CIÊNCIA

Zelensky lamenta 8 mortes nos mais recentes ataques russos


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
“Guerra Traduzida” na Rádio Observador. Trazemos agora os destaques da imprensa ucraniana com a jornalista Laura Figueiredo. Volodymyr Zelensky lamenta as oito mortes resultantes dos mais recentes ataques russos a Dnipro e Zaporízhia.
O presidente da Ucrânia sublinha que é muito importante combater o terror russo depois das várias mortes dos últimos dias em ataques russos. Numa mensagem na rede social X, Zelensky menciona as cinco mortes confirmadas no ataque de mísseis lançado pela Rússia contra Dnipro. O presidente ucraniano explica que os serviços de emergência estiveram no terreno e que 29 pessoas ficaram feridas. A Rússia atingiu também Zaporízhia. Três pessoas morreram neste ataque e outras seis ficaram feridas, incluindo uma criança. O presidente ucraniano fala ainda no ataque contra Nikopol, levado a cabo contra trabalhadores de emergência e também um carro dos bombeiros, e ainda ataques contra infraestruturas de energia em Sumy, Odessa e Chernihiv. Zelensky afirma que as pessoas precisam de maior protecção contra ataques tão horríveis. Acima de tudo, diz que precisam de capacidades antibalísticas. O presidente ucraniano acrescenta também que é essencial que a Europa seja o mais activa possível no desenvolvimento da própria defesa antibalística.
Temos agora uma notícia de que a Ucrânia atingiu pontes e postos de comando russos numa nova vaga de ataques cirúrgicos.
As Forças Armadas da Ucrânia confirmaram hoje uma série de ataques, que dizem ter sido bem-sucedidos, contra infraestruturas críticas sob o controle russo. De acordo com o Kyiv Independent, que recorre a dados do Estado-Maior, as forças ucranianas conseguiram atingir com sucesso uma ponte rodoviária crucial perto de Novoazovsk, na região de Donetsk, bem como duas pontes ferroviárias em Lugansk. Estas travessias são descritas como artérias vitais que a Rússia utiliza para transporte de soldados, armamento pesado e munições para as linhas da frente. Além das pontes, a ofensiva ucraniana atingiu múltiplos postos de comando de drones russos e também um armazém de logística militar. Kiev assume que o grande objectivo destas operações é asfixiar a capacidade económica e também o potencial militar do agressor russo antes que os recursos cheguem aos combates.
Laura, os mísseis de cruzeiro ucranianos Flamingo registaram o primeiro grande sucesso em combate.
A imprensa ucraniana destaca hoje um marco histórico na autonomia militar do país. Segundo revela o Kyiv Post, o míssil de cruzeiro de fabrico inteiramente ucraniano, batizado como FP-5 Flamingo, alcançou o melhor desempenho de sempre em combate real. Fontes de segurança avançam que uma salva de mísseis foi disparada e que três das cinco armas conseguiram ultrapassar as defesas aéreas russas, tendo atingido e destruído parcialmente a fábrica militar de Barrikady. Analistas militares citados pelo mesmo jornal atribuem o sucesso a uma mudança drástica nas táticas de voo, que passaram a utilizar rotas de altitude extremamente baixa. O Flamingo, que carrega uma ogiva substancial, demonstra que a promessa de produção em massa de armas e de longo alcance por parte de Kiev está a começar a alterar o equilíbrio de forças na guerra.
E terminamos com a notícia que os Países Baixos consideram que a Rússia está a preparar-se para um confronto a longo prazo com a Europa.
Sim, a informação consta num relatório anual realizado pelo Ministério da Defesa holandês, que considera que a Rússia está, de facto, a preparar-se para um confronto a longo prazo e que pode mesmo atacar um país da NATO apenas um ano depois do final da guerra na Ucrânia. O documento citado pelo Kyiv Post afirma que, na pior das hipóteses, uma guerra limitada contra membros da NATO poderá ser uma possibilidade no ano seguinte ao fim da guerra travada pela Rússia na Ucrânia. Por isso mesmo, o governo neerlandês pretende criar um laboratório de desenvolvimento focado na construção de drones com capacidade para combater outros drones. A vice-primeira-ministra e ministra da Defesa holandesa avisa que a questão é saber se a Europa e os Países Baixos serão suficientemente fortes a tempo de proteger a liberdade, a segurança e o modo de vida. De acordo com a imprensa internacional, o secretário-geral da NATO afirmou já que a Rússia poderá mesmo estar pronta para recorrer à força militar contra a NATO dentro de cinco anos.
Fica por aqui a edição desta segunda-feira com a jornalista Laura Figueiredo. A “Guerra Traduzida” está de regresso amanhã.

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