CIÊNCIA

Rússia confirma negociações para importar gasolina


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Guerra Traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a jornalista Laura Figueiredo. Boa noite, Laura.
Boa noite, António.
Começamos pela imprensa russa e pela crise de combustíveis no país. O Kremlin confirma negociações para importar gasolina.
Sim, o Kremlin confirmou hoje que o governo russo está, de facto, em conversações ativas para a importação de gasolina, uma medida drástica para enfrentar a escassez de combustível que tem assolado várias regiões do país. Esta decisão surge num momento crítico, depois do próprio presidente Vladimir Putin ter admitido que os ataques de drones ucranianos contra refinarias e linhas de abastecimento são a causa direta das falhas no fornecimento. A situação é particularmente grave em regiões como Irkutsk, onde as autoridades declararam já estado de alerta máximo devido à falta de estoque, e também na Crimeia ocupada, que enfrenta apagões e filas intermináveis nos postos de abastecimento. Especialistas apontam que as opções do Kremlin estão a diminuir à medida que a infraestrutura energética se torna o principal alvo do desgaste dos ucranianos. Citado pela Ria Novosti, Dmitry Peskov, o porta-voz do Kremlin, adianta que a Rússia está já em contacto com outros países para levar a cabo estas importações.
E seguimos com uma notícia que dá conta de que o líder do maior banco russo defende publicamente o fim, o mais rapidamente possível, da guerra na Ucrânia.
É mais um apelo que surge, desta vez do líder do maior banco da Rússia, o Sberbank. Perante uma assembleia geral de acionistas, German Gref defendeu publicamente o fim o mais rapidamente possível deste conflito. Citado pela imprensa russa, o líder do Sberbank diz que não crê que haja alguém no país que tenha outras preocupações que não sejam o fim das ações militares. German Gref pediu também que o Banco Central Russo reduza as taxas de juros.
E Laura, numa altura em que se têm intensificado os ataques ucranianos à Rússia, o Kremlin diz que abateu mais de 400 drones durante a noite.
É o que se lê num comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa russo e citado pelos jornais. A pasta russa adianta que durante a noite, entre as 20h e as 7h de hoje, dia 30 de junho, as defesas aéreas interceptaram e destruíram 419 drones ucranianos. Moscou fala num dos maiores ataques ucranianos de sempre. Os alvos eram, entre outros, a capital russa e também a região da Crimeia anexada. De quinta para sexta-feira tinha-se já registado também um ataque de dimensões semelhantes, na semana passada, depois de Kiev lançar mais de 600 drones contra a Rússia.
E nesta ronda pela imprensa russa, falamos agora de um ex-ministro da Crimeia que foi detido em Kiev acusado de alta traição e colaboração com as forças de Moscovo.
A agência de notícias Ria Novosti avança que os serviços de segurança da Ucrânia detiveram em Kiev um antigo governante que terá colaborado com a administração russa na Crimeia. O suspeito ocupou o cargo de ministro num governo por procuração estabelecido por Moscovo depois da anexação da península em 2014. De acordo com as investigações, o detido desempenhou um papel central na facilitação da transferência do controle da infraestrutura energética e elétrica da Crimeia para as empresas estatais russas. A imprensa russa acompanha o caso com preocupação, classifica esta detenção como um ato de perseguição política por parte das autoridades de Kiev contra antigos funcionários que optaram por alinhar-se com Moscovo. O arguido arrisca agora uma pena de prisão perpétua em território ucraniano sob as duras leis de segurança nacional e também o combate ao colaboracionismo.
São então estes os principais destaques dos jornais russos. Voltamos a seguir com a imprensa ucraniana.

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