Mais cinco defesas de Diogo a vingar aquela saída em 2022
▲Diogo Costa voa para desviar a tentativa de Álex Baena para canto: guarda-redes voltou a terminar um jogo como o melhor elemento de Portugal
PAUL ELLIS
A noite estava a apontar para o herói do costume. É certo que, na tentativa de defender tudo aquilo que a equipa não conseguia fazer, lá imperou a conversa de que o guarda-redes está na baliza para evitar golos. No entanto, Diogo Costa, sendo guarda-redes de grande no clube, teve muito mais trabalho que seria de esperar enquanto guarda-redes de grande na seleção. Teve e cumpriu, mais uma vez. O futuro pode ou não passar pelo Dragão na próxima temporada, onde ficou esse “desafio” do presidente portista André Villas-Boas para que usasse o mítico número 2 de Jorge Costa, mas o guardião foi o mais valorizado entre a Seleção.
A partida com a Espanha, apesar da derrota consentida nos descontos, foi um exemplo paradigmático disso mesmo. Recuperemos o filme: defesa a remate fácil de Oyarzabal após perda de bola em zona proibida (3′), duas intervenções fabulosas seguidas a tentativas em arco de Lamine Yamal na direita e de Álex Baena na esquerda (16′), um corte com a perna após um cruzamento traiçoeiro da esquerda sem desvio de Cubarsí na área (31′), nova defesa segura a uma meia distância de Baena (65′), desvio por cima da trave de um livre descaído sobre a direita de Lamine Yamal (73′). Além de todos os cruzamentos que agarrou ou socou para fora da zona de perigo, Diogo Costa fez de tudo um pouco para conservar o nulo no duelo ibérico.“Sempre acreditei que poderia ajudar mais uma vez, não consegui ajudar dessa vez. Faltou-nos uma pontinha de sorte, uma bola à barra, um bola muito perto da baliza, é preciso sorte também. A atitude foi muito boa, muito positiva, demos o nosso melhor em termos de atitude, em termos de exigência e trabalho mental. Acho que demos o nosso melhor, faltou-nos uma pontinha de sorte”, começou por comentar o guarda-redes, na zona de entrevistas rápidas da RTP, antes de recordar a vontade de ganhar por Diogo Jota e André Silva.“O mais importante é ganhar, para mim. Eu sei que preciso dos meus companheiros em campo para ganhar, preferia ter trocado a exibição por uma vitória. Estamos muito tristes. Se podíamos ser campeões do mundo? Claro que sim, tínhamos qualidade para isso, por uma ou outra razão não conseguimos. O que fizemos foi dar o nosso melhor, sempre, fisicamente e mentalmente, para todos juntos mostrarmos ao nosso país… Queríamos muito dedicar este Mundial a duas pessoas especiais para nós. Não conseguimos e estamos muito mais tristes por isso”, acrescentou, desvalorizando cenários de uma possível saída no verão.
“Acho que o meu foco é sempre no presente. Todos os anos acontece isso, passa-me um pouco lado já. Estou muito feliz no FC Porto, mas agora neste momento estou muito triste por termos perdido. Faltou a bola entrar, tanto de um lado como de outro houve oportunidades. Marcaram e nós faltou-nos essa capacidade de finalizar as ações. Tínhamos uma geração para ganhar, tínhamos tudo para poder fazer melhor, não foi possível. A vida continua”, destacou o guarda-redes portista, neste caso na flash interview da SportTV.Desta forma, Diogo Costa acabou por “vingar” um dos encontros que mais lhe custou a entrar na carreira, quando uma saída mal calculada nos quartos de final do Mundial de 2022 frente a Marrocos acabou por dar o golo que decidiu a partida a Youssef En-Nesyri. “Não era o desfecho que queríamos, tínhamos a ambição de ganhar o Mundial. Não conseguimos… mas com a certeza que demos tudo em campo. Erros ninguém os quer cometer, quando acontecem servem de aprendizagem e crescimento diário. Um obrigado a todos os portugueses”, escreveu nas suas redes sociais, dois dias depois dessa eliminação no Qatar.










