A Bélgica sabe que os golos são o mais importante do futebol
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Estamos de volta para essa crônica do Nova Zelândia frente à Bélgica. Comigo está o João Lourenço. Começamos então por essa pérola.
Uma pérola que se destacou como um joker durante toda a temporada ao serviço do Arsenal, ao serviço dos vice-campeões da Europa e ao serviço dos grandes campeões da prova da liga britânica. Estou a falar do Leandro Trossard, que é uma espécie de super joker, porque muitas vezes arranca a partir do banco, neste caso, do Arsenal, mas que esta noite em Vancouver arranca logo a titular com a camisola 10, o sucessor de Eden Hazard na seleção belga e faz uma exibição muito lutadora, acho que é a melhor forma de descrever, muito assertiva, com dois gols, com um deles de belo efeito. Ganha um pênalti, inclusive, que depois a videoarbitragem veio a reverter, e bem, diga-se. No entanto, acho que o Leandro Trossard pode ganhar aqui um grande papel de destaque na seleção belga. Não tem os nomes de antigamente. Falei agora do Hazard. Podemos falar de um Kevin De Bruyne, que hoje também fez uma grande partida, mas já tem a sua idade. Falamos de um Lukaku, que hoje também faz um gol. Mas, mais uma vez, é uma seleção que a idade do seu prime, a sua melhor forma, certamente já não estará nos dias de hoje. O Leandro Trossard que, por exemplo, nesta temporada ao serviço do Arsenal e contando, por exemplo, só com a Premier League, teve seis gols e seis assistências. Na época 24/25, teve oito gols e sete assistências, ou seja, é um jogador que partindo do banco traz essa confiança e essa fiabilidade que qualquer treinador gostaria de ter. Rudi Garcia apostou em Leandro Trossard para titular e teve proveito.
Já ouvimos a pérola, agora quero saber o joker.
King Kev. É uma expressão usada pelos adeptos do Manchester City. Kevin De Bruyne é, para mim, e salvo melhor opinião, o melhor ou mesmo um dos melhores jogadores da última década da Premier League. Mais influente, mais clutch, é uma expressão agora, lá estou eu com os estrangeirismos, peço desculpa, mais decisivo, mais eficaz. Auxiliado, certamente, por um dos melhores treinadores de todos os tempos. Auxiliado também por uma das melhores equipes de todos os tempos, no que toca, neste caso, à Premier League. Kevin De Bruyne, que se transferiu para o Nápoles, mas que certamente não vai perder os traços de grande jogador, de enorme atleta que é. Kevin De Bruyne, inclusive há aqui páginas de futebol que até o dão como melhor pontuação, que o Trossard. Ele começa a titular, sai ao minuto 72, e dão-o acima de tudo como homem do jogo. Eu não dou. Dou ao Trossard acima de tudo pela eficácia, mas o Kevin De Bruyne tem uma eficácia de passe enorme. É um grande jogador, é um jogador de extrema qualidade, de uma perícia, de uma eficácia, de uma visão de jogo que é de admirar. Dir-te-ei o que quem tem Kevin De Bruyne, apesar da idade, e neste momento o atleta belga já tem 34 anos, mas dir-te-ei com toda a franqueza. Quem tem Kevin De Bruyne na equipa está sujeito a ficar mais perto da vitória.
E esse terá sido um jogador que colaborou para o fechar desta sentença ou não? Não sei qual é a tua sentença para esta partida.
As minhas sentenças agora é sempre muito olhar para os 16 avos de final. Certo, é inevitável. Mas o Kevin De Bruyne certamente ajudou a Bélgica a traçar um caminho que, como referíamos ao início da jornada, estava no segundo lugar. Iria enfrentar, por exemplo, a Austrália, não seria um adversário totalmente desfavorável à equipa de Rudi Garcia, mas agora fica a aguardar por esse desfecho dos terceiros melhores classificados. E depois, para se ter aqui uma noção, a Bélgica, depois de possivelmente ultrapassar esse desafio dos 16 avos de final, a primeira vez que há estes 16 avos de final, tem encontro nos oitavos de final ou com os Estados Unidos ou com Bósnia. De repente, está aqui uma janela muito interessante para a Bélgica subir muitos patamares e quem sabe chegar, direi eu, às meias-finais. Logo se vê.
E para fechar, a mentira.
Falta de alguma competitividade da Nova Zelândia. A equipa da Oceania teve bons índices desportivos e competitivos na primeira partida frente ao Irão. Recordar que até foi um dos jogos, direi eu, mais interessantes que assisti deste Campeonato do Mundo, um empate a dois frente à seleção iraniana. Não me apareceu grandes sinais de competitividade, não sei se de algum cansaço, de alguma desconcentração por parte da equipa da Nova Zelândia. Tem na sua figura principal Chris Wood, mas hoje quem marcou até foi o Elijah Just, que também fez um bom jogo nessa primeira partida frente à seleção do Irão. Um gol que surgiu tarde, apenas surgiu ao minuto 84. Fica de fora, fica eliminado deste Campeonato do Mundo. Muita coisa para melhorar nos próximos anos para esta equipa.
Está feita a crônica deste Nova Zelândia-Bélgica. Foi da autoria do sempre atento João Lourenço.










