AEP garante continuidade na gestão da Exponor
Exponor, Exponor Feira Internacional do Porto
A Associação Empresarial de Portugal (AEP), que explora a Exponor, garantiu nesta terça-feira a “continuidade” na atividade após a venda do recinto de feiras e exposições, do qual deverá ficar com opção de compra, daqui a 20 anos, segundo um comunicado.
Na nota, a AEP disse que “a venda do património imobiliário da Exponor não coloca em causa a continuidade da atividade do recinto de feiras e exposições”, garantindo que se encontram “asseguradas as condições necessárias para a sua operação e desenvolvimento a longo prazo”.Assim, destacou, “foi já celebrado um contrato-promessa de arrendamento entre a futura proprietária dos imóveis e a Exponor — Fiporto, sociedade detida a 100% pela AEP, que estabelece o compromisso de celebração do contrato definitivo após a conclusão da escritura de compra e venda dos imóveis, no âmbito da liquidação da Nexponor”.A Quadrantis Capital, de João Koehler, em parceria com o grupo MCaetano, compraram a Exponor à Insula Capital, por 40 milhões de euros, de acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira.
A AEP indicou que “o futuro contrato prevê um prazo inicial de 25 anos, com renovação automática por períodos sucessivos de cinco anos, garantindo estabilidade e previsibilidade para a gestão da Exponor”, estando ainda “prevista uma opção de compra a favor da AEP ao fim de 20 anos de vigência do contrato”.Segundo a AEP, no “âmbito da preparação do projeto de renovação e valorização do espaço de exposições, a Exponor — Fiporto encontra-se a auscultar a GL events, parceiro internacional de referência na gestão de recintos desta natureza”.Este contributo tem “caráter exclusivamente técnico e consultivo, visando assegurar que o projeto responde às melhores práticas internacionais e às exigências do mercado”, sendo a apresentação formal do ‘dossier’ da responsabilidade da Exponor — Fiporto”.A AEP destacou ainda que o novo proprietário “assumiu o compromisso de assegurar a manutenção e modernização da Exponor, estando definido um investimento relevante para esse efeito”, sendo que o contrato “contempla igualmente um mecanismo de salvaguarda que protege a atividade da Exponor: caso a senhoria não execute ou atrase as obras previstas, a Exponor poderá substituí-la na sua realização, financiando os respetivos custos através da retenção das rendas devidas”.
A AEP acredita assim que é possível “garantir a continuidade da missão da Exponor”, criando ainda “as condições necessárias para a sua requalificação e valorização futura, permitindo dar uma resposta nas melhores condições face aos desafios do contexto internacional”.No comunicado divulgado na segunda-feira, lê-se que “o património da Nexponor, em comercialização desde outubro do ano passado, é composto pelo parque de exposições da Exponor”, bem como “dois lotes para promoção imobiliária, totalizando uma área bruta construtiva de aproximadamente 180.000 m² acima do solo, numa das localizações mais estratégicas da Área Metropolitana do Porto”.A Insula Capital lembrou que em abril de 2024, a Câmara de Matosinhos aprovou “um projeto de grande escala” para a requalificação e expansão da Exponor, através dum Pedido de Informação Prévia (PIP) e dum AUDAC, encontrando-se em vigor.Este plano prevê, “além da modernização do atual parque de exposições, a criação de um empreendimento de uso misto – integrando serviços, comércio, turismo e habitação”.







