14h. Líder parlamentar do PSD acusa José Luís Carneiro
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Miguel, começamos este jornal das 14h com o secretário-geral do Partido Socialista critica a deslocação do primeiro-ministro aos Estados Unidos para assistir ao jogo de Portugal frente à Espanha, a contar para os oitavos de final deste Campeonato do Mundo.
“Incompreensível”, diz José Luís Carneiro.
Eu esperava que o primeiro-ministro tivesse os pés no país e que estivesse concentrado naquilo que diz respeito à vida do país. É, aliás, incompreensível que numa altura em que o Estado decretou a situação de alerta, o primeiro-ministro estivesse fora do país para assistir ao futebol.
As críticas do líder do Partido Socialista dirigidas a Luís Montenegro consideram incompreensível a deslocação do primeiro-ministro aos Estados Unidos para ver o jogo de Portugal, tendo em conta a situação de alerta no país por causa da onda de calor.
José Luís Carneiro criticou, mas também foi criticado. O líder parlamentar do PSD acusou o secretário-geral socialista de populismo e falsidades.
Depois de José Luís Carneiro ter denunciado que o governo estava a atrasar a entrega de casas já prontas para o momento que fosse, sob o ponto de vista eleitoral, mais favorável à AD. Ora, o governo e o Instituto de Reabilitação Urbana já vieram negar. O Iru explica que as casas em Grândola, a que o secretário-geral do PS fez referência, são casas destinadas a acolher vítimas de violência doméstica. O social-democrata Hugo Soares não poupa nas críticas.
De facto, os últimos dias foram pródigos em absurdos do lado do Partido Socialista. O deputado José Luís Carneiro acusou o governo de ter casas fechadas para entregar aos portugueses daqui a três anos e meio. É, de facto, uma acusação que eu tive ocasião de dizer, julgo que nem o deputado André Ventura, veja bem, era capaz de a fazer. Ora, não se deve fazer política com populismos nem com falsidades. E estava na altura do deputado José Luís Carneiro, em vez de se andar a trapalhar nas declarações para tentar justificar aquilo que disse, dissesse só pura e simplesmente aos portugueses: “Olhe, eu peço desculpa, enganei-me e não fui verdadeiro”.
As críticas de Hugo Soares tiveram como alvo José Luís Carneiro.
O líder parlamentar do PSD, que admite viabilizar audições no âmbito da polêmica em torno da correção dos exames nacionais.
Ao mesmo tempo que afasta a necessidade de uma comissão parlamentar de inquérito, é isso que pede o Bloco de Esquerda.
Da nossa parte, se o Bloco de Esquerda quiser ouvir o senhor ministro, os responsáveis pelas empresas de informática, nós viabilizaremos todas as audições. Se o Bloco de Esquerda achar que é preciso uma comissão parlamentar de inquérito, um juiz, um senhor procurador, um tribunal e Deus Nosso Senhor para avaliar o que aconteceu, é com o Bloco de Esquerda. É manifestamente, mais uma vez, uma lógica de fazer política com a qual nós não nos identificamos.
É o que diz o social-democrata Hugo Soares.
Ora, esta declaração surge no dia em que se ficou a saber que está em manutenção a plataforma online para a correção dos exames nacionais.
“Até às 15h”, é o que se pode ler na página inicial desta plataforma. Mais um percalço num processo que tem sido alvo de críticas por parte da oposição. Ainda ontem, o secretário-geral do PS, que já aqui ouvimos, dizia que o primeiro-ministro deve um pedido de desculpas às famílias e aos jovens. Este ano, pela primeira vez, os exames nacionais foram digitalizados e distribuídos pelos professores avaliadores. Têm, no entanto, sido detectados alguns erros no sistema informático que gere a correção destes exames. Os professores denunciam que faltam, em alguns casos, folhas de resposta dos alunos, falhas no sistema que impedem a correção de exames de 10º e 12º primeiro ano. No âmbito deste processo, foram também denunciados erros na convocatória dos professores que vão avaliar os exames.
De resto, Miguel, o Ministério da Educação decidiu adiar a publicação dos resultados e o calendário da segunda fase dos exames nacionais.
Sim, as pautas com os resultados só vão ser afixadas no próximo dia 17, em vez de dia 14. Quanto ao ranking da segunda fase dos exames nacionais, está agendada para o dia 24 de julho, quatro dias depois da data inicialmente marcada. Entretanto, a Iniciativa Liberal, numa pergunta dirigida ao ministro da Educação, através do Parlamento, pretende saber se o governo vai adiar o calendário de acesso ao ensino superior. Para a IL, está em causa o sucesso acadêmico de milhares de alunos. Além disso, o atual calendário não é viável para os professores. É isso que explica a deputada da Iniciativa Liberal, Angélique de Treza, em declarações há instantes ao jornalista do Observador, António José Soares.
Não só estão a acumular as tarefas de classificação da segunda fase, como o trabalho todo de secretariado antes e depois dessa fase, bem como, porque terão que estar envolvidos nas revisões de provas e de recursos. Portanto, devido a tudo isto, como é que é possível exigir aos professores que, mantendo este calendário, consigam fazer isto tudo ao mesmo tempo? Não é viável. E, portanto, mais vale que o ministro assuma: este processo correu mal, está a ser tudo feito para que seja corrigido e nós assumimos desde já um atraso neste calendário.
