AfD reafirma ambição de governar a Alemanha
CLEMENS BILAN/EPA
O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) reafirmou este domingo a ambição de governar a Alemanha, após as eleições federais, que a colíder Alice Weidel acredita que serão antecipadas para 2027, em vez de serem realizadas em 2029.
Antes das eleições gerais, o partido AfD tem o objetivo de governar no leste da Alemanha, após as eleições regionais de outono, afirmou Alice Weidel, no seu breve discurso de encerramento no congresso federal realizado durante dois dias na cidade de Erfurt, no estado da Turíngia, no leste do país.“Estamos totalmente focados nas próximas eleições regionais de setembro na Saxónia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde iremos alocar os primeiros-ministros. E também em Berlim (…)”, exclamou Weidel.Nas duas primeiras regiões, Saxónia-Anhalt e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, o partido AfD lidera as intenções de voto, com 41% e 35%, respetivamente, de acordo com a última sondagem do INSA, enquanto em Berlim atingiria os 18%, atrás de A Esquerda e Os Verdes, segundo o mapa eleitoral da Infratest.
O seu colega líder, Tino Chrupalla, reeleito no dia anterior com 70,05% dos votos dos quase 600 delegados, também afirmou, no final do congresso, que o partido de extrema-direita já está a preparar as campanhas eleitorais nas três regiões.“O AfD está aqui para ganhar, e ganharemos, e governaremos”, declarou, depois de denunciar no sábado o cordão sanitário que os outros partidos alemães estão a impor a esta força e a recusa em formar uma coligação com a extrema-direita.Weidel, que foi reeleita no sábado como colíder do partido com 81,31% dos votos, afirmou que o partido participará, após as três eleições regionais, “nas eleições federais antecipadas e reivindicará o direito de governar”.No sábado, em declarações à cadeia de televisão Phoenix, Weidel disse que acredita que o chanceler alemão, Friedrich Merz, que formou um governo de conservadores e de sociais-democratas após as eleições de fevereiro de 2025, terá de dissolver em breve o executivo e convocar eleições “já no próximo ano”.
Weidel afirmou o direito da extrema-direita a governar porque, segundo ela, é “a força política mais forte”.“Somos um partido popular que conta com cerca de 30% de apoio, e somos, de longe, a força mais poderosa do leste da Alemanha”, enfatizou.Nas eleições gerais de 2025, o partido AfD ficou em segundo lugar, atrás dos conservadores, e atualmente lidera todas as sondagens a nível nacional, contabilizando entre 27% e 29% das intenções de voto.“Vamos governar. Queremos assumir responsabilidades, responsabilidades pelo nosso país, que amamos profundamente. Este país merece ser bem governado”, frisou Weidel, prometendo “reerguer” a nação.










