acabou por revelar também o mapa de alianças internacionais Do Irão e isso é que provavelmente pode preocupar Donald Trump. Revela efectivamente que o Irão não está isolado.
A análise de Liliane Reis, especialista em Relações Internacionais, foi a convidada desta manhã do Gabinete de Guerra.
Agora 12h06, já seguirá em 40 minutos. O convidado deste domingo é Cláudio Ramos, mas antes, Miguel Videira, há ainda outras notícias em destaque.
Um homem foi detido por suspeita de provocar um incêndio rural por negligência no conceito de Alvaiázere, no distrito de Leiria. Informação da GNR Leiria, precisamente, que apurou que o incêndio teve origem na má prática de um trabalho agrícola. O incêndio acabou por ser extinto, não sem consumir cerca de 250 metros quadrados de mato. O homem de 62 anos já foi constituído arguido. Os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Alvaiázere. A paz só vai chegar ao Oriente quando Israel terminar com a ocupação ilegal dos territórios palestinianos. É o que diz o presidente do Egito, o primeiro país a assinar um acordo de paz com Israel em 1979. Abdel Fattah el-Sisi defende que uma solução negociada entre Israel e a Palestina é o único caminho para a paz, segurança e prosperidade da região. Uma declaração que coincide com o intensificar das ações militares israelitas na Cisjordânia. A seleção nacional realizou hoje o último treino antes do jogo com a Espanha, partida a contar para os oitavos de final do Campeonato do Mundo de Futebol. Roberto Martínez e um jogador fazem mais logo a antevisão da partida. Portugal tenta seguir em frente no Mundial, pois claro, a equipa chegou de madrugada a Dallas, no Texas, foi recebida por centenas de adeptos no hotel, num clima de grande festa. O jogo com a Espanha está marcado para amanhã, 20h, relato e comentários aqui na antena do Observador.
É isso mesmo e fica por aqui também esta edição do Meio-Dia com o Miguel Videira.

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