Sapadores de Lisboa mobilizados para operações de resgate
▲Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados
ROB ENGELAAR/EPA
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Uma equipa de 15 elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB) parte esta sexta-feira para a Venezuela para ajudar nas operações de socorro após os dois sismos que atingiram o país, integrando uma força nacional de 60 operacionais.Os elementos do RSB destacados para a missão de busca e resgate de vítimas na Venezuela têm experiência em cenários de catástrofe, tendo parte da equipa integrado a força nacional que esteve na Turquia, em 2023, após os sismos que causaram milhares de vítimas mortais, avançou a Câmara Municipal de Lisboa, em comunicado.Estes operacionais vão ser liderados pelo tenente-coronel Carlos Pereira, segundo-comandante do regimento, desempenhando igualmente funções de engenheiro civil para a avaliação das estruturas.
“É com orgulho que vejo os nossos bombeiros partirem, uma vez mais, com o elevado sentido de missão a que há muito nos habituaram, para apoiar a população da Venezuela nesta hora difícil”, afirmou o presidente da CML, Carlos Moedas (PSD), citado na mesma nota.Além dos 15 elementos do RSB, a equipa portuguesa que parte esta tarde para a Venezuela em aviões da Força Aérea é composta por 27 operacionais da GNR, 11 elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e sete elementos do INEM.Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 235 mortos e 4.300 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.Entre os mortos, há pelo menos nove portugueses e luso-descendentes.Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.









