Exames Nacionais. "Isto é um filme que está a acontecer e…
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Do facto de haver sindicatos que estão a fazer denúncias sobre haver docentes e avaliadores que continuam sem receber exames nacionais. Gostaríamos de saber se têm recebido essa informação, como é que têm reagido.
Nós temos percebido que a situação que está a decorrer em relação à digitalização das provas de exame do 11º e 12º ano de escolaridade, não estão a correr bem. Aliás, o Ministro da Educação, quando esteve esta semana na Assembleia da República, disse que o processo começou menos bem. Eu diria que o processo começou muito mal e neste momento não parece ainda que estejam corrigidas as situações que deram origem àquilo que estamos a viver em relação à correção. Agora, há um prazo que já foi dilatado e eu aguardo que esse prazo chegue para os nossos professores poderem corrigir os exames. E também gostaríamos que o dia 17, que é o novo dia para nós podermos afixar as pautas, se concretizasse, porque se não se concretizar, a situação é gravosa para os nossos alunos, para os nossos professores, até porque os estados de ansiedade e de pressão estão a aumentar exponencialmente. Isso não é agradável para todos nós, para os professores, para os alunos, para os diretores, para quem deu tudo durante o ano letivo e está a acabá-lo da forma que estamos a observar.
Sente que poderia ter sido evitada esta situação do adiamento das datas de correção e a própria alteração do calendário para a segunda fase?
Nós desde o início, quando percebemos que as provas iam ser corrigidas pela via digital, por uma plataforma, que tinham que ser digitalizadas, percebemos que há aqui uma intenção de avanço do Ministério da Educação, uma situação de modernidade, como já acontece em vários países europeus, este tipo de situação. Contudo, nós dissemos também que o ministro teve coragem política para dar este passo, um passo muito grande, mas era um passo muito arriscado. Está a ser, a prova está aí, um passo demasiado arriscado. Dissemos isso, agora temos que perceber se, de facto, o processo tendo começado muito mal, vai acabar relativamente bem e acabará se no dia 17, na verdade, as escolas, os diretores poderem afixar as pautas e essa é a promessa do Ministro da Educação. Teremos que aguardar estes dias, vão ser dias de muita ansiedade, vão ser dias de muita pressão, até porque a plataforma, ao que nos parece, não está ainda a funcionar 100%.
Continuam a haver provas que ainda não chegaram às escolas.
Admito que ainda haja provas que não chegaram aos computadores dos professores através da plataforma. Contudo, o prazo é até o dia 14 agora, não é? Mas com certeza, o Ministério da Educação terá que rapidamente reparar a situação anómala que está a acontecer, porque alguns professores podem ainda não estar a receber devidamente as provas e querem começar a trabalhar. E portanto, só podem começar a trabalhar quando à plataforma chegarem os itens das provas de exame do 11º e 12º ano, porque eles querem na verdade corrigir. E os alunos também anseiam saber a classificação que obtiveram nesses exames no dia 17. A decisão do ministro de adiar, de empurrar a segunda fase mais para frente, três dias, penso que foi ponderada. Agora, iremos perceber é se o dia D, que é o dia 17, é o dia do cumprimento da promessa do Ministro da Educação, em que nós, diretores, estamos preparados para isso, iremos afixar as pautas nas escolas para que os nossos alunos possam saber as classificações que tiveram nos exames. A promessa também do ministro é que o prazo de candidatura para o ensino superior não foi alterado. O prazo mantém-se, mas há aqui duas circunstâncias que têm que ser observadas: a saída das notas, das classificações da primeira fase no dia 17 deste mês e depois a segunda fase ser cumprida nos novos prazos que o Ministério da Educação facultou às escolas. Neste momento, mesmo no dia 16 de julho, que eu gostaria muito que fosse o dia da fixação das pautas nas escolas, eu digo uma coisa, vamos esperar como Santo Tomé, ver para crer. Neste momento temos que esperar para ver, para crer.
E em relação à plataforma tecnológica, já tinham avisado no ano passado que tinham havido algumas falhas na correção digital. O que é que acha que falhou nesta plataforma?
Sim, quer a plataforma eletrónica para corrigir as provas, é o suporte para os professores corrigirem as provas, quer a digitalização, foi um sistema novo que já no ano passado foi usado. Aliás, tem um teste que se fez pela primeira vez em Portugal na prova de Filosofia, mas a prova de Filosofia é feita só por 20 mil alunos e as provas que atualmente os professores estão ou deviam estar a corrigir foram 300 mil provas, ou seja, por exemplo, houve milhões de páginas que tiveram que ser digitalizadas. Ou seja, há 300 mil provas que neste momento estão a ser corrigidas pelos professores. Há aqui um passo de gigante, há aqui um passo enorme. Eu não sei, entretanto, o que é que se passou neste ano até agora, com algum estudo que tenha havido em relação à prova de Filosofia, aquilo que correu bem e aquilo que correu mal, não faço a mínima ideia, mas o que sabemos é que o ministro este ano generalizou a todas as provas de exame, exceto ao desenho A e à geometria descritiva, mas generalizou esta forma de corrigir as provas, a todos os exames do 11º e 12º ano de escolaridade. Eu queria que este filme terminasse no mais curto espaço de tempo possível. Isto é um filme que está a acontecer, não devia de acontecer, mas que está a acontecer. Gostaria que o dia 17 fosse o dia em que nós, diretores, pudéssemos afixar as pautas. Gostaria que a segunda fase decorresse com alguma tranquilidade e depois também gostaria que, de acordo com aquilo que disse o ministro, que a auditoria tivesse consequências. Ou seja, o Ministro da Educação diz que no final deste processo vai avançar com uma auditoria. Era importante saber os resultados dessa auditoria e não só o anúncio da mesma, que eu penso que é um facto positivo.









