As notícias das 19h
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Jornal das 7, com Luís Soares. O número de vítimas mortais em consequência dos dois sismos na Venezuela subiu para 920. Também o número de vítimas mortais entre portugueses e lusodescendentes subiu para 28.
Um número confirmado pelo presidente da Assembleia Nacional Venezuelana. A última atualização, ao início da tarde de hoje, dava conta de 600 vítimas mortais, em consequência dos dois sismos. São agora 920. Há também mais de 3300 feridos. Entre os mortos estão 28 portugueses e lusodescendentes. O novo ponto de situação foi feito há instantes pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio de Sousa.
Acabámos de receber essa informação dos nossos serviços na Venezuela, de que o número de mortos, de portugueses e lusodescendentes, é de 28 neste momento e 85 que estão incontatáveis, desaparecidos.
Em vários locais da Venezuela?
Com certeza. Há sítios mais críticos, mas são em vários locais onde o sismo foi mais forte.
Declarações do Secretário de Estado das Comunidades na Base Aérea de Beja, antes da partida de dois aviões da Força Aérea Portuguesa, que transportam um total de 64 pessoas para prestar ajuda na Venezuela. Vão partir ainda esta tarde. Emídio de Sousa adianta também que a missão portuguesa vai começar a trabalhar com a máxima urgência.
Agora vão voar, vão chegar lá amanhã de manhãzinha. Penso que vão entrar imediatamente em campo. Ainda estão naquilo que consideramos o período de tempo em que poderão encontrar pessoas que sobreviveram nesse ponto. É uma probabilidade muito elevada. Portanto, máxima urgência e máxima velocidade para lá chegar.
O Secretário de Estado das Comunidades, em declarações aos jornalistas em Beja, junto ao avião militar que vai transportar a equipa portuguesa, que vai participar nas operações de busca e salvamento na Venezuela. Emídio de Sousa explica ainda que para já estão planeados 10 dias de missão, mas a duração pode ser prolongada, se assim se justificar. Os dois aviões vão partir entre as 19h30 e as 20h da noite de hoje. Seguem ainda a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas.
E os tripulantes da TAP que ficaram retidos em Caracas no dia dos sismos vão regressar a Portugal com a ajuda de Espanha.
O Ministério da Defesa Espanhola anunciou que retirou 11 cidadãos portugueses que estavam em território venezuelano para a República Dominicana. O Secretário de Estado das Comunidades, Emídio de Sousa, explica que são os tripulantes da TAP que vão regressar precisamente com a ajuda espanhola.
Não há repatriamentos. O que se passa é que tínhamos uma tripulação da TAP que estava retida em Caracas, porque o hotel onde estava colapsou. Tinham lá os seus bens, precisavam de regressar a Portugal. Nós conversámos com os espanhóis e eles já devem estar a caminho. Eles já chegaram. Vêm, de facto, num voo da Força Aérea da Espanha. Nós conseguimos com que eles viessem. Amanhã também é provável que venham alguns de uma empresa de uma companhia aérea portuguesa, que estão lá também retidos. Portanto, neste momento há uma grande conjugação de esforços.
Emídio de Sousa, que acaba de atualizar essa informação de 28 mortos entre os portugueses e lusodescendentes na Venezuela. Há também 85 desaparecidos.
E no plano político, por cá, o Chega vai pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização da Prestação Social Única.
O líder do partido admite que o pedido seja feito ainda antes de a lei entrar em vigor. Se tal não for possível, admite exigir uma fiscalização sucessiva ao diploma, que foi aprovado ontem com os votos a favor do PSD e do PS. André Ventura explica que avança por considerar inconstitucional que pessoas com elevada incapacidade por doença tenham de fazer trabalho social.
Sem querer aqui fazer nenhuma espécie de bloqueio, esta é uma questão de fundo desta legislação. O Chega vai, por isso, pedir, caso não seja possível antes, logo que entre em vigor a legislação, a sua fiscalização abstrata sucessiva ao Tribunal Constitucional nesta questão específica da obrigatoriedade de doentes com cancro, portugueses, serem obrigados a trabalhar para receberem subsídios em Portugal.
Anúncio feito por André Ventura numa conferência de imprensa na sede do partido, a dar conta da intenção do Chega de pedir a fiscalização da Prestação Social Única, que foi aprovada na generalidade e em votação final global no dia de ontem. O Chega votou contra, o PSD e o PS votaram a favor.
A ministra do Trabalho considera que a versão final da PSU, a Prestação Social Única aprovada com o PS, é a mesma que o governo defendia.
Em entrevista ao Observador, Maria do Rosário Palma Ramalho garante que não há alterações, por exemplo, no que diz respeito ao incentivo ao trabalho, a obrigatoriedade mantém-se.
O atual RSI prevê que haja uma coisa chamada contrato. E, portanto, este contrato faz depender da vontade do contraente, aqui do beneficiário, estar disponível ou não para estas coisas. E este contrato desaparece.
Significa que se o técnico impuser determinada coisa, ele terá de fazer.
