CIÊNCIA

Sismo na Venezuela: autoridades retiram pessoas de edifícios

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As autoridades venezuelanas retiraram esta sexta-feira preventivamente dezenas de residentes de vários edifícios de El Paraíso, oeste de Caracas, disseram à Lusa cidadãos portugueses.“Aqui, na Avenida de Las Fuentes, ruiu o edifício San Judas Tadeu. Vários edifícios apresentam danos nas paredes e em outras estruturas. Equipas da Proteção Civil e dos bombeiros estão a inspecionar os prédios”, disse Manuel Freitas.Segundo o comerciante, dezenas de pessoas foram já enviadas para alojamentos temporários.“Fala-se de Chacao [no leste, onde desmoronaram 3 edifícios] e de São Bernardino [centro, onde colapsou um edifício], mas aqui também ruiu um edifício e vários deles estão visivelmente danificados”, frisou Manuel Freitas, lembrando que vivem muitos portugueses em El Paraíso.
Por outro lado, em Higuerote [120 quilómetros a leste de Caracas], onde residem centenas de portugueses, as autoridades locais instalaram esta sexta-feira o Estado Maior de Emergência, com a Câmara Municipal de Brión a ativar ações de prevenção em coordenação com os bombeiros locais.“Os bombeiros estão a inspecionar os edifícios para ver se estão seguros para as pessoas continuarem a viver ou a estar. E, de momento, apenas um edifício propriedade de vários portugueses foi classificado como inseguro e vai ser declarado inabitável”, contou, por sua vez, Marta Anuel.A cidadã explicou que em Higuerote continua a haver dificuldades nas telecomunicações, que a internet está a falhar e que esta sexta-feira estiveram várias horas sem eletricidade.Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 28 portugueses e lusodescendentes, e outros 85 estão desaparecidos.Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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