15h. Calor. IPMA alarga aviso vermelho a 13 distritos
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As notícias. Jornal das três, com Vasco Maldonado Correia. Vasco, subiu para 13 o número de distritos com aviso vermelho devido às altas temperaturas.
Também Castelo Branco passa a integrar a lista de distritos abrangida pelo nível de aviso mais elevado para o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Na última atualização feita pelo IPMA, há também algumas alterações relativas ao período de vigência do aviso vermelho em alguns distritos. Para a região Norte e Centro, nos distritos de Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria, o aviso foi reduzido até às 11 da noite de sábado. Por outro lado, Lisboa e Setúbal, onde o nível mais grave ia ser desativado ainda esta noite, passam agora a estar abrangidos com aviso vermelho até às 11 da noite de domingo. Juntam-se assim a Santarém, Évora, Portalegre e Beja.
Duas aldeias tiveram de ser evacuadas em Tondela, por força da proximidade das chamas. Os bombeiros dizem que o incêndio de Vouzela está descontrolado na encosta da Serra do Caramulo.
Um relato feito à Agência Lusa pelo comandante dos bombeiros de Vale de Besteiros, Miguel Santos, que se queixa da falta de meios para dar resposta no terreno. Durante a última noite, foi evacuada a aldeia de Matadagas. Ao início desta tarde, foi a vez da aldeia de Mansores. Ambas se encontram em São João do Monte, conselho de Tondela. Foi para a sede da Junta de Freguesia que as pessoas retiradas dessas aldeias acabaram por ser levadas. O incêndio que começou em Vouzela é o que mais meios da Proteção Civil reúne nesta altura. Já chegou a Águeda. O autarca Jorge Almeida garante que os meios não são suficientes. Explica as maiores preocupações nas próximas horas.
Temos uma frente e, sobretudo, em termos de estratégia, que nos aparece o Caramulo à esquerda. É o que mais nos preocupa, o incêndio nasceu mais para norte. Se o deixarmos afastar muito para baixo, tememos que, depois, na noite, com um eventual vento, se complique demasiado na próxima noite. Por isso, estamos a fazer todos os possíveis para o conter o mais próximo possível do atual incêndio e não o deixar estender para baixo. Os meios aéreos estão a trabalhar, mas na cauda do incêndio, porque não conseguem, por causa do teto, vir para cá. Temos dois helicópteros a trabalharem com caudas retardantes e a virem do início do incêndio para cá, já vêm mais adiante e têm vindo a progredir à medida que o teto do incêndio lhes permite atuar.
O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, em declarações à RTP. Estão neste momento no terreno, neste incêndio de Vouzela, mais de 900 operacionais e agora oito meios aéreos.
O ministro da Administração Interna não exclui a hipótese de fogo posto neste incêndio em Vouzela.
Luís Neves está no terreno, neste momento precisamente em Águeda. Aos jornalistas, ao início da tarde, manifestou esperança no trabalho dos bombeiros, mas não afastou que tenha havido mão criminosa no maior incêndio do país nesta altura.
De facto, tudo indicia que não é de noite que as condições para o surgimento de ignições, e logo duas ignições, e por volta das duas, três da manhã. Portanto, tudo indicia que há aqui, de facto, um comportamento de mão humana, um comportamento criminoso. É isto que estes factos indiciam.
Declarações de Luís Neves, ministro da Administração Interna, aqui recolhidas também pela RTP.
André Ventura pede ao primeiro-ministro que assuma a coordenação do combate aos incêndios.
Luís Montenegro esteve na última noite no Canadá, onde assistiu ao jogo da seleção nacional portuguesa frente à Croácia. Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o líder do Chega aconselha o líder do governo a evitar erros do passado e a não voltar a ausentar-se do país em alturas críticas.
Nós estamos outra vez com incêndios no nosso país. Nada foi feito durante um ano para evitar que os incêndios acontecessem. E eu espero que o senhor primeiro-ministro não cometa o mesmo erro político do ano passado de estar ausente da coordenação dos esforços contra os fogos. É preciso que o primeiro-ministro volte para Portugal, assuma o combate contra os fogos como a grande prioridade deste momento. Não dá mais para fugir, tem mesmo que estar cá a cumprir o seu papel. É para isso que os portugueses lhe pagam o salário.
Críticas de André Ventura, aqui nos corredores do Parlamento, nos Passos Perdidos, aqui também a sirene que se ouve por trás.
Foi chumbada por larga maioria, na Assembleia da República, a reconfirmação do decreto que previa a pena acessória de perda de nacionalidade.