Já sobre a proposta do Bloco de Esquerda para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito a este caso das avaliações dos exames nacionais, Angélique de Treza diz que a IL ainda vai analisar.
Analisaremos este pedido do Bloco de Esquerda e iremos nos pronunciar a seu tempo, mas o que vai acontecer é que isto só acontecerá em setembro e as soluções têm que ser implementadas neste momento, não é em setembro. Em setembro já é tarde demais para milhares de famílias e para milhares de alunos.
É isso que sublinha a deputada da Iniciativa Liberal, Angélique de Treza, que remete para mais tarde uma posição da Iniciativa Liberal relativamente à viabilização ou não da comissão parlamentar de inquérito pedida pelo Bloco de Esquerda.
Vamos ao futebol. Portugal de frente esta noite a Espanha, em jogo dos oitavos de final deste mundial nos Estados Unidos, México e Canadá.
Uma reedição da final da Liga das Nações em que Portugal saiu vitorioso. Ontem, durante a conferência de imprensa de antevisão da partida, o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, confirmou que este é o último mundial da carreira. Espera Ronaldo que a partida de mais logo não seja, no entanto, a última com a camisola das quinas vestida.
Tem sido uma experiência bonita. Estamos a melhorar jogo a jogo. Sabemos que esta é uma competição que é impossível jogar bem todos os jogos. Não está fácil para ninguém. É só ver as equipas que já foram eliminadas e diz tudo. Mas eu vejo a equipa tranquila, a equipa bem, treinamos bem, preparamos bem. A respeitar o adversário. Sabemos que é um adversário super difícil, mas estou com aquela fé que amanhã vai correr bem e vamos ganhar.
É também esse, claro, o desejo do selecionador nacional, Roberto Martínez. Considera que a equipa chega mais forte a este decisivo encontro com a seleção espanhola?
Não estamos aqui para defrontar a Espanha, estamos aqui para estar ao melhor nível. Todos os jogos são diferentes, mas, sem dúvida, estamos agora mais preparados que quando chegamos.
Portugal-Espanha, mais logo, 8:00 da noite. Vamos acompanhar tudo a pari passu aqui na antena do Observador. Há uma emissão especial que arranca logo depois do jornal das 19h.
Ainda neste mundial de futebol, há uma polêmica motivada pela despenalização de um jogador dos Estados Unidos que viu um cartão vermelho na última partida.
Falaram em Bola Gun, o avançado estrela da seleção norte-americana, foi admoestado com cartão vermelho no jogo dos 16 avos de final contra a Bósnia. A FIFA decidiu levantar a suspensão que impediu o atleta de participar do encontro dos oitavos de final da competição frente à Bélgica. Martim Mateira, por que o levantamento da suspensão determinado pela FIFA está a gerar polêmica?
Temos dois tipos de polêmica neste caso, uma mais futebolística e uma mais política. Vamos à que toca ao futebol primeiro. Inicialmente, a FIFA decidiu suspender, como dita a regra, o jogador por um jogo, mas entretanto decidiu reverter essa decisão e congelá-la por um ano. Portanto, se Bola Gun se portar bem, o castigo desaparece como se fosse uma espécie de liberdade condicional. Depois desta decisão, Trump escreveu nas redes sociais que a FIFA tomou a decisão correta e com isto vários jornais escrevem que Donald Trump ligou e pediu ao presidente da FIFA para levantarem a suspensão. Entretanto, a UEFA fez um comunicado a dizer que esta decisão vai contra os regulamentos e os princípios do futebol. A organização questiona mesmo a integridade da FIFA e a capacidade desta salvaguardar os princípios do futebol. Também o treinador da Bélgica comentou sobre o caso, diz que não sabia que o dia 5 de julho era o dia das mentiras para a FIFA. Quanto à questão mais política, Donald Trump quis acabar com a cidadania por direito de nascimento nos Estados Unidos e o jogador em questão, que alegadamente Trump quis salvar, nasceu nos Estados Unidos, viveu em Inglaterra a vida toda e é cidadão do país justamente ao abrigo do direito que Trump quer acabar, o que abriu novamente o debate sobre esta matéria.
Polêmica em torno da despenalização de um atleta dos Estados Unidos que viu um cartão vermelho no jogo com a Bósnia dos 16 avos de final do Campeonato Mundo de Futebol. Devia ficar suspenso, pelo menos por um jogo. O jogo dos oitavos de final foi, no entanto, despenalizado pela FIFA.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.
Um incêndio esta madrugada numa loja na zona de Carnaxide, em Lisboa, mobilizou meia centena de operacionais. Várias ruas nas imediações foram cortadas. O incêndio aconteceu numa loja de roupa e produtos chineses. O alerta foi dado por volta das 5:00. Não há feridos a registrar. Não se sabe o que esteve na origem do fogo. A investigação está a cargo da Polícia Judiciária. Deste incêndio urbano para os incêndios florestais, estão dominados os fogos de Vouzela e Vila Verde. Centenas de bombeiros continuam, no entanto, no terreno para garantir que não há reacendimentos. Número de operacionais mais elevado em Vouzela, distrito de Viseu. Há pouco estava no local mais de 700 operacionais apoiados por 250 viaturas e três meios aéreos.









