CIÊNCIA

17h. Força Aérea participa no combate direto dos fogos


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Carlos Pedro. Carlos, boa tarde mais uma vez. Começamos nesta edição das 17h com um ponto de situação sobre os incêndios que afetam Portugal continental. São mais de dois mil operacionais no terreno, com a ajuda, pela primeira vez, da Força Aérea Portuguesa.
Sim, há dois helicópteros da Força Aérea Portuguesa envolvidos no combate às chamas que lavram no país. É a primeira vez que este ramo das Forças Armadas intervém diretamente no combate aos incêndios. A informação foi confirmada esta tarde pelo ministro da Defesa, Nuno Melo. Falamos de aeronaves P-3 Orion C-295, que estão a fazer detecções precoces de incêndios. Também o helicóptero Black Hawk está pronto a atuar, diz o ministro Nuno Melo, que diz ainda que os bombardeiros Canadair, que foram adquiridos, chegam em 2029 e 2030.
E entretanto, Carlos Pedro, de Espanha e de Itália, chega também ajuda a Portugal para o combate aos incêndios.
Isto em coordenação com o mecanismo da Proteção Civil da União Europeia. Ontem chegaram a território nacional mais de 1.100 bombeiros e 45 viaturas de Espanha. Há mais de três aviões a caminho do país, diz a RTP1, um de Espanha e dois de Itália, também através do mesmo mecanismo de proteção civil da União Europeia. Em Portugal continental, por esta altura e de acordo com o site da Proteção Civil, estão no combate às chamas mais de dois mil operacionais, apoiados por 700 viaturas e 12 meios aéreos. A situação mais difícil é no Conselho de Vouzela. Mais de 12 mil hectares já foram consumidos em dois dias de fogo. Está também neste momento a consumir a encosta da Serra do Caramulo, em Tondela, onde há várias frentes ativas. O repórter do Observador, Miguel Pinheiro Correia, está precisamente em Tondela. Contamos no próximo noticiário que nos descreva o que está a acontecer numa das localidades de Tondela que está a ser afetada por este incêndio de Vouzela.
E seguimos nesta edição das 17h, ainda pela atualidade nacional, com o PS, que defende, Carlos Pedro, que o primeiro-ministro deve vir a público pedir desculpa aos portugueses por causa da situação dos exames nacionais.
É descrita como absolutamente grave por José Luís Carneiro. O governo anunciou ontem o adiamento por quatro dias da realização dos exames nacionais em segunda fase. Vão começar no dia 20, com os resultados a serem divulgados no dia 7 do próximo mês de agosto. Também a fixação das pautas relativas às notas da primeira época de exames foi adiada por alguns dias, devido às dificuldades informáticas no processo de classificação eletrônica. Por isso, José Luís Carneiro pede que Luís Montenegro e o governo se retratem.
O ministro da Educação e o governo permitiram que se instalasse o caos nas escolas e, mais grave do que isso, o ministro faltou à sua responsabilidade na Assembleia da República, porque procurou esconder a gravidade do que estava a passar. Mais grave ainda do que isso, procurou culpar os diretores das escolas e culpar os professores, mostrando uma total insensibilidade com o que está a passar com os jovens e com as famílias. E eu, se fosse primeiro-ministro nesta altura, já tinha vindo pedir desculpa às famílias portuguesas e explicar ao país como é que o governo explica que neste momento sejam professores que vão classificar as avaliações ainda sem receber as provas e como é que nesta altura ainda haja professores de matemática que tenham recebido provas de português e professores de português que tenham recebido provas de matemática.
Secretário-geral do Partido Socialista em Vila do Conde, José Luís Carneiro, que está hoje a fazer uma ronda por alguns dos congressos federativos do partido.
E, Carlos Pedro, já estamos em contagem decrescente para o Portugal-Espanha, a contar para os oitavos de final do Campeonato do Mundo. O lateral da seleção, Nuno Mendes, espera um bom duelo contra a estrela, podemos chamar-lhe assim, Lamine Yamal.
Dois dos melhores jogadores jovens do mundo na atualidade, Nuno Mendes e Yamal, mediram forças no último Portugal-Espanha, a contar para a final da Liga das Nações, vencida por Portugal. Mais recentemente, o extremo do Barcelona apontou Nuno Mendes como o adversário mais complicado que encontrou pela frente. Na reação a este elogio, o jogador português perspectiva um bom duelo.
É um jogador também que tem muita qualidade. Vamos jogar agora um contra outro. E como é óbvio, sim, é um bom duelo. Gosto de jogar contra ele também. É um jogador novo, jogador com muita qualidade, que pode fazer a diferença no jogo, por isso acho que é sempre um bom duelo.
Portugal ainda treina por esta hora em Toronto, no Canadá, onde a comitiva portuguesa tem sido muito acarinhada por uma grande comunidade de portugueses e lusodescendentes. Na memória dos atletas está ainda a recepção no hotel, depois da vitória diante da Croácia. Nuno Mendes agradece o apoio, que diz tem sido importante.
Parecia que estávamos em Portugal, mas não estava. Como é óbvio, é muito bom pra nós distrair um bocadinho. Os adeptos estão nos dando um apoio enorme e acho que isso é muito importante pra nós. Sentimos mais confortáveis e, como é óbvio, muito contentes por ter recebido toda aquela ovação.