Foi chumbada a proposta do Chega, mas também a do PSD, que propunha a redução do leque de crimes suscetíveis de perda de nacionalidade para respeitar a indicação dos juízes do Palácio Ratton, que tinham decretado esta norma como inconstitucional. As alterações dos social-democratas mereceram também o voto contra do partido de André Ventura. O vice-presidente do PSD, Alexandre Poço, lamenta que o Chega tenha votado mais uma vez ao lado da esquerda.
André Ventura disse: “Quem tenta agradar à esquerda, fica com a esquerda.” E hoje ficamos a saber que esta perda da nacionalidade não será possível, porque o próprio deputado André Ventura não é só agradar à esquerda, o próprio deputado André Ventura procura sempre votar ao lado da esquerda para manter o caos na nacionalidade portuguesa.
Já pelo Chega, pela voz da deputada Vanessa Barata, acusa o PSD de falta de coragem e de fazer leis fofinhas.
E a verdade é que hoje o PSD queria voltar atrás nas suas intenções, quis alterar esta lei, torná-la mais branda, mais frouxa, mais fofinha e mais ao gosto da esquerda. Faltou-vos coragem, senhores deputados. Mas conosco não contarão com leis fofinhas, para isso têm o Partido Socialista. Hoje, uma parte deste Parlamento traiu os portugueses.
E o PS, pela voz do deputado Luís Testa, saúda o princípio da constitucionalidade defendido pela maioria dos partidos.
O que importa relevar deste debate e desta votação é que existe, felizmente, ainda um conjunto de partidos que defende o princípio da constitucionalidade, a lei fundamental do Estado, do Estado de Direito Democrático e que todos nós juramos defender e aplicar. É isto que releva deste debate, mas releva outra coisa. Há um sinal que tem que ser dado, e tem que ser dado pelo PSD. É que perante aquilo que aconteceu aqui hoje, que parceiros é que o PSD escolhe para a revisão constitucional?
Dúvida lançada aqui por Luís Testa, deputado do PS. Ficam as reações dos partidos no fim da sessão plenária de hoje, onde também foi debatido o fim do pagamento das subvenções vitalícias e a idade da reforma.
Vamos às notícias de âmbito local.
Começamos por Sinas, onde a empresa Alchemy and Critical Metals vai instalar uma refinaria de antimónio na zona industrial e logística. É o projeto que pretende criar 150 novos postos de trabalho diretos, prevê também cerca de 300 indiretos. A unidade vai ter a capacidade de produzir 10 mil toneladas anuais deste metal, que é considerado estratégico para setores como a energia, a tecnologia, a mobilidade e a defesa. Está previsto entrar em funcionamento em 2030. A Câmara de Aveiro vai lançar um concurso para a construção do eixo rodoviário Aveiro-Águeda, a nova ligação que reforça a mobilidade entre os dois conselhos e o acesso às zonas industriais. O investimento ultrapassa os 100 milhões de euros. A Câmara de Santarém também vai reforçar os recursos humanos. A autarquia quer contratar cerca de 20 profissionais em várias áreas. As vagas são para assistentes operacionais, canalizadores, pedreiros, técnicos superiores e ainda especialistas em informática. Na Amadora, a piscina municipal daventeira vai voltar a abrir portas. O complexo está encerrado desde 2020, vai ser agora reabilitado. O investimento é estimado em 1,5 milhão de euros. A autarquia anuncia ainda a criação de três novos complexos desportivos nas freguesias da venteira, da Maia e Encosta do Sol, um custo aproximado de 30 milhões de euros. Em Matosinhos, cinco pessoas ficaram feridas com hematomas ligeiros, foram transportadas para o hospital depois de terem sido atingidas por balas de chumbo. Alegadamente, terão ocorrido disparos de uma arma de pressão diária no Conselho. A PSP recolheu três chumbos nesse local. Uma fonte da Direção Nacional confirma à Agência Luz que as autoridades já comunicaram o caso ao Ministério Público. A investigação está em curso. Fechamos na Batalha, o Museu da Comunidade associa-se ao Festival Artes à Vila, com duas iniciativas. No dia 18, no sábado, é inaugurada às 17h, a exposição Retratos de uma Aleia, do fotógrafo Luiz Rocha. No domingo, dia 19, realiza-se a oficina para famílias, chama-se Cartinha de amores, é dedicada às tradições da cultura popular portuguesa, que começa pelas 11 am. A entrada é gratuita.










