CIÊNCIA

Oikos leva ajuda humanitária à Venezuela

A organização não-governamental Oikos anunciou, esta sexta-feira, que vai ajudar cerca de 3.500 pessoas afetadas pelos sismos na Venezuela, através de uma resposta de emergência que visa garantir o acesso a condições mínimas de habitabilidade e saneamento básico.
Em comunicado, a Oikos — Cooperação e Desenvolvimento refere que vai realizar “uma resposta humanitária de emergência para apoiar cerca de 3.500 pessoas afetadas pelos sismos” que atingiram a Venezuela e provocaram “uma grave crise humanitária marcada pela destruição de habitações, deslocação de populações e interrupção de serviços básicos”.“Perante este contexto, a intervenção da Oikos visa aliviar as necessidades mais imediatas das populações afetadas, garantindo o acesso a condições mínimas de habitabilidade, segurança física e saneamento básico”, indica a organização não- governamental para o desenvolvimento portuguesa.A Oikos salienta que prevê apoiar diretamente cerca de 750 agregados familiares “que perderam as suas habitações ou sofreram perdas significativas de bens essenciais”.
De acordo com o comunicado, a intervenção pretende reforçar a assistência em espaços de acolhimento temporário, “respondendo às necessidades prioritárias e complementando os esforços nacionais e internacionais”.Os apoios incluirão ainda kits com utensílios de cozinha, equipamento e artigos para dormir, produtos de higiene pessoal e menstrual, bem como sistemas e materiais para tratamento e armazenamento de água potável.A resposta, que conta com o apoio do Instituto Camões, será implementada ao longo de três meses e coordenada com os mecanismos humanitários existentes para evitar duplicações e maximizar o alcance da assistência, restabelecendo a segurança e a dignidade das famílias afetadas, refere ainda a organização não-governamental.Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 2.595 mortos e 12.400 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.Entre os mortos, há pelo menos 89 portugueses e lusodescendentes, e outros 60 estão desaparecidos ou incontactáveis.Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

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