Inflação na zona euro desce para 2,8%
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Paulo, começamos esta moeda por falar da inflação na zona euro, que caiu.
Caiu, o que é uma boa notícia. Isto, pelo menos, tranquiliza um bocadinho o BCE quando estiver a decidir eventuais subidas futuras da taxa de juro. E porquê? Porque a queda dos preços dos combustíveis nas últimas semanas levou a este recuo da inflação na zona euro para 2,8. É uma queda ainda substancial, é uma queda de 0,4 pontos percentuais, portanto, passou de 3,2% para 2,8%. E essa correção acontece precisamente por causa dos preços da energia. Noutros serviços terá abrandado também para 3,2% o crescimento de preços, estava em 3,5%. Portanto, há aqui uma desinflação, se quisermos, transversal. Mesmo nos bens alimentares, terá caído algumas décimas para 1,6%. Ou seja, se a inflação na zona euro começar a cair de uma forma sustentada, aproximando-se novamente onde já esteve nos últimos meses, que era ali nos 2%, as perspectivas ou os motivos do Banco Central Europeu para subir de novo taxas de juro vão desaparecendo e, portanto, isto a prazo pode ter impacto e terá impacto, certamente, naquilo que são as prestações do crédito à habitação.
Entretanto, temos o emprego em máximos históricos.
Em Portugal, o mercado de trabalho nunca esteve tão bem. A taxa de desemprego recuou para 5,5%. É o valor mais baixo, imaginem, desde dezembro de 2001, portanto, desde o início do século, há 25 anos, mais ou menos, que não tínhamos um desemprego tão baixo. Isto são dados do INE. Havia o registo, em maio, de 315 mil pessoas desempregadas, menos 8 mil do que no mês anterior. Isto quando olhamos pra taxa de desemprego, portanto, pessoas que estão em idade ativa, querem trabalhar e não encontram trabalho. Por outro lado, quando olhamos para a população empregada, portanto, toda a população de fato que tem trabalho, ela aumentou 0,4% face a abril, atingiu 5,4 milhões de pessoas, e esta taxa de emprego é a mais elevada desde fevereiro de 1998.
Aí já recuamos até antes do euro.
Já recuamos até antes do euro. É uma taxa de emprego de 66,5 pessoas, o que significa que o mercado de trabalho português vai alargando. Nós percebemos isso também pelos dados da imigração. Há mais pessoas em Portugal, independentemente da nacionalidade, claro, que estão em Portugal e que têm o emprego.
O que os manuais dizem que é o valor do pleno emprego? Há um valor específico ou isto já está nesta categoria? Não há um número.
Não há um número a dizer. É 4%, é 3,5%. Considera-se quando andamos aqui entre os 4% e os 5%, já estamos praticamente no pleno emprego. E por que pleno emprego? Porque há muitas pessoas que estão pontualmente numa situação de desemprego, e obviamente que isto é uma fotografia tirada num período muito curto, e que estão em situação, por exemplo, de trânsito entre empregos. Isto é, deixaram o emprego, já têm a perspectiva de outro, mas naquele momento ainda estão no desemprego e, portanto, são registradas como tal. Depois, há também os desincentivados, pessoas que já desistiram, já não procuram e, portanto, essas, de alguma forma, já não entram muito na dinâmica. Vão continuar ou vão depois passar à reforma, depois de um período de subsídio de desemprego, reforma antecipada. Portanto, há alguns processos desses. E, portanto, são pessoas que, de alguma forma, já não estão ativamente à procura de emprego. E, portanto, podemos dizer que estamos praticamente em pleno emprego.







