Obras em Guimarães revelam gravuras de 3.000 anos
▲O estudo deste conjunto arqueológico continuará nos próximos meses
MÁRIO CRUZ/LUSA
Um “importante conjunto arqueológico” com mais de três mil anos foi descoberto no concelho de Guimarães, distrito de Braga, durante a construção da residência universitária do AvePark, reforçando o “valor patrimonial” da cidade, indicou esta quarta-feira a câmara.
“Foram descobertas 19 rochas gravadas com motivos pré-históricos na construção da nova Residência Universitária do AvePark [na freguesia de Barco], tratando-se de uma identificação que não irá atrasar as obras em curso. Esta descoberta junta-se a outras seis anteriormente identificadas pela arqueóloga Daniela Cardoso, no âmbito de trabalhos académicos e projetos desenvolvidos pela Sociedade Martins Sarmento”, explica o município de Guimarães, no distrito de Braga.Em comunicado, a autarquia acrescenta que “os trabalhos permitiram identificar que as rochas continham motivos compostos por covinhas, linhas serpentiformes e representações de animais e figuras humanas”.“A análise destes elementos levou os investigadores a concluir que as gravuras terão sido executadas entre o III e o I milénio a.C. Este conjunto arqueológico reforça o conhecimento sobre a ocupação pré-histórica do território, valorizando o património histórico e cultural de Guimarães”, sustenta a câmara municipal.
Segundo a autarquia, as escavações têm ainda revelado vestígios de antigas construções pré-históricas, cuja funcionalidade ou utilização pelas comunidades que habitaram o local há milhares de anos continua a ser objeto de investigação por parte da equipa de arqueólogos.O estudo deste conjunto arqueológico continuará nos próximos meses, sendo considerado fundamental para aprofundar o conhecimento sobre as comunidades que habitaram esta região e para reforçar a identidade cultural vimaranense, salienta a câmara.“Além do seu valor científico, esta descoberta constitui também um importante recurso para o ensino da história, da cultura e da cidadania local, contribuindo para a valorização do património e para o desenvolvimento do turismo cultural em Guimarães”, sublinha o município.










