14h. Dominado o incêndio em Vouzela
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Do jornalista Carlos Pedro. Carlos, boa tarde mais uma vez. Está dominado o incêndio em Vouzela, mas os bombeiros alertam para o risco da ocorrência de reacendimentos.
A informação é avançada pelos Bombeiros Voluntários do Conselho de Vouzela, à Agência Lusa. Ainda assim, alertam para o risco de reacendimentos. O incêndio está ativo desde a madrugada de quinta-feira e já alastrou para outros três conselhos, incluindo para a Águeda, no distrito de Aveiro. O fogo continua, entretanto, a ser combatido por quase 1200 operacionais, quase 400 viaturas e 11 meios aéreos, mas agora a situação está mais calma, indica o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, à Agência Lusa, Francisco Lima. Como dizíamos, este fogo alastrou para outros três conselhos, um deles o de Tondela. O incêndio que chegou à localidade de Daires, na freguesia de Guardão, Caramulo, no Conselho de Tondela, já está em fase de rescaldo. É uma informação confirmada também à Agência Lusa pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Vale de Besteiros. Pedro Miguel diz que o incêndio já deu tréguas e encontra-se agora sem qualquer frente ativa. Ainda assim, confirma que nenhum meio será desmobilizado até o rescaldo ficar consolidado.
E boas notícias também. Mais a norte, o incêndio em Santo Tirso, no distrito do Porto, voltou a ser dominado.
Sim, e aqui o fogo chegou a ameaçar habitações. Começou a lavrar ontem à tarde, chegou a estar dominado, mas voltou a reacender durante a última madrugada. Mais recentemente. A Proteção Civil confirma que o fogo está novamente dominado. Em declarações à Sic Notícias, o comandante dos Bombeiros de Santo Tirso, Pedro Santos, avisa que a situação pode voltar a piorar nas próximas horas.
A partir das 16h e até cerca das 20h, iremos ter alterações ao nível das condições meteorológicas, que poderão agravar aqui alguma situação. As equipes vão se manter cá no terreno, com número já mais reduzido e poderão ter que ainda se prolongar durante o dia da noite.
O comandante dos Bombeiros de Santo Tirso, Pedro Santos, à Sic Notícias. Não há populações em risco e no local permanecem mais de 80 bombeiros e quase 30 viaturas. Ainda sobre os fogos no país, dar conta de que um homem foi hoje detido por suspeitas de provocar um incêndio rural por negligência no Conselho de Alvaiázere, distrito de Leiria. A informação foi avançada pela GNR de Leiria, que apurou que o incêndio teve origem à má prática de um trabalho agrícola. O incêndio acabou por ser extinto após consumir cerca de 250 m² de mato.
E entretanto, Carlos Pedro, aumentou o número de distritos sob aviso vermelho, mais elevado do Instituto Português de Mare da Atmosfera, por causa do calor.
Eram sete, passam a ser nove. Bragança e Guarda juntam-se à lista. É o que acaba de dar conta uma atualização do IPMA. O aviso vermelho vai vigorar até às 11 horas da noite de segunda-feira. Além de Bragança e Guarda, já estavam sob aviso vermelho os distritos de Évora, Beja, Santarém, Lisboa e Setúbal, Castelo Branco e Portalegre.
Mudamos de tema nesta edição das 14h, mas ainda pela atualidade nacional, isto porque o Bloco de Esquerda quer a criação de uma comissão parlamentar de inquérito ao processo de classificação digital dos exames nacionais.
Sim, os bloquistas querem analisar as decisões, contratações e responsabilidades na conceção e execução da classificação digital dos exames nacionais deste ano e do ano passado, incluindo os efeitos da reorganização orgânica do Ministério da Educação. Na proposta, o deputado bloquista Fabian Figueiredo considera que a integridade, fiabilidade e confiança no sistema público de exames e de acesso ao ensino superior foi comprometida por decisões políticas.
E Carlos, assinala-se hoje, por decreto do governo, um dia de luto nacional pelas vítimas dos sismos na Venezuela, sobretudo pelos portugueses e lusodescendentes.
O mais recente balanço dá conta de pelo menos 93 mortos e 57 desaparecidos entre a comunidade portuguesa e lusodescendente. A jornalista Maria Miguel Marques foi tentar perceber a origem desta forte presença de portugueses na Venezuela e também o impacto dos sismos na comunidade.
A origem desta comunidade remonta ao século XX, como explica ao observador, o historiador distinguido entre a comunidade portuguesa na Venezuela, Daniel Bastos.
A Venezuela foi uma das grandes rotas extra-europeias da imigração de portugueses. Em um período em que a Venezuela atravessava um grande crescimento econômico, graças, sobretudo, ao boom petrolífero, contrastava naturalmente com a realidade portuguesa, marcada ainda pela ditadura salazarista.
Hélder Teixeira é filho de imigrantes madeirenses que fugiram da guerra colonial e acabou por nascer na Venezuela. Quando a situação política venezuelana piorou há cerca de 10 anos, os pais voltaram para a Madeira, mas Hélder Teixeira ficou. Agora com família estabelecida em Caracas, está a passar um momento difícil e por isso mesmo não quer ir embora.
Este é o momento onde nós, tanto como cultura portuguesa e tanto também como venezuelano, é o momento de prestar muito mais apoio.
Resiliência é a palavra que o historiador Daniel Bastos usa para descrever a comunidade portuguesa na Venezuela.
Esta é mais uma dura batalha, dura dificuldade que a comunidade portuguesa na Venezuela está a atravessar e que eu estou convencido com o seu espírito de resiliência, de sacrifício e luta que lhe é tão característica, irá consolidar a volta por cima.
