CIÊNCIA

Governo exige às ULS um "refúgio climatizado" por concelho


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Vamos fazer aqui um compasso de espera, até porque estamos com problemas técnicos aqui no estúdio, mas vamos agora abrir a conferência de imprensa com o jornalista Ricardo Lopes. Acho que agora sim. Ricardo, bom dia.
Agora sim, Miguel.
Já temos condições para começar a nossa conferência de imprensa.
São problemas técnicos que acontecem.
Exatamente. E numa altura em que Portugal enfrenta uma onda de calor, o jornal “Público” diz que o governo vai exigir a todas as unidades locais de saúde que tenham um refúgio climatizado por conselho.
São locais climatizados de abrigo temporário, é assim que são definidos. O objetivo é ter um espaço para proteger as pessoas mais vulneráveis das elevadas temperaturas, como é o caso de idosos e também doentes crônicos. De acordo com a informação recolhida pelo “Público”, caberá aos municípios comunicar quais os locais existentes em cada concelho. Esta onda de calor, que já se faz sentir, pode durar 10 dias e o governo quer atenuar os efeitos das elevadas temperaturas e, para tal, o executivo vai também anunciar um guia de boas práticas para os municípios seguirem. A notícia dá conta também, Miguel, que para esta manhã está marcada uma conferência de imprensa com a Secretária de Estado da Saúde, elementos da DGS, INEM e Direção Executiva do SNS. O objetivo é sensibilizar a população para se proteger do calor extremo.
Essa conferência de imprensa que está marcada para às 11h. Olhamos agora para o Diário de Notícias, que destaca um eurobarómetro que revela um contraste entre o pessimismo global e a confiança na União Europeia.
São dados de um barómetro do Parlamento Europeu. Mais de metade dos europeus, 58%, diz estar pessimista quanto ao futuro do mundo, ao mesmo tempo que 59% dos mesmos inquiridos se mostra otimista com o rumo da União Europeia. A maioria das pessoas dizem ver a União Europeia como um lugar de estabilidade. Portugal é o país que mais acredita nesta afirmação. São 94% dos portugueses que concordam, sendo que 90% dos portugueses também considera que Portugal beneficia em pertencer ao bloco europeu. No plano emocional, Miguel, o sentimento dominante quanto ao estado do mundo, com 44%, é o sentimento de incerteza.
Olhamos agora para o “Correio da Manhã”, concretamente para uma notícia da editoria de economia, porque julho começa com um novo aumento da prestação da casa.
As prestações ficam mais caras em todos os prazos. O acordo no Médio Oriente parou a escalada das taxas Euribor. Ainda assim, a prestação a pagar ao banco pelas famílias vai subir nos três prazos usados nos contratos com taxa variável. A jornalista Raquel Oliveira dá um exemplo: num empréstimo total de € 150 mil, a mensalidade vai sempre aumentar, independentemente do prazo. Quem tem a Euribor a três meses vai pagar mais € 19 por mês. Já nos contratos revistos de seis em seis meses, o aumento é de cerca de € 37. E por fim, nos contratos com a Euribor a um ano, a 12 meses, a prestação sobe praticamente € 60. Estas contas, Miguel, são feitas pela Deco Proteste, a pedido precisamente do “Correio da Manhã”.
Vamos ainda, Ricardo, à imprensa internacional e continuamos a dar natural destaque à situação na Venezuela. O jornal “El Nacional” diz que as chuvas no país agravaram ainda mais as condições dos desalojados em Caracas.
É um artigo que descreve um cenário desolador, marcado também pela incerteza. Na madrugada de terça-feira, centenas de desalojados que estavam a dormir na rua, em parques e praças, foram surpreendidos por fortes chuvas que atingiram a cidade. O jornalista do “El Nacional” falou com uma jovem de 17 anos que pernoitava precisamente nessas condições e que explicava também que as tendas, mesmo que impermeáveis, não resistiram à chuva. Os desalojados denunciam, inclusive, a escassez de materiais para combater a umidade e proteger as famílias das más condições climatéricas. Há também críticas, Miguel, à distribuição da ajuda humanitária. A população, neste caso a população do município de Chacao, diz que a ajuda está muito concentrada, sobretudo em La Guaira, e que outras regiões foram postas em segundo plano.
Vamos ainda até ao Brasil. O Congresso brasileiro aprovou a utilização de spray de pimenta pra defesa pessoal de mulheres. É uma notícia do “Folha de São Paulo”.
A proposta vai seguir agora para a aprovação do presidente Lula da Silva. Caso entre em vigor, vai permitir a compra e posse do produto mediante algumas regras específicas. A medida aplica-se a mulheres com 18 ou mais anos, mas também a jovens de 16 e 17, isto com a devida autorização dos responsáveis. Para comprar o spray, é necessário comprovativo de residência, bem como não ter qualquer condenação por crimes violentos. O diploma prevê ainda criar um programa nacional de capacitação com formação em defesa pessoal e utilização do spray. O artigo da Folha cita especialistas que consideram que o spray pode ajudar em algumas situações, mas alertam que não substitui outras medidas de combate à violência, como é o caso da prevenção, e sublinham a necessidade de formação para evitar uma utilização incorreta ou perigosa.
Ricardo Lopes e a conferência de imprensa.

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