CIÊNCIA

Almada queixa-se de falhas no abastecimento de água

Mais de 1.500 pessoas assinaram já uma petição pública a exigir medidas urgentes para minimizar os impactos da falta de água que afirmam estar a ocorrer frequentemente em várias localidades do concelho de Almada, no distrito de Setúbal.
Os peticionários pedem ainda uma intervenção urgente para que este problema seja resolvido com a maior brevidade possível e manifestam-se “profundamente preocupados e indignados perante as frequentes interrupções no abastecimento de água” que têm afetado parte do concelho, em especial a Costa da Caparica, a Sobreda e os Capuchos.Também existem relatos nas redes sociais de falta de água ou de perda de pressão em zonas como o Laranjeiro e Feijó.Na petição é explicado que “há várias semanas que milhares de residentes e comerciantes enfrentam cortes de água recorrentes, muitas vezes durante horas consecutivas e frequentemente em períodos críticos do dia, nomeadamente ao final da tarde e início da noite, quando a maioria das famílias regressa a casa e necessita de utilizar este serviço essencial”.
Esta situação, adiantam, tem provocado sérios constrangimentos à população, impedindo atividades básicas e indispensáveis do quotidiano, como tomar banho, preparar refeições, lavar roupa, lavar loiça, assegurar a higiene pessoal e familiar, bem como o funcionamento normal de estabelecimentos comerciais, cafés, restaurantes e outros serviços que dependem do abastecimento regular de água.Face a esta situação, os peticionários exigem da Câmara Municipal de Almada e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS Almada), o apuramento e divulgação pública das causas destas interrupções frequentes no abastecimento de água e a apresentação de um plano de ação concreto para resolver definitivamente o problema.Pedem ainda uma comunicação prévia e eficaz sempre que ocorram interrupções programadas ou previsíveis e a adoção de medidas urgentes para minimizar os impactos na população e nas atividades económicas afetadas.“Os cidadãos de Almada têm direito a um serviço essencial prestado com qualidade, previsibilidade e respeito pelos seus utilizadores. A continuidade desta situação é prejudicial para a qualidade de vida da população, para a saúde pública e para a atividade económica local”, consideram.
Um morador na Costa da Caparica disse esta sexta-feira à agência Lusa que desde as 18 horas de quinta-feira que não tem água, um problema que garante estar a ser recorrente.Na quinta-feira passada, o SMAS divulgou um comunicado indicando que Almada “está a viver um período de grande exigência no sistema de abastecimento de água”, atribuindo o mesmo às temperaturas elevadas e ao aumento significativo da população sazonal no concelho, que “fizeram disparar o consumo de água”.“Nestes dias de calor, a procura global tem sido superior à água que conseguimos captar diariamente nos nossos furos. Para garantir que este bem essencial chegue a todos, estamos a implementar uma gestão solidária e rotativa da rede. A implementação desta medida estratégica permite-nos equilibrar as pressões por todo o concelho, assegurando que o recurso é partilhado de forma justa e equitativa por todas as localidades”, explica o SMAS.Na mesma nota, o SMAS refere que “apesar dos desafios, o sistema mantém-se plenamente operacional e a ser permanentemente acompanhado” pelas equipas técnicas, 24 horas por dia.
“As nossas equipas técnicas acompanham o sistema 24 horas. Já reduzimos ao mínimo a rega de espaços públicos e suspendemos lavagens de ruas não essenciais. No âmbito de uma responsabilidade que deve ser partilhada, apelamos à colaboração de todos os munícipes para a moderação das regas de jardins e espaços verdes privados, bem como para a prevenção de desperdícios em consumos não essenciais”, lê-se no comunicado.Por outro lado, garante que para aumentar a resiliência do abastecimento, estão a ser reforçadas as infraestruturas e que “já se encontra em pleno funcionamento um novo furo de captação”, prevendo a entrada ao serviço de um segundo novo furo até ao final de julho.Os SMAS explicam ainda que encontram-se mais três furos em fase de licenciamento e outros três em fase de projeto.

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