"Não podemos acomodar-nos" à estagnação
▲"Não podemos ficar satisfeitos com esta estagnação em que o país está desde há muitos anos"
ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
O ministro da Economia e da Coesão Territorial disse esta segunda-feira que o Governo tem um plano para acelerar o crescimento económico e colocar os portugueses a viver ao nível da média europeia dentro de duas décadas.
“O Governo vai reforçar as medidas para acelerar o crescimento económico e tornar o país mais competitivo e as empresas e o trabalho mais produtivo”, frisou Castro Almeida, no final da sessão de encerramento da conferência “Um Estado que simplifica, um Estado que responsabiliza”, promovida pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que decorreu em Coimbra.Questionado sobre a revisão do valor nominal do Produto Interno Bruto (PIB) face ao aumento da população portuguesa, o governante referiu que ainda não se sabe como é vai ficar o rendimento per capita, embora preveja que o resultado mostre um país estagnado há muitos anos.“Acredito que as contas finais vão mostrar que o rendimento per capita [por pessoa] em Portugal está estagnado desde há muitos anos. Há mais de 30 anos que estamos no mesmo patamar e isso é que não é possível manter e não podemos acomodar-nos a essa situação”, sublinhou.
O ministro da Economia referiu que o PIB e a população têm crescido, mas o rendimento per capita permanece inalterado, pelo que Portugal “tem de dar um salto para se aproximar da média europeia”.Castro Almeida considerou que não existe razão para os portugueses viverem abaixo da média europeia e anunciou que o Governo tem “um plano em mente” para que os cidadãos nacionais tenham o mesmo nível de vida da média europeia dentro de 20 anos.“Pretendemos valorizar mais o trabalho e dar-lhe mais valor, o que quer dizer mais rendimento aos trabalhadores por força da valorização do trabalho”, disse, referindo que o Governo vai tomar várias medidas para reforçar o crescimento económico.“Não podemos ficar satisfeitos com esta estagnação em que o país está desde há muitos anos”, acrescentou.Dirigida aos municípios, a conferência “Um Estado que simplifica, um Estado que responsabiliza” decorreu esta tarde no Convento São Francisco, em Coimbra, com a participação do presidente da ANMP, da Câmara de Coimbra e do ministro Adjunto e da Reforma do Estado.










