Lojas com História: CM Lisboa distingue 8 estabelecimentos
▲Há decisão desfavorável quanto ao reconhecimento de dois espaços comerciais
ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
A Câmara de Lisboa quer distinguir oito novos estabelecimentos como Lojas com História, tem decisão desfavorável quanto ao reconhecimento de outros dois espaços comerciais e propõe a retirada da distinção à retrosaria Marques Sequeira, por incumprimento dos critérios exigíveis.
Dos oito estabelecimentos com decisões favoráveis ao reconhecimento como Lojas com História, três localizam-se na freguesia de Santa Maria Maior, nomeadamente a loja de malas Cerimónia, o restaurante Taverna Del Rey e a Ótica Miramon, segundo a proposta da governação PSD, CDS-PP e IL, agendada para discussão na reunião privada de quarta-feira do executivo municipal.Os restaurantes Farta Brutos e Primavera do Jerónimo, ambos na Misericórdia, e o Faz Figura, em São Vicente, a mercearia Cabeceirense, no Areeiro, e o Templários Bar, em Alvalade, integram também o grupo de estabelecimentos a distinguir.A proposta para submeter a consulta pública, por 20 dias úteis, estas distinções de Lojas com História inclui ainda as decisões desfavoráveis quanto ao reconhecimento de dois estabelecimentos, designadamente a loja de artesanato Abdulla & Comp, em Arroios, e a loja de vestuário Armazéns de Paris, em Santa Maria Maior.
Outra das propostas é para a retirada da distinção ao estabelecimento Marques Sequeira, retrosaria que abriu portas em 1928 para vender tecidos na Praça da Figueira.“Em julho de 2024, a Unicâmbio: Instituições de Pagamento, S.A., proprietária do espaço onde se encontra o estabelecimento Marques Sequeira, Lda., requereu a retirada da distinção Loja com História a este estabelecimento”, lê-se na proposta subscrita pelos vereadores da Economia e Cultura, Diogo Moura (CDS-PP), e do Urbanismo, Vasco Moreira Rato (independente eleito pelo PSD), e a que a agência Lusa teve esta segunda-feira acesso.De acordo com a proposta, após esse requerimento foi feita uma reavaliação da distinção atribuída, em que foram identificadas “diversas irregularidades”, com o incumprimento dos critérios exigíveis para a manutenção do reconhecimento como Lojas com História, tendo o estabelecimento Marques Sequeira sido notificado, em fevereiro de 2025, para resolver os problemas.No entanto, “nenhuma das irregularidades foi sanada”, pelo que o estabelecimento acabou por ser notificado da proposta de retirada da distinção, mas não se pronunciou.
O grupo de trabalho do programa municipal Lojas com História realizou visitas ao estabelecimento, verificando que se encontra “descaracterizado”, sem evidências de espólio material e documental e sem parte do mobiliário identificado nos critérios considerados para a distinção, bem como “parcialmente encerrado, apenas a sala de entrada do estabelecimento se encontra em atividade”, com quantidade reduzida de mercadoria e com iluminação insuficiente.Nessa reunião, o executivo vai também ratificar a intervenção urgente de estabilização do talude entre a Rua Damasceno Monteiro e a Travessa das Terras do Monte, atribuída à empresa ANCORPOR: Geotecnia e Fundações, por 2,1 milhões de euros (ME), acrescidos de IVA, com o prazo de execução de sete meses, entre 1 de junho e 31 de dezembro deste ano, segundo a proposta da vereadora de Planeamento do Espaço Público, Joana Baptista (independente eleita pelo PSD).Com execução imediata, esta obra responde ao deslizamento de terras neste talude, ocorrido em fevereiro, na sequência do mau tempo, e que obrigou à retirada de sete pessoas de três edifícios da Rua Damasceno Monteiro, como “medida preventiva e por precaução”.Outra das propostas é para aprovar um acréscimo de 1,4 ME (IVA incluído) à empreitada dos túneis de drenagem, para “trabalhos complementares”, modificando o contrato celebrado em abril de 2021, com o consórcio “MEEC/SPIE: Túneis de Drenagem de Lisboa”, constituído pela Mota-Engil, SA e pela Spie Batignolles International: Sucursal em Portugal, pelo montante global de 140,8 milhões de euros.









