As notícias das 4h
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Portugal empatou a zero frente à Colômbia. A equipa das Quinas vai defrontar a Croácia na próxima fase da prova. Portugal termina assim o grupo K no segundo lugar, com cinco pontos. Nesta partida frente à seleção colombiana, Diogo Costa foi o homem do jogo. No final da partida, o selecionador nacional, Roberto Martínez, disse que este foi um teste valioso para a equipa das Quinas, importante para a preparação da próxima fase e sublinha que Portugal demonstrou caráter dentro de campo.
Acho que para nós foi um teste muito valioso. Forçamos os nossos ataques muito, precisamos de controlo de bola, jogadores como Vitinha. Precisamos de utilizar mais o seu talento na nossa fase de construção e nos nossos padrões ofensivos. Mas foi um teste muito valioso, porque quando está num jogo assim, mostramos muito caráter, lutamos para manter a baliza a zero. É fantástico ver o Diogo Costa ao nível, a intensidade defensiva que tivemos, bloqueios. Então, um jogo que ajuda muito para poder ajustar, alinhar e crescer para o que precisamos de fazer agora no mundial a seguir, que é um mundial totalmente diferente.
Roberto Martínez, em declarações à Sport TV. Num outro momento, em conferência de imprensa, o selecionador nacional disse não ter ficado surpreendido com a exibição da Colômbia pelo seu alto nível.
Não, surpreender-me, não. Mas sim, é verdade que já sabíamos que o nível desta Colômbia, o partido que teve amistoso contra Espanha em Inglaterra, foi um bom partido para apreciar a grande capacidade que tem esta equipa de tomar risco, de jogar situações de um contra um, e abrir os partidos e levá-los onde querem. Então não foi uma surpresa. Sim, é verdade que nos custou muito tentar levar o partido onde nós podemos controlar o jogo.
Roberto Martínez, no rescaldo da partida contra a Colômbia, num registo captado pela RTP. A equipa portuguesa viaja para Toronto já na próxima quinta-feira para defrontar a Croácia. A esta hora fazem-se as últimas contas da fase de grupos do Mundial de Futebol. Jogam as seleções do grupo J: Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia estão em campo. O jornalista Diogo Varela está aqui comigo em estúdio. Diogo, são as últimas vagas para os 16 avos final.
Olá, Hugo, boa noite. Sim, neste momento, mais até para a Áustria e para a Argélia, que vão empatando a uma bola quando estamos no tempo de intervalo e ambas estão qualificadas, mas ali na corda bamba, como costumamos dizer. A Áustria com quatro pontos, a Argélia também com quatro. Ora, como aqui há empate, não se aplica o confronto direto, vai pela diferença de gols. A Áustria tem saldo nulo entre gols marcados e sofridos. A Argélia tem saldo negativo, três marcados, cinco sofridos, ou seja, uma diferença de menos dois, ainda assim suficiente para ser um dos melhores terceiros classificados, a equipa da Argélia. Quanto à Argentina, vai batendo a Jordânia por duas bolas a zero, a Jordânia que está no último lugar deste grupo J e sem qualquer ponto. A Argentina, que o Hugo faz uma rotação muito grande, mudou nove jogadores. O técnico Lionel Scaloni, entre eles a estrela maior, o capitão Lionel Messi, que para já permanece no banco, mas suficiente para ainda dar essa vantagem à Argentina. Em tempo de intervalo, Argentina 2, Jordânia 0. No outro jogo, Argélia 1, Áustria também 1.
