Polestar corrida dos EUA devido a proximidade com China
A Polestar foi informada pela Agẽncia da Indústria e Segurança, integrada no Departamento de Comércio norte-americano, que seria impedida de vender todo os seus veículos nos EUA a partir do “model year” 2027, que começa a ser comercializado ainda antes do final de 2026. Em causa está uma legislação aprovada no final do mandato do Presidente Biden que visava especificamente produtos com tecnologia e software oriundos da China e da Rússia, se bem que em termos de veículos dificilmente poderão ter como origem este último país. A Polestar foi a primeira vítima desta legislação.
A legislação norte-americana, conhecida como Regra dos Veículos Conectados, impede a comercialização no país de modelos capazes de recolher informações através das câmaras e sensores que utiliza para fazer funcionar os seus sistemas de ajuda à condução. Em causa está a possibilidade destes modelos serem utilizados para espionagem, ciberataques ou manipulação remota de veículos, em favor dos países que os EUA consideram adversários de risco, como é o caso da China e da Rússia.A Polestar pertence maioritariamente ao grupo chinês Geely, um dos mais conceituados consórcios chineses privados, sem presença do Estado chinês, o que nem assim evitou que a Polestar caísse sob a alçada das autoridades norte-americanas. Curiosamente, quando os EUA emitiram a proibição de venda para a Polestar, emitiram igualmente uma segunda acção para banir a Volvo, igualmente pertença da Geely, controlada pelo chinês Li Shufu, mas depois reconsiderar e permitiram a excepção. Certamente por a Volvo possuir uma fábrica na Carolina do Sul, de onde saem, entre outros, o topo de gama EX90 e… o Polestar 3.A China dificilmente se poderá queixar deste tipo de abordagem por parte dos americanos, uma vez que o ataque aos veículos conectados foi iniciado pelo Governo chinês, quando impediu todos os seus cidadãos com ligações ao Governo, aos militares ou aos seus fornecedores, de adquirirem ou circularem em veículos da Tesla, inclusivamente os Model 3 fabricados na China. A situação foi ultrapassada com a Tesla a deixar de utilizar os servidores que possui nos EUA para armazenar as imagens e informações recolhidas por Model 3 na China, passando a armazená-las outros que criou na China especificamente para esse efeito.










