22h. Venezuela. Starlink oferece comunicações gratuitas
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As notícias são 10:01. Jornal com a jornalista Beatriz Félix e subiu para 53 o número de portugueses ou lusodescendentes mortos na sequência dos sismos que afetaram o país da Venezuela.
É o que revela o novo balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, agora com mais dois mortos do que no último. Dos 53 mortos agora a contabilizar, 46 são lusodescendentes, seis são portugueses e um com nacionalidade portuguesa por casamento. Deste número, 45 são adultos, a contar oito crianças. No total, as mortes já ultrapassam as 1400.
A Starlink está a oferecer comunicações gratuitas aos clientes das principais operadoras venezuelanas.
A empresa de Elon Musk fornece sem qualquer custo serviços de internet nas regiões mais afetadas pelos sismos, especialmente na região de La Guaira. Através de uma publicação na rede social X, a Starlink anunciou que os clientes da Movistar, uma das maiores empresas de telecomunicações da Venezuela, já têm comunicações gratuitas. A empresa de Musk diz que continua também a trabalhar no sentido de alargar o mais rapidamente possível esta oferta da gratuitidade de comunicações aos clientes da Digitell e da Mobilnet, que são outras duas principais empresas de telecomunicações da Venezuela.
Ainda na atualidade internacional, o Irão esteve ausente das negociações deste domingo, depois dos ataques dos Estados Unidos no estreito de Ormuz.
Tratava-se de uma nova ronda de negociações técnicas ao abrigo de um memorando de entendimento com os Estados Unidos. Segundo a Reuters, uma fonte iraniana explicou que além dos ataques dos últimos dias, o facto de haver condições ainda por cumprir levou também o Irão a não participar nas negociações deste domingo. Ainda assim, Estados Unidos e Irão já concordaram em voltar a interromper os ataques e sentar-se novamente à mesa das negociações desta semana. É o que noticia o portal Axios. As negociações em torno da questão nuclear deviam estar a decorrer na Suíça este fim de semana, mas tal como foi dito, não foram retomadas na sequência dos ataques trocados entre os dois países nos últimos dois dias.
E na política nacional, José Luís Carneiro reitera, só o Partido Socialista é a alternativa ao que chama de namoro entre a AD e o Chega e reclama vitória na reforma laboral e na PSU.
Reforma laboral e PSU foram dois documentos levados ao Parlamento pelo governo, em que o voto do PS acabou por ser decisivo. Num dos casos, o da reforma laboral, para o chumbo do pacote, já no outro, a Prestação Social Única, no sentido de aprovar esta proposta. Ambos os casos, garante o secretário-geral do PS, são prova da influência dos socialistas na vida dos trabalhadores e das famílias portuguesas.
Nos últimos dias, depois de meses de trabalho persistente, fomos capazes de travar duas medidas profundamente injustas, profundamente desumanas: a contrarreforma laboral e a Prestação Social Única. Foi uma vitória do Partido Socialista, foi uma vitória do PS, mas foi uma vitória dos 5.334.700 trabalhadores.
O líder do PS, no arranque da Comissão Nacional do partido, garante que o governo não está a conseguir dar resposta aos problemas de saúde e da habitação por causa da aproximação ao partido de André Ventura.
O governo tem de ser capaz de dar resposta a estas prioridades, em vez de andar em manobras ideológicas com o partido da extrema-direita. A AD ganhou as eleições prometendo facilitar a vida das pessoas. Dois anos depois, o que é que nós encontramos? Mais dificuldades, mais espera, mais insegurança, dois anos perdidos, dois anos a falhar. Senhor primeiro-ministro Luís Montenegro, tire a cabeça da areia. O seu governo não está a funcionar.
Declarações de José Luís Carneiro na abertura da Comissão Nacional do PS, no dia em que ficou assinalado um ano da primeira eleição para a liderança socialista.
E o PCP afirma que o PS deu a mão a um governo derrotado e isolado para salvar a Prestação Social Única.
E foi depois de terminada a reunião do comitê central do partido que Paulo Raimundo acusou os socialistas de darem cobertura ao Executivo de Montenegro, um Executivo derrotado e isolado, a quem o PS estendeu a mão, mas sem ser capaz de resolver o problema da PSU. Raimundo recusa-se também a ceder ao PS qualquer tipo de mérito pela queda da reforma laboral, porque diz que essa vitória pertence aos trabalhadores e deixa um aviso: se o governo tentar voltar à carga com o mesmo pacote laboral, pode esperar unidade e rejeição dos trabalhadores.
Já André Ventura avisa que a aproximação dos partidos do governo ao PS tem consequências.
Foram declarações do líder do Chega sobre a votação da reapreciação do decreto sobre a perda de nacionalidade. Uma votação que só vai acontecer na próxima sexta-feira no Parlamento, mas, na televisão, André Ventura espera do PSD e do CDS uma tomada firme de posição.
O que eu espero é que o PSD e o CDS não deixem passar a oportunidade de assumirmos, na sexta-feira, uma coisa que nos comprometemos, que é: quem vem para Portugal, adquire a nacionalidade portuguesa e comete crimes com essa nacionalidade, deve perdê-la. Isto não parece ser nem desumano, nem injusto. Nós damos um benefício a uma pessoa que vem de fora, obtém a nacionalidade através de um processo. O que nós propusemos na nossa lei é que se cometer um crime de violação, de terrorismo, de homicídio, perde essa nacionalidade, se tiver outra nacionalidade, evidentemente. Isto parece-me do mais justo que há. Se o PSD e o CDS também mudarem nisso, significa que se estão a aproximar mais do Partido Socialista do que daquilo que é a visão do Chega. E isso, obviamente, tem consequências.
André Ventura defende a perda de nacionalidade para cidadãos estrangeiros que cometam crimes graves. Diz que se PSD e CDS mudarem de opinião, estão a aproximar-se do Partido Socialista e sublinha que tudo aquilo que for feito pelos partidos que compõem o governo será avaliado quando chegar o momento do Orçamento de Estado para o próximo ano.
E Beatriz, vem aí novamente muito calor.
É já na semana que entra agora, a partir de quinta-feira, a nova onda de calor a passar por Portugal, já de olhos postos nesses dias quentes. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou sob aviso amarelo cinco distritos do interior do país, já a partir de amanhã. São eles Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, que esperam temperaturas máximas até aos 37 graus. Também a partir de terça-feira, este aviso vai estender-se aos distritos de Bragança e Vila Real. No dia seguinte, todo o território continental está sob aviso amarelo.
E a fechar, o Benfica bicampeão nacional de futsal venceu o Sporting em casa por 4×3.
No Pavilhão da Luz, as Águias conseguiram levar a melhor. Desde 2008 que não conseguiam levar a taça, mas agora, 18 anos depois, o Benfica é bicampeão e a jogar em casa. Do lado da equipe vencedora, gols de Leo Giel, André Coelho, Silvestre e Cocchi. Já do lado do Sporting, a equipe derrotada, Diogo Santos, Silvestre e Tomás Passó foram os autores dos três gols do Sporting contra os quatro vencedores do Benfica. Agora, no Pavilhão da Luz, a festa faz-se de vermelho e branco.
E fechamos assim o jornal das 10:00, edição da jornalista Beatriz Félix está de regresso às 10:30. Até já.