O historiador Daniel Bastos acrescenta ainda que, apesar dos portugueses na Venezuela constituírem uma das maiores comunidades de diáspora, nos próximos tempos serão muitos menos os portugueses que vão escolher a Venezuela como nova casa.
Um trabalho da jornalista Maria Miguel Marques. No total, há registo de 2954 mortos e quase 17 mil feridos. A ONU estima que 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.
E no Irão cumpre-se hoje o segundo dia das cerimónias fúnebres de Ali Khamenei, o antigo líder supremo iraniano, morto na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Marcam presença, Carlos Pedro, milhares de pessoas.
E também representantes de vários países, como por exemplo, da Rússia, da China e do Paquistão. A especialista em relações internacionais, Liliana Reis, sublinha que as cerimónias servem também interesses de natureza política.
Por um lado, reforçar a legitimidade interna e, pelos vistos, está a conseguir, até pela mobilização, ainda que nós não saibamos se essa mobilização é efetivamente abnegada. Depois, há também o objetivo de alimentar a narrativa do martírio, quer perante os Estados Unidos, quer perante Israel. E depois, o que me parece o mais importante, é mostrar que o Estado continua funcional e com apoio internacional.
A presença de representantes de vários países com peso na arquitetura internacional é também para Liliana Reis, um importante sinal que chega de Teerão.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades iranianas, cerca de 30 países enviaram delegações oficiais ao funeral, nomeadamente a Rússia, que se fez representar por Dmitry Medvedev. Também esteve presente o primeiro-ministro do Paquistão, delegações da Índia, da China, da Turquia e de vários Estados da Ásia Central e de África. O que me parece é que o funeral de Ali Khamenei acabou por revelar também o mapa de alianças internacionais do Irão. E isso é que provavelmente pode preocupar Donald Trump. Revela efetivamente que o Irão não está isolado.
Destaque também para o filho e sucessor de Ali Khamenei. O paradeiro permanece desconhecido, Mojtaba Khamenei não é visto em público desde o ataque que matou o pai. Terá ficado gravemente ferido, o que levanta questões sobre a respetiva saúde e sobre quem de fato assume o governo do Irão.
Mudamos de tema nesta edição das duas da tarde para falar de desporto, isto porque a seleção nacional, Carlos, realiza hoje o último treino antes do jogo com a Espanha, jogo a contar para os oitavos de final do Mundial.
Roberto Martínez e um jogador fazem mais logo a antevisão desta partida, na qual Portugal vai tentar seguir em frente no Mundial. A equipa chegou de madrugada a Dallas, no Texas, nos Estados Unidos, e foi recebida no hotel por centenas de adeptos, num clima de festa, tal como tinha acontecido em Toronto. O jogo com a Espanha está marcado para amanhã, às 20h, é para ouvir aqui na Rádio Observador, tal como a conferência de imprensa desta tarde, marcada para quando faltarem 15 minutos para as 19h. Hoje há Brasil-Noruega, às 21h, e Carlo Ancelotti, o técnico do Brasil, já sabe que não pode contar com o médio Lucas Paquetá. É baixa devido a lesão na coxa. A partida é para ser acompanhada também aqui na Rádio Observador. E atenção, porque o Brasil nunca venceu a Noruega em quatro jogos, dois empates e duas derrotas. As duas seleções não se defrontam há quase 20 anos.
Sendo que vai também haver um duelo entre Haaland e Gabriel Magalhães, conhecido pela faísca que provoca também no Campeonato Inglês. Seguimos com a seleção de Cabo Verde, que já chegou ao país depois da participação histórica no Mundial.
Os Tubarões Azuis aterraram no Aeroporto Nelson Mandela, na cidade da Praia, por volta do meio-dia. Os jogadores foram recebidos por milhares de cabo-verdianos eufóricos com a prestação da seleção do país no Campeonato do Mundo. Cabo Verde foi, recordo, eliminado pela Argentina no prolongamento dos 16 avos-de-final. Perdeu por 3×2. Despediu-se deste mundial sem vitórias, mas com empates perante as antigas campeãs do mundo, Espanha e Uruguai, e também a Arábia Saudita. Este é, de resto, um dia muito especial para os cabo-verdianos. Completam-se precisamente hoje 51 anos desde a independência do país. Já aconteceu a sessão solene comemorativa da data. Mais tarde, pelas 18h, hora de Lisboa, o presidente José Maria Neves recebe os atletas que estiveram presentes no último mundial.
Uma feliz coincidência para o povo cabo-verdiano. Falamos da seleção nacional de Cabo Verde, que aqui também fomos acompanhando na Rádio Observador ao longo dos minutos 90 e também nos bastidores, com muito entusiasmo, coração conquistado de todos nós, do mundo inteiro, creio. E neste dia da independência de Cabo Verde, vamos fechar esta edição precisamente com Tubarões. São conhecidos como Tubarões Azuis, esta equipa da seleção de Cabo Verde, mas há também uma banda muito conhecida, uma das principais bandas da música cabo-verdiana, que se chamam Os Tubarões. E vamos terminar esta edição com Josinho Cabral. Tema de fecho nesta edição das duas da tarde. O Carlos Pedro está de regresso às 14h30 com a informação atualizada. Um abraço, Carlos. Até já.
Até já, Vicente.
Tubarões, Josinho Cabral, no fecho da edição das 14h, em homenagem aos Tubarões Azuis, seleção de Cabo Verde que já chegou a casa precisamente no dia em que o país celebra 51 anos de independência.










