CIÊNCIA

MNE manifesta "profundo pesar" pela morte de João Felgueiras

O Ministério dos Negócios Estrangeiros manifestou “profundo pesar” pela morte do padre João Felgueiras e expressou gratidão pela dedicação do sacerdote jesuíta ao povo de Timor-Leste.
João Felgueiras morreu esta sexta-feira em Díli, com 105 anos, avançou à Lusa fonte da residência dos jesuítas na capital timorense.Em comunicado publicado nas redes sociais, o MNE destaca o percurso do homem que dedicou a vida à causa timorense e esteve presente nos momentos mais difíceis.“Jesuíta durante 75 anos, dedicou mais de meio século à missão em Timor-Leste, sempre ao lado do povo timorense, inclusive nos momentos mais difíceis, em 1975”, lê-se na nota de pesar.
“A sua vida marcada pela generosidade, entrega e fé foi reconhecida por condecorações dos Estados português e timorense” recorda o MNE, expressando “respeito e gratidão” à memória do padre jesuíta.João de Vasconcelos Baptista Felgueiras, natural das Caldas das Taipas, no concelho de Guimarães, foi ordenado sacerdote em 1950 e residia em Timor-Leste desde 1971, tendo completado 105 anos em junho.João Felgueiras dedicou a sua vida à educação e à língua portuguesa, mesmo quando estava proibida em Timor-Leste, durante a ocupação indonésia.O antigo Presidente português Jorge Sampaio condecorou o padre jesuíta em 2002 com o grau de Grande Oficial da Ordem da Liberdade, pela sua luta pela preservação da língua portuguesa em Timor-Leste.
Em 2016, foi condecorado pelo ex-chefe de Estado timorense Taur Matan Ruak com a insígnia da Ordem de Timor-Leste.Em 2022, voltou a receber uma condecoração por um Presidente de Portugal, quando o ex-chefe de Estado Marcelo Rebelo de Sousa o distinguiu com a Grã-Cruz da Ordem de Camões.“Sinto-me português e timorense. Vim para aqui como missionário para trabalhar, enquanto a Companhia de Jesus quisesse e assim foi até agora. Todos contribuímos”, explicou em entrevista à Lusa há quatro anos, quando inaugurou a ampliação da Escola Amigos de Jesus, que fundou.“O passado foi vivido, e estou contente de ter vivido em paz, não fiz nada contra ninguém, nada de mal contra o povo e estou contente por poder ter contribuído alguma coisa”, salientou o homem que educou várias gerações de timorenses.

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