Lufthansa: "Somos o melhor parceiro para a TAP"
▲O CEO do grupo de aviação alemão está confiante que a TAP será a melhor parceira para a companhia alemã
JOSÉ COELHO/LUSA
O diretor da Lufthansa refere-se não apenas à unidade industrial em construção na Feira, mas também ao lançamento, esta segunda-feira, da Help Alliance Portugal, que é a primeira organização de cariz social que o grupo lança fora da Alemanha, e ainda à eventual criação de uma escola de pilotos em território luso, hipótese já apoiada pelo Governo português — e que ficaria sob tutela da Força Aérea Alemã, embora também aberta à formação de profissionais de outros países aliados.
“A aviação é um dos setores em maior crescimento fora das tecnologias de informação”, realça Carsten Spohr, sobre a pertinência desse projeto de ensino para pilotos. Mas, a concretizar-se, a escola “não será em Lisboa” porque, se é verdade que um equipamento desses precisa de uma localização com boas condições climatéricas e isso não é problema em Portugal, onde há “bom tempo em todo o lado”, também é certo que uma estrutura destinada a formar pilotos exige “espaço para treinar”.Com a sua aposta generalizada no extremo oeste da Europa, o objetivo do Grupo Lufthansa é melhorar a sua ligação ao outro lado do Atlântico e encurtar os voos dos seus passageiros: “Portugal é uma porta de entrada para o Brasil e, em termos geográficos, está perfeitamente localizado para os nossos planos de alargamento à América. Acreditamos muito no futuro do Brasil, da América Latina e na capacidade do Grupo Lufthansa para ter ‘hubs’ não apenas na Europa — também em África e em mercados próximos do europeu”.Com 50 voos todos os dias a partir de Portugal, mais de 500 empregos nas várias empresas do grupo que operam no país e a adquirir “um avião por semana” apesar das atuais carências no fornecimento de aeronaves, Carsten Spohr aponta a eventual aquisição da TAP como mais um passo no sentido do reforço internacional da marca.
Afirmando que o Governo português tem a decorrer “um processo muito profissional para conseguir o parceiro certo” para a companhia área nacional, o diretor do Grupo Lufthansa declara: “Temos os meios financeiros para investir e podemos providenciar os passageiros. Estamos confiantes de que somos o melhor parceiro para a TAP, mas vamos respeitar a escolha do governo português e a decisão é dele“.Questionado sobre quando teria disponibilidade para assumir a liderança da TAP, respondeu: “Se o primeiro-ministro quiser, começo esta tarde”.










