Percurso "imaculado" levou Benfica a título
TIAGO PETINGA/LUSA
O internacional português João Rodrigues manifestou-se este sábado orgulhoso pelo campeonato “imaculado” que conduziu o Benfica ao título nacional de hóquei em patins, num percurso sem derrotas em toda a competição, que classificou de “inacreditável”.
“Conseguimos, finalmente, fazer um campeonato imaculado, sem derrotas, e um percurso inacreditável, tendo em conta que o campeonato português é o melhor do mundo, tem aqui grande parte dos melhores jogadores do mundo e acho que isso ainda valoriza mais a nossa conquista e o nosso feito. Estamos muito felizes por poder recolocar o Benfica na rota dos títulos”, expressou o atacante benfiquista, em entrevista à Lusa.João Rodrigues revelou-se um elemento determinante para a conquista do título, com três golos apontados na final da competição, dois deles no jogo 3, que decidiu o campeonato e permitiu que as ‘águias’ erguessem o troféu e que equiparou em termos de importância.“Honestamente, não sei se o primeiro foi o mais importante, foi claramente importante, mas não só este, não sei se o terceiro é tão ou mais importante. Não sei se é o primeiro ou o terceiro [qual o mais importante] — no primeiro, passámos para a frente do resultado numa primeira parte em que se calhar foi a nossa pior em toda a final”, analisou, ainda indeciso.
João Rodrigues recordou que, apesar de o Benfica ter vencido a final perante o Sporting com um pleno de vitórias, o último jogo revelou “ansiedade”, momentos de dificuldade, mas os dois golos apontados no último minuto da primeira parte permitiram desbloquear a vitória e a conquista pela qual tanto ansiavam.“Acho que não fizemos uma boa primeira parte no terceiro jogo, talvez pela ansiedade de querer ganhar e oferecer a vitória aos nossos adeptos, passámos por uma situação de dificuldade numérica e o Sporting teve duas situações para marcar e conseguimos marcar, o que de certa forma desbloqueou a equipa. Ao intervalo estamos a ganhar 2-0, com dois golos no último minuto e acho que esse foi um momento muito importante para fecharmos esta final”, declarou.João Rodrigues, de 35 anos, não escondeu a sua alegria pela época muito bem conseguida em termos individuais, com um somatório de 50 golos em todas as competições, que atribuiu, em grande parte, à “experiência” que acumula.“A experiência dá-nos muita coisa, faz-nos saber estar nestes momentos e saber que vão haver momentos altos e baixos, que nem sempre vamos estar fisicamente nas melhores condições, mas a cabeça é que manda nisto tudo. A experiência dá-nos isso e, acima de tudo, também tem o dever de ajudar os mais jovens a enfrentar estes momentos, porque eles são novos”, salientou o hoquista, com vasto palmarés nacional e internacional ao nível de clubes e seleções.
O campeão europeu e mundial por Portugal, entre várias conquistas de realce, transmitiu ainda que a sua maturidade, partilhada com outros companheiros de equipa, como Diogo Rafael e Lucas Ordóñez, que deixarão a Luz em final de contrato, contribuiu sobremaneira para que os elementos mais jovens estivessem mentalmente à altura das exigências.“Era a primeira vez que o Viti tinha a possibilidade de ser campeão nacional, o Zé Miranda nunca tinha sido campeão nacional… a experiência, não só a minha, mas também de todos os meus colegas mais experientes, tem este dever de ajudar, não só dentro de pista mas também fora porque já nos encontrámos com situações semelhantes várias vezes e estamos naturalmente mais bem preparados. É sempre natural haver ansiedade nestes momentos”, identificou.









