CIÊNCIA

10h. Exames. Ministério da Educação adia segunda fase


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Já vamos recuperar as emoções da vitória da seleção depois de 18 minutos de descontos e também as críticas da imprensa espanhola à exibição portuguesa. Antes, uma notícia divulgada na última hora: o Ministério da Educação adiou por quatro dias a realização da segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário. As notas da primeira fase vão ser afixadas também três dias depois do previsto. Quer isso dizer que os professores têm até dia 14 para corrigir as provas. As pautas com as notas dos exames vão ser afixadas no dia 17 e a segunda fase arranca dia 20. O Ministério da Educação admite dificuldades informáticas num comunicado divulgado esta manhã. O atraso deve-se aos problemas que os professores têm tido na correção digital das provas, sobretudo da prova de Português do 12º ano. Ainda assim, o ministério considera que seria possível assegurar o cumprimento dos prazos. A mudança acontece, diz o ministério, depois de ponderadas as condições de trabalho dos professores classificadores. Neste jornal temos agora em direto Filinto Lima, é o presidente da Associação Nacional dos Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas. Muito bom dia, muito obrigada por estar conosco. É isto mesmo? Esta decisão é correta, embora fosse possível aos professores manter o calendário inicial?
Muito bom dia e obrigado pelo convite. O Ministério da Educação entendeu que era preciso dar mais tempo aos professores que estão a classificar as suas provas, de facto motivado por questões de dificuldades informáticas, de dificuldades de software. Este é um processo que começou mal desde o início. O ministro da Educação admitiu isso há dois dias na Assembleia da República. Está a corrigir, de facto, os lapsos que têm ocorrido, são imensos lapsos. E eu só espero é que o dia D, que agora não é dia 14, é dia 17 deste mês, de facto, se concretize a afixação das pautas nos locais de estilo das escolas. Os nossos alunos têm todo o direito de conhecer as classificações que obtiveram nos seus exames, sendo certo que a segunda fase, já percebemos, foi empurrada para a frente e agora irá terminar só no dia 24 deste mês.
Sim, há aqui uma alteração. Parece-lhe que esta margem dos três dias em que é deslocada vai ser possível cumprir?
Eu não faço ideia. O Ministério da Educação na posse de todos os dados, muito mais do que nós, com certeza. Temos conhecimento da situação porque falamos com alguns professores e porque vemos as notícias que vão saindo diariamente, infelizmente, motivado pela situação, nos jornais, nas televisões. Eu não sei se estes três dias serão suficientes. Agora, é o prazo que o Ministério da Educação julgou adequado para que, de facto, no dia 17 deste mês, nós diretores possamos afixar as pautas nas nossas escolas. Nós tudo iremos fazer para que isso aconteça. Aliás, os diretores e as escolas e os professores nunca fizeram parte do problema como no início quiseram fazer crer. Nunca! Fazemos parte da solução. Ora, temos que ter condições de trabalho e neste momento muitos professores que estão a classificar as provas não têm ainda essas condições de trabalho, ou seja, não podem corrigir as provas porque não têm no seu computador.
Há ainda professores que não têm as condições para fazer a correção das provas?
Haverá, com certeza, e daí a necessidade de o Ministério da Educação ter que adiar o prazo de entrega destas classificações do dia 14 para o dia os professores possam, na verdade, classificar as provas. Agora, gostaria que as três dias fossem suficientes, iremos perceber, e gostaria que no dia 17 deste mês os alunos, que têm todo o direito, tivessem conhecimento das classificações. Mas neste momento eu acho que temos que a ver vamos, como diz São Tomé: “Ver para crer”.
Ver para crer. Mas acredita, até porque começou por nos dizer que o processo começou mal desde o início, acredita que as provas e os resultados das provas podem ser muito contestadas?
Não tenho dúvidas nenhumas. Este ano, os recursos vão aumentar exponencialmente. Por quê? Porque os pais perceberam que este processo começou muito mal, tem tido muitos atropelos, e este muito mal não sou eu que estou dizendo, foi o ministro da Educação, e bem, que já o admitiu na Assembleia da República. E, portanto, os pais desconfiados da situação, com certeza que vão usar um direito que já têm há muitos anos, que é o direito de recurso. Este ano, o número de recursos vai subir substancialmente.
E isso vai atrapalhar o ritmo das escolas e de organização, não só do processo de candidatura ao ensino superior, mas de organização e de preparação do próximo ano letivo.
Eventualmente, pode atrapalhar, porque o aluno recorrendo tem sempre a expectativa de ter uma melhor nota, que vai ter influência, com certeza, no seu acesso ao ensino superior. Mas, na verdade, isto é um facto que eu penso que vai acontecer. Já falando com diversos pais, não tenho dúvidas que eles vão, de facto, usar este mecanismo que a lei prevê já há muitos anos, mas este ano, em virtude daquilo que está a acontecer e das notícias que vamos tendo conhecimento, os nossos pais, de facto, irão usar este recurso como nunca o fizeram no passado.
