As notícias das 2h
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Oliveira. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Começamos com António José Seguro, presidente da República, envia as condolências às famílias dos seis portugueses e lusodescendentes que morreram na sequência dos sismos na Venezuela. São quatro portugueses e dois lusodescendentes, o número confirmado à Rádio Observador por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entretanto, o presidente da República confirmou também este balanço provisório e enviou as condolências às famílias das vítimas.
Lamentamos muito essa situação, estas mortes. Expresso as condolências às famílias que estão enlutadas e desejamos todos que os contactos que estão a ser estabelecidos com as pessoas que ainda não foi possível contactar, nos tragam a todos boas notícias.
António José Seguro, em declarações aos jornalistas em Miami para assistir ao jogo da seleção portuguesa. Há ainda mais de 50 portugueses desaparecidos, número que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, antecipa que pode vir a subir. Por enquanto, na Venezuela, o número oficial de vítimas mortais é 188. Há também mais de 1500 feridos. Desde os dois abalos sísmicos de ontem, a Venezuela já registou mais de 135 réplicas, como dá conta o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.
“Este é o maior abalo que o nosso país viveu nos últimos 30 anos. Depois dos fortes sismos de ontem às 18h, com magnitudes de 7,5 e 7,2, tivemos até à meia-dia de hoje 138 réplicas”.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, a realçar também que esta é a catástrofe natural mais grave das últimas três décadas. Quanto aos aeroportos do país, estão quase todos operacionais. Só o de Caracas é que está encerrado. A notícia é avançada pela agência EF, que cita a presidente da Associação de Companhias Aéreas da Venezuela. Portugal é um dos oito países europeus que vai enviar ajuda para a Venezuela. O presidente da República confirma ter recebido do governo a informação de que o apoio à Venezuela está a ser preparado para chegar ao país o mais depressa possível.
A informação que eu recebi do governo, que é o governo que tem essa responsabilidade, é que está tudo a ser preparado e no mais curto espaço de tempo, para que o apoio possa chegar à Venezuela rapidamente. E por isso todos os esforços que possam ser feitos neste momento, são esforços bem-vindos. Todo o apoio, toda a ajuda que todos os Estados possam neste momento dar à Venezuela. O que nós desejamos é boas notícias e eu deixo esta palavra de solidariedade e de esperança às famílias portuguesas.
Ainda antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, explicava que o processo está a ser coordenado entre vários ministérios.
Quer o Ministério da Defesa, através da Força Aérea, quer o Ministério da Administração Interna, quer o Ministério da Saúde e com a coordenação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, nós estamos a tudo fazer para que esse voo saia o mais depressa possível.
O que é que isso quer dizer?
Isso pode ser durante esta madrugada, pode ser só amanhã de manhã. É preciso ver que temos, desde logo, uma coordenação também com outros países europeus que estão a enviar as suas equipas e com as autoridades venezuelanas e com a disponibilidade de voos.
Paulo Rangel, em entrevista à RTP. Além de Portugal, também Espanha, Itália, República Checa, França, Alemanha, Luxemburgo e Países Baixos vão enviar ajuda imediata para a Venezuela. A informação foi avançada pela presidente da Comissão Europeia na rede social X. Também o presidente do Brasil já garantiu ajuda à Venezuela no X. Lula da Silva avançou que vão enviar uma equipa de resgate e equipamentos de ajuda humanitária. Na política nacional, foi aprovada de forma definitiva a criação da Prestação Social Única. A AD votou a favor, o PS e a Iniciativa Liberal abstiveram-se. Já o Chega e a restante esquerda votaram contra. No final da votação, o Partido Socialista justificou a viabilização com as mudanças que tornaram a proposta mais humanista.
Não votámos a favor. Não votámos a favor porque é uma autorização legislativa, porque o processo legislativo merecia ter tido mais espaço, mais tempo. Mas com esta autorização legislativa, com esta proposta de lei, foi salvaguardado o essencial da proteção daqueles que precisam de políticas de inclusão. O combate à pobreza está presente neste documento. O humanismo está presente neste documento final.
Eurico Brilhante Dias, o líder parlamentar do PS, perante o Chega, que critica a falta de critérios de rigor nesta proposta.
Aquilo que o Chega queria era simples: para além de, obviamente, quem é imigrante e vem para Portugal, tem que descontar antes de ter acesso a apoios sociais. Cinco anos, tal como acontece em Itália, cinco anos, tal como acontece na Alemanha e aliás, na Dinamarca são nove anos. E eu pergunto-me: será Portugal um país mais rico do que algum destes três que eu mencionei?
Cristina Rodrigues, deputada do Chega no Parlamento. Já o líder da bancada do PSD, Hugo Soares, diz que o partido tentou negociar com todos e até ao fim.
Conversamos, negociamos e dialogamos com os partidos com representatividade parlamentar, designadamente com os dois que podiam constituir a maioria necessária para que acontecesse aquilo que hoje aconteceu, que foi a aprovação da Prestação Social Única. Não tenho, quero dizer, nenhuma razão de deslealdade em nenhum dos diálogos. Foi possível chegar a um acordo com o Partido Socialista, ainda bem, não foi com o Chega.
As reações dos partidos à aprovação da Prestação Social Única. Na atualidade internacional, o secretário de Estado norte-americano diz que Israel e o Líbano estão próximos de um acordo. Isto numa altura em que os dois países estão reunidos em Washington para uma ronda de negociações de paz. E vamos ainda ao Campeonato do Mundo. Estão fechadas as contas dos grupos F e E. Os Países Baixos venceram a Tunísia por 3×1. Já o Japão e a Suécia empataram. No grupo F, Países Baixos avançam então para os 16 avos em primeiro lugar, o Japão em segundo. A Suécia fica, portanto, em dúvida e a Tunísia fica eliminada. Ainda antes ficou também decidido o grupo E. A Alemanha perdeu contra o Equador por 2×1. A Costa do Marfim derrotou Curaçao por 2×0. Com este resultado, os alemães terminam em primeiro lugar do grupo e seguem para a próxima fase, juntamente com a Costa do Marfim, que conclui o grupo no segundo lugar, com os mesmos pontos que os alemães, mas com uma derrota no confronto direto. Já o Equador fica com quatro pontos e posiciona-se como um dos melhores terceiros qualificados. A estreante Ilha do Curaçao diz assim: “Então adeus ao Mundial de Futebol”. Ponto final neste jornal das 02:00. A informação está de volta às 02:30.










