CIÊNCIA

Venezuela. Corina Machado impedida de entrar no país


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Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional desta manhã, hoje com a jornalista Teresa Freire. Olá, Teresa.
Bom dia, Miguel.
Vamos começar a olhar para o Diário de Notícias. Uma nova sondagem coloca o PS em primeiro lugar nas intenções de voto.
O barómetro da Aximage de junho para o DN coloca o Partido Socialista na liderança com 29,3%, apesar de registar uma ligeira redução face à mesma sondagem no mês passado. A AD subiu ligeiramente, mantém-se no segundo lugar. Já o Chega, que ocupa o terceiro lugar, manteve praticamente a mesma percentagem.
E, Teresa, a rejeição da lei laboral, da reforma do Governo, que acabou por ser chumbada no Parlamento, foi também um dos temas avaliados.
Com 61% dos inquiridos a classificar este chumbo como positivo ou muito positivo, tendo em conta que o Chega é identificado por praticamente metade dos inquiridos como o principal responsável pela rejeição.
Passamos agora para o Jornal de Notícias, que destaca a PSU, a Prestação Social Única. A União Europeia avisa que os detalhes têm de ficar fechados nos próximos dois meses.
O Governo estendeu de 90 para 120 dias o prazo para legislar a PSU, mas questionada pelo “Negócios”, fonte oficial da Comissão Europeia avisa que o decreto-lei que a concretiza tem de estar pronto e publicado no Diário da República até dia 31 de agosto. Ao “Negócios”, Bruxelas não esclarece, no entanto, se autoriza que a produção de efeitos seja posterior. Caso Portugal não conclua este processo em dois meses, arrisca-se a perder 620 milhões do PRR que estão associados a esta reforma.
Vamos agora para o jornal Público, que revela que em 10 anos foram atribuídas 17 novas subvenções vitalícias a políticos.
A lista de beneficiários da subvenção mensal vitalícia atribuída a detentores de cargos políticos e a ex-juízes do Tribunal Constitucional conta atualmente com 285 pessoas, mas nos últimos 10 anos entraram para o regime de subvenções apenas 17 beneficiários, metade dos que pediram subsídio em 2005, o ano em que o governo de José Sócrates fez aprovar na Assembleia da República o fim deste regime. Quanto aos últimos três anos, neste período houve apenas seis beneficiários, entre eles o ex-primeiro-ministro António Costa, que tem uma subvenção vitalícia num valor superior a € 3.000, mas que foi suspensa por iniciativa própria.
Fechamos a ronda pela imprensa nacional com o Jornal Económico. A Lufthansa vai investir € 300 milhões em Santa Maria da Feira.
E vão criar 700 empregos. A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e a empresa alemã assinaram ontem o contrato de investimento para a construção de uma nova unidade industrial em Santa Maria da Feira. O contrato, assinado pela agência em representação do Estado português, prevê um investimento contratual de cerca de € 223 milhões, tendo em conta que beneficiam de um apoio financeiro público de perto de € 25 milhões ao abrigo do regime contratual de investimento. Com cerca de 50 mil metros quadrados, este novo local vai ser dedicado a serviços de manutenção, reparação e revisão de componentes aeronáuticos, o que reforça a posição de Portugal enquanto polo estratégico para a indústria aeronáutica.
Passamos agora para a imprensa internacional e continuamos a dar natural destaque à Venezuela. O El Nacional conta que a Nobel da Paz e líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, foi impedida de regressar ao país.
Maria Corina Machado já tinha anunciado que queria regressar imediatamente ao país para se juntar aos esforços de acompanhamento e assistência às vítimas dos sismos. Já ontem disse que estava na Cidade do Panamá, de onde planeava regressar à Venezuela. No entanto, a líder denunciou que o governo de Delcy Rodríguez impediu a entrada no território nacional, através do encerramento do espaço aéreo. Afirma ainda que não é a única à qual está a ser negada a entrada na Venezuela.
Vamos ainda ao brasileiro Folha de São Paulo. O governo de Lula da Silva autorizou que sejam gastos 520 milhões de reais para propaganda nas vésperas das eleições.
O que equivale a cerca de € 87 milhões, o dobro do que foi gasto pelo governo de Jair Bolsonaro em 2022. O governo reservou este valor para gastos de propaganda entre janeiro e junho, tendo em conta que a lei eleitoral determina a suspensão de publicidade institucional a partir de julho, altura em que ficam autorizadas apenas campanhas de necessidade pública. Numa nota, o governo garante que está a seguir os limites da lei e que não devem ser feitas comparações com outros governos.
Teresa Freire e a conferência de imprensa desta manhã.

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