O PIB subiu e o PIB per Seguro subiu muitíssimo
Está um calor que não se aguenta, por essa Europa fora. Ou melhor, aguentar, aguenta-se muito bem, mas só se uma pessoa quiser aguentar-se em pleno século XXI. Quando a dita pessoa opta por recuar à Idade do Bronze, renegando os ventos do progresso materializados em ar condicionado fresquinho, a coisa fica mais desagradável. Já não percebo nada: mas o progressismo não era óptimo?!
Afinal, não só não é óptimo, como a Europa está mesmo apostada nesta espécie de suicídio em câmara mais ou menos (mas mais menos) lenta: a partir de agora, não nos refrescamos com ar condicionado quando está calor. E também vamos lançados no não nos aquecermos com ar condicionado quando faz frio. Não restam dúvidas: o futuro da Europa sem AC é a Europa a.C. É só juntarmos o não comermos quando temos fome e não é preciso gastar nenhuma fortuna em viagens no tempo para experimentar, por que não?, uma China de Mao Tsé-Tung.A propósito, já tinham destino para o subsídio de férias? Não? Óptimo, então comecem a amealhar para pagar a indemnização do estado português a José Sócrates. Para já são 15 mil euros por quebra do segredo de justiça mas, a julgar pelo jeito dos líderes do PS a fazer subir números — vide Costa e Carneiro com o número de imigrantes e Centeno com os números das cativações — em menos de nada os 15 mil serão 150 mil, ou 1,5 milhões, ou mesmo (deixem Sócrates sonhar!) uns 15 milhões de euros.À luz desta notícia, de repente, entrar gente à pazada em Portugal parece menos péssima ideia. Continua a ser extra-duvidoso que os recém chegados ajudem a economia propriamente dita, mas a verdade é que podem acabar por dar uma ajuda — involuntária e, imagino, contrariada — às economias de quem já cá está, na medida em que a despesa com José Sócrates acaba por ser a dividir por mais convivas.
Mas atenção: não resulte daqui que eu insinuo que o Partido Socialista, ao extinguir o SEF deixando o país, digamos, aSEFalo, pretendesse deixar entrar gente à pazada. Longe de mim. É apenas a constatação de um facto, que se junta à vontade de fazer de nós acéfalos, ao tentarem convencer-nos de que aquilo que, segundo os próprios socialistas, nem sequer existia há dez minutos — a bandalheira absoluta na imigração — é afinal uma coisa óptima, sem a qual a economia portuguesa estaria mais de rastos do que a economia portuguesa.A propósito de socialistas e do seu modus operandi di fazeri de nos estupidis, António José Seguro corrigiu a sua declaração de património. Enquanto candidato à Presidência da República, Seguro tinha apresentado uns já muito bons 188 mil euros. Mas agora, escassos meses depois de se tornar Presidente da República, ops!, detectou um ligeiro erro e corrigiu a declaração. Seguro tinha dito 188 mil euros? Pois, fez confusão: são 1,2 milhões de euros. Assim é que é: 1,2 milhões. E não 188 mil. Também tem para lá um “1” e é tudo em euros, e assim, enfim. Quem nunca, ao fazer contas ao seu património, confundiu centenas de milhares com milhões, que preencha já uma ficha de inscrição no PS.Na verdade é uma correcção que vem bem a propósito, na senda de outra correcção, também ela muito subtil. Depois do INE ter corrigido os números da população em ligeira alta, foi agora a vez do Presidente corrigir os números do património em ligeiríssima altíssima. Tudo não passou de um pequeno lapso, claro. O homem que, na sua candidatura a Belém, foi capaz de fazer a comunhão de socialistas de esquerda, centro e “direita”, esqueceu-se que é casado em comunhão de adquiridos com a esposa.E parece ser daí, das farmácias da família da primeira-dama, que resulta este parco aumento de cerca de 500% no património do Presidente. Ou seja, para o ano, o património de Seguro vai ser corrigido em baixa ligeira, assim que a esposa lhe dispensar umas lamelas de Memofante.
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