E não haver fundamento para dispensar.
E por isso é que para o governo a obrigatoriedade se mantém, é isso?
Se mantém. Sem dúvida. E assim terá que ser. Assim como se não for cumprida uma daquelas atividades por uma razão injustificável e grave, se perde o direito à prestação. Na verdade, o que nos separava aqui, julgo eu, do Partido Socialista, era mais semântica.
É toda uma questão de semântica, explica a Ministra do Trabalho nesta entrevista ao Observador. Admite também que André Ventura pode ter sido mal informado, diz Maria do Rosário Palma Ramalho, que nunca discutiu com o líder do Chega a descida da idade da reforma. A ministra, nesta entrevista, admite que André Ventura possa ter sido mal informado pelas deputadas que negociaram esta legislação.
Nunca negociei com o doutor André Ventura. Sempre negociei com a sua equipa, com três deputadas, mais precisamente, e foi uma negociação muito séria, muito fair, que eu tenho aqui que referir como uma negociação muito positiva. E só negociámos as matérias laborais, porque era só para essas que eu tinha sido mandatada. Relativamente aos trabalhadores portuários, o que negociámos foi uma questão diferente, que foi a questão do subsídio.
E aí estava disposta a admitir esse subsídio?
Sim, nós considerámos, efetivamente, essa hipótese.
Então André Ventura mentiu.
Ou foi mal informado pela sua equipa, não sei.
Entrevista da Ministra do Trabalho ao Observador, na qual defende que o governo deve voltar à reforma laboral o mais depressa possível, embora admita que é preciso primeiro fazer uma avaliação política com o primeiro-ministro.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 26 de junho.
A começar com a antevisão do jogo de amanhã de Portugal frente à Colômbia, a contar para a terceira jornada da fase de grupos do Mundial de Futebol. O selecionador português desvaloriza o cancelamento do treino de ontem devido ao mau tempo. Roberto Martínez diz que Portugal está a preparar a partida desde o mês de março. Ora, na antevisão ao terceiro e último jogo da fase de grupos, o selecionador diz acreditar que os jogadores portugueses estão prontos, apesar dos treinos adiados.
Os jogadores estão preparados para o aspecto físico e o desafio de jogar na relva, que é uma relva diferente, a relva que não jogamos na Europa, e tudo aquilo que preparamos foi preparado desde o primeiro dia que chegamos aos Estados Unidos. Então, é o contrário. Se há um jogo que tivemos tempo para preparar, foi este.
Roberto Martínez realça também o aspecto psicológico das partidas do Campeonato do Mundo. Acredita que Portugal vai jogar amanhã no ambiente mais hostil, uma vez que a cidade de Miami tem maior presença de adeptos colombianos.
No Mundial é muito importante e nós controlamos as emoções muito bem. Amanhã precisamos de fazer isso. Provavelmente, é o primeiro jogo neste mundial que jogamos fora de casa. Aqui em Miami, há um número muito elevado de adeptos a torcer pela Colômbia, então também é um bom desafio para nós.
Roberto Martínez numa conferência de imprensa marcada por momento insólito, quando se preparava para responder a uma das perguntas, ouviu-se música na sala de imprensa. O selecionador ainda brincou com a situação e até pediu que se ouvisse música de artistas portugueses. Donald Trump afirma que os ataques do Irão a navios no Estreito de Ormuz são uma violação insensata do cessar-fogo. Numa publicação na rede social Truth, o presidente norte-americano acusa o regime iraniano de ter lançado quatro drones de ataque contra navios que cruzavam o Estreito de Ormuz. Segundo Donald Trump, um dos drones terá atingido o convés superior de um navio cargueiro, tendo os Estados Unidos conseguido abater os outros três drones. O regime de Teerão não reivindicou a autoria do ataque, mas a administração norte-americana garante que os drones eram iranianos. Este é o primeiro ataque desde que os Estados Unidos e o Irão acordaram trabalhar para chegar a um acordo de paz. Em jeito de sugestão para o fim de semana, Ricardo, a partir de amanhã, vai ser possível aproveitar melhor a Tapada de Monserrate, em Sintra.
Em dias de calor, Sintra é sempre um bom refúgio. As obras já acabaram?
É verdade. Um bom local para se refrescar, para passear, porque amanhã inclusive são inaugurados três novos percursos temáticos na Tapada de Monserrate, em Sintra, que decorrem de uma requalificação do espaço no valor de €450 mil. A inauguração está marcada para as 11h00, junto à lagoa, com uma caminhada de cerca de hora e meia.
E depois durante o dia?
Durante o dia vai ser possível usufruir desses três novos trajetos no parque, um deles centrado na floresta, outro na água, um outro mais virado para a atividade física. Há ainda, a partir das 15h00, um open day na Quintinha de Monserrate, assim como ações de voluntariado para combater as espécies invasoras.
Monserrate é um sítio mágico. Em Sintra fica a proposta e o Luís Soares vai regressar às 19h30.