O jornalista Diogo Varela com as últimas contas da fase de grupos do Mundial. Na Venezuela, subiu para 48 o número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos dois grandes sismos que sacudiram o país. Número atualizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros na noite deste sábado. Entre os 48 mortos estão 41 lusodescendentes, seis portugueses e ainda um cidadão com nacionalidade portuguesa por casamento. O mais recente balanço dá ainda conta de 83 pessoas incontatáveis entre portugueses e lusodescendentes. Os dois grandes sismos de quarta-feira à noite na Venezuela causaram pelo menos 1430 mortos e mais de 3300 feridos. Já os desaparecidos, segundo a ONU, são mais de 50 mil. E esta noite foi sentido um novo abalo sísmico na Venezuela, um sismo de magnitude 4,8 na escala de Richter. O abalo teve epicentro a cerca de 80 km da capital, Caracas, a uma profundidade de 35 km e atingiu a região costeira de Aragua. As equipas portuguesas de busca e salvamento já chegaram à Venezuela. Cátia Lamar vai servir de base de operação para a missão portuguesa, cidade onde reside uma das maiores comunidades de portugueses e lusodescendentes no país Ao todo, são mais de 60 elementos de várias entidades como a GNR, a Proteção Civil, os bombeiros e o INEM, chegaram à Venezuela na tarde deste sábado em dois aviões militares que transportaram ainda cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo equipamento médico e de resgate. A Organização das Nações Unidas estima que os danos na Venezuela superem os US$ 6 bilhões. A estimativa é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, com base em modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais recolhidos nas horas seguintes aos dois grandes sismos de quarta-feira. A agência da ONU admite ainda que nas áreas afetadas exista mais de 1 milhão de infraestruturas que não estão incluídas nos dados relativos aos danos. No Médio Oriente, os Estados Unidos e o Irão voltaram a trocar ataques no estreito de Ormuz pelo segundo dia consecutivo. O Comando Central dos Estados Unidos diz que as forças norte-americanas atacaram infraestruturas militares iranianas, incluindo sistemas de vigilância, comunicações, defesas antiaéreas e instalações de drones. Numa publicação na rede social Truth Social, Donald Trump acusou Teerão de violar o cessar-fogo. Escreve o presidente dos Estados Unidos que vai chegar uma altura em que os norte-americanos não vão conseguir continuar a ser razoáveis e serão forçados a continuar militarmente com sucesso o trabalho que começaram. “Se isto acontecer, a República Islâmica do Irão deixará de existir”, ameaça Donald Trump. Na resposta, Teerão virou-se para o Kuwait e para o Bahrein. A Guarda Revolucionária Iraniana lançou ataques com mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos nestes dois países. E Benjamin Netanyahu saúda o acordo alcançado entre Israel e o Líbano. O primeiro-ministro israelita acredita que o entendimento fortalece os dois países, mas fragiliza o Irão e o Hezbollah. Ainda não são conhecidos para já os detalhes deste acordo, mas as reações multiplicam-se, com o líder do governo israelita a saudar o entendimento e o líder do Hezbollah a rejeitá-lo por completo. O primeiro-ministro de Israel fala no acordo que fortalece o Líbano e Israel e que fragiliza o Irão, de acordo com o jornal israelita Haaretz. Já o chefe do Hezbollah fala numa humilhação e numa rendição de soberania por parte do Líbano e garante que o grupo não vai abandonar a luta armada. Na atualidade internacional, depois dos constrangimentos técnicos que atrasaram o processo, o Júri Nacional dos Exames dá início a partir de segunda-feira à distribuição gradual das provas nacionais pelos professores classificadores. A entidade garante que o calendário de correção será cumprido e que o processo está agora em fase de recuperação. Este ano, os alunos continuam a fazer os exames em papel, mas as folhas de resposta são depois digitalizadas para que os professores possam corrigir os exames através de uma plataforma informática. Apenas os exames de geometria descritiva e de desenho mantêm o modelo tradicional, sem necessidade de digitalização. Na passada quarta-feira, a Federação Nacional de Professores denunciou atrasos na atribuição das credenciais de acesso aos professores que vão corrigir as provas de português. O Júri Nacional de Exames garante agora que cada disciplina terá o período habitual de classificação, cerca de 10 dias úteis, mantendo-se o prazo final para a conclusão das correções a 10 de julho. Os resultados da primeira fase de exames nacionais do ensino secundário são afixados nas escolas a 14 de julho. Ainda antes disso, o PS exige explicações ao governo sobre o atraso na entrega dos exames para correção. O líder socialista, José Luís Carneiro, pede ao ministro da Educação, Fernando Alexandre, que explique às famílias qual é a causa do atraso de quatro dias que levou os exames nacionais a não estarem disponíveis na plataforma destinada para a correção e classificação das provas.
O ministro da Educação, do nosso ponto de vista, deve, de forma segura, tranquila, séria, rigorosa e transparente, explicar às famílias portuguesas qual é a causa deste atraso, porque recordo, ontem estávamos no quarto dia em que os professores estavam à espera que as provas fossem colocadas na plataforma para efeitos de correção e as provas ainda não tinham sido colocadas nessa mesma plataforma.
José Luís Carneiro, que diz que esta é uma resposta há muito exigida pelo PS. O secretário-geral do partido lembra que Fernando Alexandre vai à Assembleia da República na próxima semana, mas sublinha que antes disso é necessária uma explicação para este atraso. Ponto final neste jornal das 04h00. O essencial da informação é atualizado às 04h30.