Nuno Mendes aos jornalistas em Toronto. Depois falou o outro lateral, Nelson Semedo. O jogador do Fenerbahçe diz que o jogo de segunda-feira é uma final antecipada.
Sabemos que o próximo jogo é um jogo bastante complicado. Diria uma final antecipada, porque são duas equipes que poderiam facilmente estar na final. Por isso acho que sim, acho que vai ser um jogo bonito e espero que dê pra Portugal.
E nós também. Nelson Semedo, que tem raízes cabo-verdianas, foi por isso questionado sobre a campanha dos Tubarões-Azuis no Mundial. O lateral não escondeu a felicidade e o orgulho na seleção de Cabo Verde.
Independentemente do resultado de ontem, Cabo Verde venceu, fez uma grande campanha, mostrou, como já referi também anteriormente, à semelhança de Portugal, um país pequeno, mas com uma qualidade enorme e a crença que mostraram neste torneio foi incrível e fico muito feliz por terem nos representado dessa maneira e dar os parabéns e agradecer.
Nelson Semedo esta tarde em Toronto, no Canadá, onde treinam nesta altura jogadores portugueses com muito apoio nas bancadas. Portugal parte ainda hoje para Dallas, nos Estados Unidos, onde vai defrontar na segunda-feira a Espanha.
Um jogo a contar para os oitavos de final do Mundial, que vai ser para acompanhar com acompanhamento e relato em direto aqui na Rádio Observador do Ricardo Loureiro. O apito inicial está marcado para às 20h. Nós certamente vamos abrir as hostilidades, e aqui a palavra hostilidades, sempre que vamos jogar contra a Espanha, faz sentido, um pouco antes. Temos ainda nesta edição das 17h, Carlos Pedro, para atualizar a informação internacional. Destaque agora para as consequências dos sismos na Venezuela, numa altura em que o número de vítimas continua a aumentar. A ajuda humanitária é essencial.
E neste momento são várias as associações portuguesas que estão a reunir bens para enviar para a Venezuela. O caso da Venexoss e da Câmara de Comércio Venezuelana Portuguesa, que têm estado a recolher e a organizar estes bens num armazém em Sintra, para depois serem enviados para a Venezuela. Teresa Freire.
São várias as associações que estão a enviar para aqui os bens que vão recolhendo por todo o país. Christian Horn, presidente da Venexos, explica qual é a prioridade neste momento.
Nós agora vamos mandar camping, medicamentos e tudo que seja higiene. A última coisa que vai sair, mesmo por último, é roupa e comida.
Quanto ao envio, vai contar com a ajuda da TAP e, em princípio, também do governo português.
Estamos a concentrar toda a carga do país aqui em Terrruga, em Sintra, para a TAP na próxima semana começar a levantar e começar a voar.
E quanto a este espaço, não é de nenhuma destas associações, mas sim de Paulo Cristóvão, que cedeu o armazém de pneus a pedido do amigo Pedro Nunes.
É o que eu chamo um armazém de boa vontade. De facto, nós tínhamos o armazém cheio. Durante cerca de um mês, eu decidi esvaziá-lo todo. O Pedro veio-me pedir exatamente para ajudar a Venezuela.
Pelo nível de amizade que a gente temos, foi muito fácil. Foi só uma chamada e o Paulo pôs-se logo à ordem e tem sido espetacular estar aqui com um grande amigo.
Não há aqui nada monetário por trás e a nível temporal, é o tempo for necessário para ajudar as pessoas.
Esta manhã eram cerca de 30 os voluntários que estavam no armazém. A maior parte são adultos e venezuelanos, mas há algumas exceções, como é o caso das irmãs Isabela e Mariana.
A mãe já tinha vindo sem nós e depois elas contaram e quisemos vir.
E têm feito de tudo um pouco.
Estamos a ajudar as outras pessoas que estão a arrumar coisas. Estamos a organizar as caixas, porque havia caixas que tinham coisas totalmente diferentes, tipo medicamentos e essas coisas, misturado com comida.
Quem também marcou presença esta manhã no armazém foi Gabriela, que não é venezuelana, mas quis ajudar na mesma.
Separamos os materiais, encaixotamos, estamos colocando em cima dos paletes e é bem cansativo, porque as caixas são pesadas e o calor também está muito quente.
Gabriela, que soube desta iniciativa através de uma amiga venezuelana, Daniela, que não tem parado de apelar à ajuda de todos.
O governo é um desastre. Em vez de ajudarem, estão a fazer o contrário. Precisamos de ajuda humanitária porque está tudo um desastre.
Daniela, que tem pedido a ajuda de toda a gente, já tem a garantia que pode contar com Isabela e com a Mariana. Mas querem cá voltar?
Sim.
Nós voltamos na próxima semana.
É muito divertido estar aqui a ajudar as outras pessoas.
Reportagem da jornalista do Observador, Teresa Freire, em Sintra. Neste momento, estas associações pedem especialmente que sejam entregues paletes e montacargas.
Dez minutos para lá das 19h e ponto final nesta edição das 17h, não, das 17h. E ponto final nesta edição das 17h. As notícias estão de regresso às 17h30, também com edição do Carlos Pedro, que vai estar por aqui com a informação até às 18h30, se não estou em erro. Carlos, um abraço. Até já.
Abraço.

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