Filinto Lima, muito obrigada por ter estado conosco em direto, ainda muito em cima da decisão conhecida pelo Ministério da Educação de adiar as datas de afixação de resultados dos exames nacionais e também da candidatura ao ensino superior e dos exames de segunda época. Aqui com a opinião do presidente da Associação Nacional de Diretores e Agrupamentos de Escolas Públicas, que espera que estas datas sejam exequíveis, sendo que dá conta de professores que ainda estão com dificuldades no acesso às provas que vão ter de corrigir. Atenções agora viradas para o incêndio que começou em Vouzela, distrito de Viseu, e que, Carla, já alastrou até ao distrito de Aveiro. Informações que foram confirmadas ainda de madrugada. Este incêndio começou no distrito de Viseu, como dizias, João. Ontem, durante a madrugada, houve a indicação de que as chamas passaram ainda para o distrito de Aveiro, o que torna este incêndio aquele que mais preocupa as autoridades esta manhã. Está a ameaçar habitações. Foi o que deu conta a Proteção Civil, também esta manhã, à Rádio Observador, com mais de 900 bombeiros no terreno e mais de nove meios aéreos. Contamos ainda, no decorrer deste jornal, ter informações por parte do autarca de Águeda, Jorge Almeida, com quem estamos a contactar. Além deste incêndio em Viseu, há mais três fogos ativos em Portugal, em Barcelos, Cinfães e Castelo de Paiva. O país está em situação de alerta desde a meia-noite e assim vai ficar até segunda-feira. Carla, o presidente da Liga dos Bombeiros afirma que não foram suficientes as medidas tomadas para o combate ao incêndio deste ano. Uma posição que foi defendida esta manhã aqui no Explicador. António Nunes sublinha que os erros do passado voltaram a ser cometidos.
Não houve medidas implementadas, porque quando se chegou ao momento da decisão, fevereiro, março: “Bom, temos agora mais um verão, não é oportuno alterarmos as estruturas e vamos manter a mesma estrutura”. Ora, manter a mesma estrutura quer dizer que os erros do ano passado vão ser cometidos este ano. Isso nós alertámos. Nós gostaríamos que tivessem sido feitas algumas alterações significativas na questão da organização do combate, mas o combate é a última linha.
Uma das primeiras linhas é da prevenção. António Nunes diz que tem de ser mais activa através do acompanhamento da limpeza das áreas florestais de forma descentralizada. Agora sim, a Seleção Nacional garantiu ontem o acesso às oitavas de final do Mundial de Futebol, depois de uma vitória já nos descontos diante da Croácia por 2 x 1. Uma vitória muito sofrida. A seleção croata marcou primeiro, chegou a conseguir o empate 2 x 2 no último minuto da partida, mas esse gol acabou por ser anulado. A vitória de Portugal, o segundo gol, foi marcado por Gonçalo Ramos, sendo que Cristiano Ronaldo, considerado o homem do jogo, marcou o primeiro gol da equipa nacional de grande penalidade. Portugal vai agora enfrentar Espanha nos oitavos de final. Ora, Carlos Pedro, a vitória da seleção portuguesa não convenceu os espanhóis, que garantem até que Portugal não merecia ganhar.
Sim, é um dos destaques da peça assinada no principal jornal desportivo espanhol, a Marca. O artigo, que olha para o jogo de Portugal nesta madrugada, diz, e passo a citar: “A equipa de Roberto Martínez não merecia vencer”. O jornal AS, outro jornal desportivo espanhol, descreve a exibição de Cristiano Ronaldo, capitão da seleção, como banal, diz que o capitão da equipa das Quinas mal entrou em jogo e, além disso, esteve longe de ser decisivo na área. No cômputo geral, a seleção de Roberto Martínez é descrita por este jornal como uma equipa que não é perfeita, mas é, contudo, formidável. O AS mostra-se, no entanto, entusiasmado com este duelo ibérico nos oitavos de final do Mundial. “Que venha o bicho”, dizem os espanhóis aqui numa referência a Cristiano Ronaldo. Falar ainda do Mundo Deportivo da Catalunha, que não concorda com a atribuição do prêmio de homem do jogo a Ronaldo, diz que se alguém de Portugal merecia o troféu de MVP, esse alguém é sem dúvida Diogo Costa. O jornal aponta cinco defesas notáveis do guarda-redes do Futebol Clube do Porto. Aliás, o artigo do Mundo Deportivo deixa muitas críticas à escolha de Cristiano como o melhor em campo, diz que é o MVP mais estranho deste mundial e que o português não participou no jogo, apesar do gol de grande penalidade.
Carlos Pedro, com as críticas da imprensa espanhola à prestação de Portugal no jogo de ontem. Portugal que vai enfrentar precisamente Espanha nos oitavos de final. Vai ser já na próxima segunda-feira, quando forem 20h00 em Lisboa, na cidade de Dallas, nos Estados Unidos. São 10h10, Carla, antes do contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã de sexta-feira? Os deputados já começaram a votação para a eleição da próxima Provedora de Justiça. Estão a escolher o nome proposto por PS e PSD, Luísa Neto. O Parlamento que hoje vai votar também a chamada Lei das Burcas e a criação da pena acessória para a perda da nacionalidade. A vaga de calor que está a atingir França já provocou um aumento de quase 30% da mortalidade no país e mais de 60% só na região de Paris. De acordo com a Agência de Saúde Pública Francesa, foram registadas mais de duas mil mortes adicionais só na última semana de junho, um forte aumento dos óbitos em casa. As autoridades alertam para os riscos das altas temperaturas, sobretudo entre a população mais vulnerável. As autoridades francesas continuam a prever calor intenso nos próximos dias.

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